Mestre em Ciências da Saúde, UnB; Auditor ISO 14.000; Auditor CONAMA 306; Pesquisador Saúde Pública

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Desde muito cedo despertei o interesse para entender o sentido de “Gigante pela própria natureza” inscrito em nosso belo Hino Nacional Brasileiro. No meu pequeno mundo isso tinha formato de um sonho. Sempre acreditei que o trabalho produziria um Futuro que espelha essa grandeza. Entretanto, não poderíamos esperar “Deitado eternamente em berço esplendido”. Então, me debrucei sobre os livros e outros informes. A história da expansão territorial do Brasil ainda tem sido pouco pesquisada por nossa historiografia, apesar da importância estratégica e atual que reveste a questão. O potencial dos seis Biomas do Brasil nos credencia a produzir alimento para parte significativa dos 195 países do globo. Certo que temos problemas maiúsculos na seara da saúde de nosso povo, saúde primária, saúde regionais, saúde provenientes de epidemias e pandemia novo coronavírus. Nada que planejamentos estratégicos, planos de governo e planos de estado, com boa vontade e união de governantes não possam resolver.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Brasil - terras raras, terra única

Brasil, um raro fenômeno no contexto das nações

Somos raros, somos Brasil, somos vitais no desenvolvimento do planeta. Mais de 8 bilhões de seres humanos precisam que asseguremos sua segurança alimentar, que ajudemos a garantir matéria-prima para sua produção tecnológica e industrial, que mantenhamos nossos mais de 20% da biodiversidade mundial e nossas grandes reservas de água doce para assegurar suas pesquisas. Com tanta riqueza em seu estado bruto o governo brasileiro não chega a investir 1% de seu PIB em P&D? A ínfima produção em ciência e tecnologia nos deixa de pires na mão no contexto das nações.

Somos objeto de desejo de exploradores transnacionais que se travestem de inocentes ONGs, a serviço do escuso interesse de seus países de origem. 

A discussão geopolítica das terras raras

China domina amplamente o setor, controlando cerca de 61% da extração e 92% do processamento global. Devido ao uso militar e tecnológico, as terras raras tornaram-se uma peça central na disputa comercial entre China e Estados Unidos.

Um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a tecnologia moderna e a transição energética. Esses minerais são indispensáveis para diversos setores estratégicos: 

  • Mobilidade Elétrica: Motores de carros elétricos utilizam superímãs de neodímio.
  • Energia Limpa: Geradores de turbinas eólicas e painéis solares.
  • Defesa e Aeroespacial: Satélites, radares, mísseis e caças (um caça F-35 usa cerca de 400 kg de terras raras).
  • Eletrônicos: Smartphones, telas de LED, baterias e microchips.

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, concentrando cerca de 23% do total global (aproximadamente 21 milhões de toneladas), atrás apenas da China. Com alto potencial em 12 estados, como Minas Gerais, Bahia e Goiás, os depósitos incluem minerais de argila iônica, facilitando a extração. A produção ainda é baixa (<1%), mas com projetos em expansão, como em Poços de Caldas e o financiamento de US$ 565 milhões na Serra Verde. 

Principais Regiões e Projetos:

  • Minas Gerais: Complexo de Araxá (monazita/bastnaesita) e Poços de Caldas (argila iônica, operado pela Meteoric/Viridis).
  • Bahia: Complexo de Jequié (alto teor, Projeto Pelé da Brazilian Rare Earths)
  • Goiás: Região de Catalão. 

Potencial e Desafios:

  • Argila Iônica: Os depósitos brasileiros, especialmente na Bahia e Minas, contêm terras raras adsorvidas em argilas iônicas, o que permite uma extração mais simples, sem necessidade de explosivos.
  • Produção: Apesar das reservas, a produção comercial ainda é incipiente, com o primeiro laboratório de extração operando em Poços de Caldas (MG).
  • Corrida Geopolítica: O Brasil é estratégico para EUA e União Europeia, que buscam alternativas à China para componentes de alta tecnologia, como ímãs permanentes, carros elétricos e turbinas eólicas.
  • Investimento: A mineradora brasileira Serra Verde obteve financiamento de US$ 565 milhões dos EUA para expandir sua produção. 

