Mestre em Ciências da Saúde, UnB; Auditor ISO 14.000; Auditor CONAMA 306; Pesquisador Saúde Pública

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Desde muito cedo despertei o interesse para entender o sentido de “Gigante pela própria natureza” inscrito em nosso belo Hino Nacional Brasileiro. No meu pequeno mundo isso tinha formato de um sonho. Sempre acreditei que o trabalho produziria um Futuro que espelha essa grandeza. Entretanto, não poderíamos esperar “Deitado eternamente em berço esplendido”. Então, me debrucei sobre os livros e outros informes. A história da expansão territorial do Brasil ainda tem sido pouco pesquisada por nossa historiografia, apesar da importância estratégica e atual que reveste a questão. O potencial dos seis Biomas do Brasil nos credencia a produzir alimento para parte significativa dos 195 países do globo. Certo que temos problemas maiúsculos na seara da saúde de nosso povo, saúde primária, saúde regionais, saúde provenientes de epidemias e pandemia novo coronavírus. Nada que planejamentos estratégicos, planos de governo e planos de estado, com boa vontade e união de governantes não possam resolver.

domingo, 23 de novembro de 2025

Direita VERSUS Esquerda VERSUS Centrão

 Como vivem, o que fazem, como decidem, o que defendem.

Apocalipse 3:15 Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que fosse frio ou quente; 16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.

Quem é quente ou frio define a sua essência com clareza. Sabe que para escolher determinada situação deverá renunciar outras e ponto final. São pessoas que definem suas decisões e sabem que todas elas terão consequências, mas desta forma, encontram resultados.

Histórico partidário no Brasil

No Império do Brasil o Partido Conservador (criado em 1836) defendia um governo centralizado e forte; o Partido Liberal (criado em 1840) buscava mais autonomia para as Províncias; o Partido Progressista surgiu em 1862, com liberais dissidentes e alguns conservadores (de onde surgiu o movimento republicano).

Ideologia política

Conjunto de ideias, crenças e valores que orientam a visão de uma pessoa, grupo ou sociedade sobre como a sociedade deve ser organizada e quais são os melhores caminhos para atingir os objetivos sociais, econômicos e políticos. Ela serve como um sistema de crenças para interpretar a realidade e propõe programas de ação para alcançar metas (liberalismo, conservadorismo, comunismo e socialismo). 

Conservador X Liberal X Progressista; Capitalismo X Socialismo X Comunismo; Bolsonarismo X Lulismo X Centrão; Republicano X Democrata - EUA

https://www.facebook.com/rankingdospoliticos/posts/j%C3%A1-sabiapara-o-levantamento-os-considerados-partidos-de-centro-foram-agir-avante/604947815506276/

DIREITA/CONSERVADOR/LIBERAL/

O que preza um conservador

O conservadorismo é uma filosofia que defende a manutenção de instituições, costumes e valores sociais que funcionaram ao longo do tempo. 

Valores e princípios:

  • Tradição e continuidade: Acredita que a sabedoria acumulada de gerações passadas, manifestada em costumes e instituições (como a família e a religião), é um guia seguro para a sociedade. Mudanças devem ser lentas e graduais.
  • Ordem moral duradoura: Defende a existência de uma ordem moral e de valores que devem ser preservados, associados à moralidade cristã no contexto ocidental.
  • Comunidades voluntárias: Valoriza as comunidades locais, a família e outras associações voluntárias, que considera a base da sociedade.
  • Prudência: Desconfia de utopias e de mudanças radicais, priorizando a estabilidade e a experiência prática em vez de teorias abstratas.
  • Limitação do poder: Defende a necessidade de limites prudentes sobre o poder e as paixões humanas.
  • Hierarquia: Embora não seja um ponto universal, alguns conservadores valorizam uma certa hierarquia social e familiar como parte da ordem natural. 

O que preza um liberal

O liberalismo é uma filosofia que coloca a liberdade individual no centro de sua visão, buscando romper com estruturas tradicionais que oprimem ou limitam essa liberdade. 