O país foca na exportação do minério bruto, enfrentando gargalos tecnológicos para realizar o refino e agregar valor à produção internamente. Vivemos um momento crucial de transição para se tornar um produtor relevante, mas enfrenta desafios de licenciamento ambiental. 

Potência na produção de proteína animal

O Brasil é uma das maiores potências mundiais na produção de carne bovina, com um rebanho superior a 234 milhões de cabeças. O potencial de expansão e aumento de produtividade é alto, com destaque para a conversão de pastagens degradadas em sistemas intensivos e a integração lavoura-pecuária (ILPF). As principais áreas de produção concentram-se no Centro-Oeste, seguida por áreas de expansão no Norte (Amazônia) e no Sudeste

Principais Áreas de Produção e Potencial (Por Região)

  • Centro-Oeste (Líder em rebanho e exportação):
    • Mato Grosso (MT): Líder absoluto com mais de 33,9 milhões de cabeças em 2024. Destaca-se pela alta tecnologia, confinamento e exportação, com destaque para a região de São Félix do Xingu (que também se expande para o Pará).
    • Goiás (GO): Terceiro maior rebanho, com produção de alta tecnologia e integração com grãos.
    • Mato Grosso do Sul (MS): Forte em confinamento e exportação, beneficiado por clima propício e terras férteis.
  • Norte (Fronteira de Expansão):
    • Pará (PA): Segundo maior rebanho nacional, apresentando forte crescimento na produção de carne e exportação, impulsionado por grandes extensões territoriais.
    • Rondônia (RO): Destaque com o sétimo maior rebanho nacional, com forte presença de frigoríficos com inspeção federal.
  • Sudeste (Tradição e Intensificação):
    • Minas Gerais (MG): Segundo ou quarto maior rebanho do Brasil, com tradição pecuária e sistemas de engorda intensiva.
    • São Paulo (SP): Segundo lugar no confinamento (engorda final) e centro de tecnologia, apesar de ter rebanho menor comparado ao Centro-Oeste. 

Potencial de Crescimento (Áreas Degradadas e ILPF) 

O Brasil possui cerca de 200 milhões de hectares de pastagens (nativas e cultivadas), sendo que uma vasta área se encontra degradada ou com baixo índice de produtividade. 

  • Recuperação de Pastagens: A conversão de áreas degradadas em pastagens produtivas é o maior potencial de aumento de produção sem abrir novas áreas.
  • Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Esta tecnologia tem sido incentivada para aumentar a produtividade por hectare, permitindo o plantio de soja/milho em rotação com o pasto.
  • Confinamento: A pecuária intensiva tem crescido, com o Centro-Oeste apresentando margens superiores e custos menores de alimentação (como milho e DDG) comparado a outras regiões. 

Fatores de Destaque

  • Rebanho Nelore: Predomina no país (cerca de 80%), adaptado ao clima tropical.
  • Exportação: O Brasil é um grande exportador, com Mato Grosso liderando o volume de carne exportada em 2025.
  • Tecnologia: Uso crescente de inseminação artificial e reprodução assistida para aumentar a eficiência produtiva. 

Destaque mundial em produtividade e expansão agrícola de alta tecnologia

O Brasil é uma das maiores potências agrícolas mundiais, com um vasto potencial de produção de alimentos impulsionado por extensas áreas cultiváveis, clima favorável e tecnologia tropical. A área de grãos deve crescer 15,5% entre 2023/24 e 2033/34, atingindo 92,2 milhões de hectares, com destaque para a soja e o milho. 

Principais Áreas de Produção e Destaques

  • Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás): É o motor da produção de grãos, liderando a produção de soja, milho e arroz. O Mato Grosso se destaca como maior produtor nacional.
  • Sudeste (São Paulo, Minas Gerais): São Paulo tem o maior Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, impulsionado pela cana-de-açúcar, laranja e citros.
  • Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia): Região de fronteira agrícola em rápida expansão, com grande potencial para grãos.
  • Sul (Paraná, Rio Grande do Sul): Destaque na produção de soja, milho, trigo e pecuária, com alta produtividade.
  • Cerrado: Responsável por quase 50% da produção de grãos, com grande potencial de aumento de produtividade através da conversão de pastagens degradadas. 

https://chapadensenews.com.br/noticias/destaque-2/brasil-e-cozinha-do-mundo-no-momento-que-o-planeta-chega-a-8-bilhoes-de-bocas-para-alimentar-destacou-paulo-cesar-matsumoto/

Potencial Agrícola e de Expansão

  • Produção Sustentável: O Brasil tem potencial para ser líder mundial sustentável, focando na recuperação de áreas degradadas sem a necessidade de desmatamento.
  • Tecnologia e Produtividade: A Embrapa tem viabilizado o cultivo tropical, permitindo o aumento da safra em áreas já abertas.
  • Projeções de Crescimento: Entre 2023/24 e 2033/34, a área de soja deve aumentar 25,1%, e a de milho 9,5%, indicando alta demanda internacional.
  • Integração Pecuária-Lavoura (ILP): O uso de áreas de pastagem para produção de grãos (reforma de pastagens) potencializa a produção de carne e grãos simultaneamente. 

O país é o maior produtor global de soja, café e açúcar, além de ser um dos principais produtores de carnes (bovina, frango, suína). O crescimento do agro para 2026 projeta um impacto de R$ 247 bilhões no PIB, gerando mais de 2 milhões de empregos. 

Patrimônio Florestal verde e amarelo

O Brasil possui um dos maiores patrimônios florestais do mundo, com quase 59% do território coberto por vegetação, dividindo-se entre florestas nativas e áreas plantadas (silvicultura), apresentando alto potencial econômico renovável. A produção florestal brasileira cresceu 16,7% em 2024, atingindo R$ 44,3 bilhões, com destaque para papel, celulose e bioenergia. 

Aqui estão os principais destaques sobre as áreas e o potencial renovável:

1. Áreas de Florestas no Brasil 

  • Florestas Nativas: O Brasil abriga grandes extensões de biomas nativos, com destaque para a Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa.
  • Florestas Públicas: Existem aproximadamente 309,7 milhões de hectares de florestas públicas federais, estaduais e municipais, que possuem potencial para manejo sustentável e concessões.
  • Florestas Plantadas (2021-2024): A área de florestas plantadas (comerciais) totaliza cerca de 9,5 a 10,5 milhões de hectares, concentradas (70%) nas regiões Sul e Sudeste.
  • Espécies Principais: O eucalipto representa mais de 80% das florestas plantadas, seguido pelo pinus. 

2. Potencial Renovável e Econômico

As florestas, especialmente as plantadas e as manejadas, oferecem recursos renováveis que movimentam bilhões na economia brasileira:

  • Bioenergia: Florestas energéticas são essenciais, contribuindo para a matriz energética renovável do país (cerca de 46,1% do total em 2020). A biomassa florestal é usada para produção de energia.
  • Papel e Celulose: O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de celulose (fibra curta), com florestas de rápido crescimento.
  • Manejo Sustentável: Estudos indicam que o manejo florestal sustentável em florestas públicas pode injetar bilhões no PIB, promovendo a conservação e o desenvolvimento econômico.
  • Recursos Não-Madeireiros: Frutos, castanhas, óleos essenciais, resinas e plantas medicinais (bioeconomia).
  • Crédito de Carbono: A conservação e restauração florestal no âmbito da bioeconomia de conhecimento tem um potencial estimado de gerar até US$ 140 bilhões até 2032. 

3. Tendências e Sustentabilidade

  • Bioeconomia: Há um foco crescente na integração da biodiversidade com a tecnologia para produtos sustentáveis.
  • Integração (ILPF): Arranjos produtivos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) aumentam a produtividade de forma sustentável.
  • Restauração: O setor florestal está investindo em restauração de áreas degradadas (das quais o país tem mais de 100 milhões de hectares) para fins comerciais e ambientais.
  • Redução do Desmatamento: Houve queda no desmatamento na Amazônia e Cerrado em 2025 (11,08% e 11,49% respectivamente), fortalecendo a agenda de produtos de origem legal. 