Valores e princípios:

  • Liberdade individual: É o princípio fundamental. O liberalismo defende os direitos e liberdades individuais, como liberdade de expressão, religiosa e de ir e vir.
  • Livre mercado: Defende a propriedade privada, o livre mercado e a não intervenção excessiva do Estado na economia, acreditando que a competitividade gera riqueza e prosperidade.
  • Estado de direito: Preza a igualdade de todos perante a lei e a limitação do poder estatal, garantindo os direitos individuais.
  • Progressismo: Acredita na mudança, na transformação e no progresso, usando a razão para solucionar problemas e melhorar a sociedade.
  • Democracia: Valoriza a democracia liberal como forma de governo que protege os direitos individuais e a autonomia. 

A união "conservador/liberal"

A expressão "liberal na economia e conservador nos costumes" é comum para descrever uma visão que: 

  • Apoia a liberdade econômica, o livre mercado e a mínima intervenção estatal, alinhando-se com o liberalismo econômico.
  • Ao mesmo tempo, defende valores sociais, morais e culturais tradicionais, alinhando-se com o conservadorismo social. 

ESQUERDA/PROGRESSISMO/COMUNISMO/SOCIALISMO

O que defende um cidadão de esquerda

Os ideais que um progressista/comunista preza, de acordo com o marxismo, visam a criação de uma sociedade sem classes, sem propriedade privada dos meios de produção e, em última instância, sem Estado. Embora existam diversas variantes e interpretações, os princípios que vendem incluem a igualdade, a coletividade e o fim da exploração. 

Princípios e objetivos centrais

  • Propriedade comum: A propriedade dos meios de produção (fábricas, fazendas, minas) deve ser de domínio comum, não privada. O objetivo é que os recursos sejam alocados de acordo com a necessidade de cada um, e não com base no lucro individual.
  • Abolição das classes sociais: Busca-se eliminar a divisão da sociedade em classes sociais, especialmente entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores). A meta é acabar com a exploração do trabalho e a desigualdade que dela deriva.
  • Distribuição de acordo com as necessidades: O princípio "De cada qual, segundo a sua capacidade; a cada qual, segundo a sua necessidade" resume a ideia de que a riqueza deve ser distribuída com base no que as pessoas precisam para ter uma boa vida.
  • Emancipação do trabalhador: O comunismo defende a liberdade do trabalho alienado, onde o trabalhador é explorado pelo capitalista. Busca-se a valorização do trabalho e a garantia de que os frutos dele sejam usufruídos por todos.
  • Coletivismo: A colaboração e o bem-estar da sociedade como um todo são valorizados acima do individualismo. Em uma sociedade comunista, as pessoas trabalhariam em conjunto para produzir e distribuir os bens necessários para viver.
  • Fim do Estado (a longo prazo): Na teoria marxista, o Estado é visto como um instrumento da classe dominante. A fase final do comunismo, a sociedade sem classes, implicaria o desaparecimento gradual do Estado, que se tornaria desnecessário. 

Na realidade

É importante notar que a implementação histórica do comunismo, especialmente em regimes autoritários como a antiga União Soviética e a China, desviou-se de muitos desses ideais teóricos, resultando em:

  • Falta de incentivo ao lucro e inovação: Críticos apontam que o planejamento centralizado e a falta de lucro podem reduzir a produtividade e a inovação econômica.
  • Perseguição política e religiosa: Regimes que se autodenominaram comunistas foram historicamente associados à perseguição de opositores políticos e religiosos.
  • Governança autocrática: Muitos regimes comunistas se tornaram governos autocráticos, em contraste com a ideia teórica de autogoverno. 

O militante comunista, entretanto, deve ter essa clareza e ateísmo que é inerente ao marxismo, mas é preciso saber como se utilizar dele. Lênin vê como chave a luta de classes, diz: é preciso saber lutar contra a religião, e para isso é preciso explicar de modo materialista a fonte da fé e da religião entre as massas. Não se pode limitar a luta contra a religião a uma prédica ideológica abstrata, não se pode reduzi-la a essa prédica; é preciso pôr esta luta em ligação com a prática concreta do movimento de classe dirigido para a eliminação das raízes sociais da religião.”

Portanto, enquanto na teoria buscam a igualdade e a justiça social, as experiências históricas de sua aplicação concreta levantam questionamentos e são frequentemente criticadas. 