O setor florestal brasileiro, impulsionado por tecnologia e melhoramento genético, continua sendo um pilar estratégico para o futuro da economia verde e a descarbonização.

Águas interiores, nossas bacias hidrográficas

O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo, com 12 regiões hidrográficas principais que são fundamentais para a economia, focadas principalmente na geração de energia hidrelétrica, navegação, irrigação agrícola e abastecimento. A maioria dos rios brasileiros é de planalto (caudalosos e com desníveis), conferindo alto potencial energético, com destaque para as bacias do Paraná, Amazônica, Tocantins-Araguaia e São Francisco. 

Principais Bacias Hídricas e seu Potencial Econômico:

  • Bacia do Paraná: Possui o maior potencial hidrelétrico instalado do país, sendo crucial para o fornecimento de energia para o Sudeste e Sul. Destaca-se a Usina Binacional de Itaipu, uma das maiores do mundo. A região também é um polo de agricultura intensiva e transporte hidroviário.
  • Bacia Amazônica: É a maior bacia do mundo em volume de água e possui o maior potencial hidrelétrico teórico do país (cerca de 40,5% do total), embora boa parte ainda não esteja totalmente explorada. É vital para o transporte de cargas e pessoas ("estradas líquidas") e pesca na região Norte.
  • Bacia do Tocantins-Araguaia: Importante para a geração de energia (Usina de Tucuruí) e fundamental para o agronegócio na região Centro-Oeste e Norte, escoando produção agrícola.
  • Bacia do São Francisco: Conhecida como "rio da integração nacional", é estratégica para a geração de energia no Nordeste e o maior polo de fruticultura irrigada do Brasil (Vale do São Francisco).
  • Bacia do Paraguai: Essencial para a economia do Centro-Oeste, com grande potencial para navegação e atividades agropecuárias na região do Pantanal. 

Principais Usos Econômicos:

  1. Energia Hidrelétrica: A base da matriz elétrica brasileira. Bacias como Amazônica, Paraná, Tocantins-Araguaia e São Francisco são altamente aproveitadas.
  2. Agricultura Irrigada: O São Francisco é líder, mas bacias como a do Parnaíba e a do Paraná também são cruciais para a irrigação de lavouras.
  3. Navegação/Transporte: Fundamental na bacia Amazônica e Hidrovia Tietê-Paraná para escoamento de safras e mercadorias.
  4. Pesca e Abastecimento: Vital para o consumo humano e comercial em todas as regiões, particularmente no Norte e Nordeste. 

O Brasil tem um vasto potencial hídrico, com o desafio de conciliar o aproveitamento econômico (hidrelétricas e agricultura) com a preservação ambiental. 

Riquezas minerais, extração em franca expansão

O potencial minerário brasileiro é um dos maiores do mundo, sendo a mineração um pilar fundamental da economia nacional, com faturamento superior a R$ 270 bilhões em 2024 e crescimento expressivo. A produção concentra-se principalmente nas regiões Norte e Sudeste, com o Pará e Minas Gerais destacando-se como os maiores produtores. 

Principais Regiões Mineradoras e Potencial

  • Região Norte (Amazônia): Concentra cerca de 72,5% da área minerada no Brasil (industrial e garimpo). O destaque é o Pará, especificamente a Serra dos Carajás, detentora de grandes reservas de minério de ferro de alto teor, além de cobre, manganês e bauxita (alumínio).
  • Região Sudeste: Minas Gerais é o principal produtor de minério de ferro, com destaque para a região do Quadrilátero Ferrífero. Também é um grande produtor de ouro (Paracatu é a maior mina a céu aberto) e nióbio.
  • Região Centro-Oeste: Goiás e Mato Grosso destacam-se no cenário. Goiás é referência em níquel, nióbio, fosfato, água mineral e terras raras (Minaçu). O Mato Grosso do Sul é conhecido pelo Maciço do Urucum.
  • Região Nordeste: Potencial crescente em pegmatitos (pedras preciosas/industriais) na Paraíba e Rio Grande do Norte. 