CENTRÃO

Origem - Quando se trata da política no século XIX é comum ler que dois grandes partidos se revezaram no poder durante o Segundo Reinado – o partido liberal e o conservador. Não se destaca, contudo, a existência de outros grupos políticos. Neste sentido, merece destaque a atuação da Liga ou Partido progressista, que se organizou inicialmente na Corte, no contexto das eleições de 1860, formado a partir das dissidências conservadoras, mas também liberais, e chamado de “moderado”, “liga”, “ligueiros” (em tom pejorativo).

O Centrão surgiu durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988) como um bloco de parlamentares de centro e centro-direita que se uniram para se contrapor às propostas consideradas mais progressistas da esquerda e de partidos como o PMDB. A formação desse grupo, influenciado por interesses conservadores e empresariais, teve como objetivo principal negociar e influenciar o processo de elaboração da nova Constituição, buscando a manutenção do poder e o adiamento de avanços em pautas como a democratização da mídia (Visão geral criada por IA). 

Formação: Parlamentares de diversos partidos, como PMDB, PDS, PTB, PFL e outros, se uniram para articular o grupo. Motivações: A união ocorreu pela resistência a pautas progressistas e pelo interesse em garantir uma maior influência no processo constituinte. Características: O bloco ficou conhecido por uma política mais fisiológica, com a máxima "é dando que se recebe", e por atuar na sustentação de governos, como o de Sarney. Ressurgimento: O termo ficou adormecido por quase três décadas, mas ressurge com força a partir de 2016, com a organização política liderada por Eduardo Cunha, para designar um bloco que atua com o mesmo objetivo de negociação com o governo, em troca de cargos e benefícios (Visão geral criada por IA).

Agrupamento de partidos políticos sem ideologia definida, que formam base de apoio para o presidente que ocupa o cargo de ocasião. O objetivo do grupo é superar a rivalidade ideológica e garantir um consenso entre os blocos parlamentares de direita e esquerda, garantindo a aprovação de projetos que não conseguiriam ser aprovados por um só bloco partidário. 

Defende principalmente interesses próprios e pragmáticos, que incluem a manutenção do poder e do acesso a cargos e recursos. Embora seus partidos possam ter posições ideológicas conservadoras ou liberais, o grupo é caracterizado por sua flexibilidade e pragmatismo, negociando apoio ao governo com base em trocas e benefícios, independentemente da ideologia do governante. Em alguns momentos, também defendeu a moderação de posições extremas e a preservação de direitos sociais, como na época da Constituinte (Visão geral criada por IA).

Na experiência política brasileira, o Centrão vai se desapegar de qualquer conotação ideológica, política ou programática, destacando que o agrupamento político é mais conhecido “pela prática fisiológica nas relações políticas e que procura apoiar politicamente o Governo de plantão”.

Concluindo:

Como brasileiro eleitor, já conseguimos ter alguma evolução no interesse pelo processo político, graças às redes sociais, mas ainda temos muito a aprender no conhecimento político-ideológico. Ainda votamos por amizade, empatia, simpatia, por discursos acalorados, por favores pessoais. Nos revoltamos quando vemos o político em que depositamos nossa confiança votar em bloco nas pautas que discordamos (por vezes esse representante tendo afirmado pensar como nós) – se vê obrigado a votar nos valores ideológicos/interesses fisiológicos de seu partido.

O interessante das duas ideologias (esquerda e direita) é que onde elas imperam, os cidadãos de esquerda arriscam a vida para viver no país de direita; mas não temos nota de alguém de país capitalista desejando viver em país comunista/socialista. Coréia do Norte e Coréia do Sul; Vietnam do Norte e Vietnam do Sul; Países da América Central/México e EUA; Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental (no passado).

Com a passagem do bastão presidencial de João Figueiredo para José Sarney (1985), os partidos alinhados com ideologias de esquerda e centro ajustaram seus lemes progressistas no Brasil até as eleições de 2018, quando Bolsonaro reacendeu a chama da ideologia conservadora (Deus, Pátria, Família, Liberdade).

Uma clareza preciso externar, o político de direita tem uma ideologia a apresentar; o político de esquerda defende uma ideologia definida; já os representantes dos partidos que compõem o Centrão buscam acomodar “sua ideologia” de acordo com o momento político/social/econômico.