Principais Minerais e Estratégia

O Brasil é um grande player mundial em: 

  • Minério de Ferro: Principal item de exportação, concentrado em PA e MG.
  • Minerais para a transição energética/indústria: Nióbio, cobre, níquel e Lítio, com alto potencial de crescimento.
  • Ouro: Grande produção industrial e garimpo. 

Desafios e Tendências

  • Expansão da Amazônia: A mineração (industrial e garimpo) na Amazônia cresceu substancialmente nas últimas décadas, concentrando a maioria do garimpo em áreas protegidas.
  • Sustentabilidade: O setor investe em tecnologia para melhorar a segurança (barragens) e reduzir o impacto ambiental.
  • Investimentos: Estima-se atração de bilhões de dólares em investimentos até 2027, focados em minerais estratégicos.
  • Garimpo: Cresceu a ponto de ser, em área, superior à mineração industrial no Pará. 

Diversidade biológica, uma riqueza inconteste

O Brasil é reconhecido como o país com a maior biodiversidade do mundo, abrigando entre 15% a 20% de todas as espécies conhecidas do planeta. Com dimensões continentais e seis biomas principais (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa), o país detém uma riqueza natural inigualável que representa um potencial estratégico inestimável para o desenvolvimento sustentável, pesquisa e inovação. 

Aqui estão os principais pontos sobre a biodiversidade brasileira e seu potencial:

1. Panorama da Megadiversidade Brasileira

  • Espécies Conhecidas: Mais de 163 mil espécies de plantas, animais e fungos, sendo o primeiro no mundo em biodiversidade vegetal e de peixes de água doce.
  • Amazônia: Abriga cerca de 10% da biodiversidade do planeta, apesar de ocupar menos de 1% da superfície terrestre.
  • Conservação: Aproximadamente 16,6% da área continental nacional é coberta por Unidades de Conservação. Além disso, 80% da biodiversidade mundial encontra-se em Terras Indígenas. 

2. Potencial Econômico e Bioeconomia

A biodiversidade brasileira é a base para a "Bioeconomia do Conhecimento", que pode gerar até US$ 140 bilhões para o país até 2032 através da integração de ciência e tecnologia. 

  • Farmacêutica e Cosméticos: A riqueza de compostos bioativos da flora (especialmente Amazônia e Cerrado) permite o desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e produtos de beleza.
  • Agronegócio e Biotecnologia: Uso de bioinsumos, enzimas industriais, fibras e bioplásticos, substituindo produtos petroquímicos.
  • Créditos de Carbono: Valorização da "floresta em pé" através da regulação do mercado de carbono e serviços ecossistêmicos. 

3. Conhecimento Tradicional e Inovação

O uso sustentável da biodiversidade brasileira está fortemente atrelado ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA) de populações indígenas e locais. 

  • A valorização desses saberes permite que indústrias criem produtos mais eficientes, ao mesmo tempo que promove a conservação da floresta e a geração de renda sustentável.
  • O Brasil tem evoluído seu marco legal para combater a biopirataria e garantir a repartição justa de benefícios. 

4. Desafios e o Rumo à Sustentabilidade

  • Ameaças: A exploração intensiva e desmatamento colocam em risco diversos biomas, sendo urgente a transição para um modelo de desenvolvimento sustentável.
  • Necessidade de Pesquisa: Investimentos em ciência, universidades e pesquisas sobre a biodiversidade são essenciais para transformar ativos naturais em inovações de alto valor agregado.
  • Sustentabilidade: A bioeconomia foca na floresta em pé, unindo ciência e saberes tradicionais para um futuro de baixo carbono. 

Investimentos em P&D

São 2.300 instituições de Ensino Superior (públicas e privadas); historicamente, cerca de 15 universidades públicas são responsáveis por aproximadamente 60% da ciência produzida no Brasil.

O Brasil investe, em média, cerca de 1% a 1,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), patamar que inclui projetos voltados para a formação de cientistas e o aproveitamento da biodiversidade. Embora o objetivo seja aumentar esse percentual, o investimento atual concentra-se no fortalecimento do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que destinou valores recordes recentemente.

Projetos e Investimentos no Aproveitamento da Biodiversidade/Riquezas: 

  • Amazônia: O Governo Federal anunciou R$ 500 milhões (em 2024) para o desenvolvimento científico na região, visando a bioeconomia, infraestrutura de pesquisa e a formação de recursos humanos qualificados.
  • Bioeconomia: O programa "Mais Ciência na Amazônia" prevê recursos de R$ 3,4 bilhões até 2026 para pesquisas de bioeconomia.
  • Infraestrutura e Parques Tecnológicos: O governo investiu R$ 3,1 bilhões em 2024 para reduzir desigualdades regionais em inovação, com foco no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
  • Formação de Jovens Cientistas: Editais da FINEP e parcerias com FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa) têm apoiado projetos de jovens pesquisadores, incluindo R$ 22 milhões destinados a jovens cientistas em editais específicos. 

Contexto do Investimento: 

  • Produção Científica: A produção científica brasileira teve quedas consecutivas em 2022 e 2023, impactando a formação de capital humano.
  • Desafios: Especialistas destacam a necessidade de diversificar o financiamento e aumentar o investimento do setor privado, para além da dependência dos recursos governamentais (FNDCT).
  • Bioeconomia como PIB: Um estudo de 2025 indicou que a bioeconomia brasileira (setores como agricultura, biotecnologia, cosméticos e outros) representa uma parte significativa da economia, superando R$ 2,3 trilhões, correspondendo a aproximadamente 26% do PIB brasileiro. 

Nota: As cifras orçamentárias podem variar ligeiramente conforme o edital e a liberação de verbas do FNDCT.

Estima-se que cerca de 6,7 mil a mais de 35 mil cientistas brasileiros estejam vivendo ou tenham migrado para o exterior nos últimos anos, caracterizando um movimento de "fuga de cérebros". O maior êxodo ocorreu entre 2015 e 2022, impulsionado por cortes de verbas e baixa valorização da carreira. A maioria se concentra nos EUA, Portugal, Alemanha e Reino Unido. 

Obs: Os países desenvolvidos e as principais economias focadas em inovação aplicam, em média, entre 2% e mais de 5% de seu PIB em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

Principais Destaques de Investimento (em % do PIB)

  • Israel: Lidera o ranking global, investindo cerca de 4,8% a 6,3% do seu PIB em P&D, com a grande maioria (mais de 90%) vinda do setor privado.
  • Coreia do Sul: Investe consistentemente acima de 5% do seu PIB.
  • Taiwan: Investe cerca de 4% do seu PIB.
  • União Europeia: Tem uma média de aproximadamente 2,24% (em 2024), com meta de aumentar para 3%.
  • Estados Unidos: Mantêm investimentos elevados, historicamente entre os líderes mundiais junto com a China e países asiáticos. 

Características dos Investimentos

  1. Setor Privado como Motor: Nesses países, o investimento privado (empresas) representa a maior parte da aplicação em P&D (frequentemente mais de 60-70% do total).
  2. Foco em Inovação: O alto percentual de investimento reflete na alta produtividade, geração de patentes e desenvolvimento de alta tecnologia (startups, IA, automação).
  3. Comparação com Emergentes: Enquanto países desenvolvidos investem acima de 2-3%, muitos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil, investem frequentemente menos de 1% a 1,5% do PIB em P&D. 

Concluindo:

Se pudéssemos entender, Deus nos deu o paraíso, mas também o livre arbítrio para escolher homens que tenham sabedoria, inteligência, humildade, honestidade e capacidade gerencial para administrar esse entreposto do paraíso na terra. Até quando vamos nos deixar levar pelo “canto da sereia”, pelo “encanto da serpente”. A terra rara no Brasil supera em muito os 17 minerais estratégicos tão desejados pelos chamados países desenvolvidos. É o conjunto de tudo, do pouco, que aqui apresentei. Mas, temos que fazer a parte que nos cabe: - Nossas escolhas nas urnas precisam honrar esse Deus que foi tão generoso com a “terra rara” que nos legou -

Por Edson Silva, fevereiro de 2026

Fonte:

Visão geral criada por IA

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