Por mais que a velha imprensa venda a assertiva que o País esteja polarizado (“Bolsonarismo X Lulismo), me permito discordar. Na democracia norte americana conseguimos enxergar claramente a polarização Republicanos X Democratas, mas em terras tupiniquins, quem define o rumo político do Brasil é o Centrão, ou deveríamos chamá-lo “Sistema”, umbilicalmente ligado ao Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como cristãos somos chamados a discernir o que preservar e o que transformar, sempre guiados pelos valores do Pai celestial. Seja na vida cotidiana ou no diálogo político, a pergunta que nos cabe como cidadão: as escolhas que faço refletem os valores de Cristo? Essa deve ser a nossa verdadeira bússola.

A maturidade político/administrativa do Brasil está entrelaçada com nossas escolhas eleitorais em pessoas que teríamos coragem DE CONSTITUIR para conduzir nossa empresa, tê-lo como professor de nosso filho, ser o médico da família, ser o policial que protege meu bairro? Esse representante deve primar por SERVIR AO PAÍS, E NÃO SE SERVIR DO PAÍS.

Por Edson Silva, 23/11/2025

Eduardo Lysias de Oliveira e Silva

Fonte:

https://portal.unit.br/blog/noticias/como-funciona-o-centrao-e-seu-papel-na-politica-brasileira/

https://teologiamissional.com/2024/12/10/cristianismo-e-conservadorismo-uma-reflexao-sobre-fe-e-politica/

https://www.esquerdadiario.com.br/Os-comunistas-e-a-religiao-55261

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www2.ufjf.br/semic/files/2010/08/O-PARTIDO-PROGRESSISTA-E-A-POLITICA-IMPERIAL-ORIGENS-E-PROPOSTAS-1857-1870.pdf

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Passivo Ambiental e Ativo Ambiental. Brasil, qual a razão de tanta cobrança?

Contabilidade Verde e a Conferência das Partes - COP 30

Planeta Terra

71%

Oceanos

 

 

29%

Continentes

 

 

 

16%

Desertos e terras geladas

 

 

13%

7%

Florestas

 

 

6%

Atividades humanas

 Dos 193 países que compõem o que entendemos como continente, de que forma podemos classificar o cuidado que temos tido com esse ambiente que o homem recebeu do Criador?

 "E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que se move sobre a terra" – Gênesis 1:28

Cada continente guarda suas riquezas, sendo concedido ao povo que domina as fronteiras de seu estado nacional a autonomia para explorar, conservar e gerir suas potencialidades. A esse direito chamamos vontade soberana (poder político derivado do consentimento dos cidadãos, isso nos estados democráticos).

Evocando uma síntese mais moderna dos elementos que constituem a riqueza de um país, o conjunto destaque de um capital humano mais aprimorado, agregar valor aos recursos naturais em profusão no país, e zelar dos valores culturais/políticos, traduziriam o Brasil ideal que sonhamos.

Tanto se fala em preservar/conservar a natureza no Brasil, em especial por ONGs originárias do Velho Mundo, mas que políticas públicas são adotadas para que o cidadão brasileiro efetivamente conheça o patrimônio ambiental que Deus colocou em suas mãos? As políticas públicas de natureza ambiental executadas na Amazônia tem a digital dos dez dedos das ONGs.

No momento em que ocorre a COP 30, com foco nas discussões sobre mudanças climáticas globais, reservas ambientais e espaço de proteção aos povos originários, estranhamos e discordamos o fato que esse foro, que discute problemas do Brasil não contemple os envolvidos diretamente – brasileiros que vivem na Amazônia.

Para exercitar uma linha de raciocínio de valorar o estado brasileiro, em especial a Amazônia Legal, tomo a liberdade de emprestar conceitos das ciências contábeis.

Contabilidade

Os principais elementos da contabilidade são os ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas e despesas. Esses elementos são usados para elaborar as demonstrações contábeis, como o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, que fornecem informações sobre a situação financeira e o desempenho de uma entidade (país). 

Ativos: São os bens e direitos que a empresa possui, controlados como resultado de eventos passados. 

Passivos: São as obrigações presentes da empresa, que surgiram de eventos passados e cuja liquidação resultará na saída de um recurso econômico. 

Patrimônio Líquido (PL): É a participação residual nos ativos da entidade após a dedução de todos os seus passivos. Representa o capital próprio da empresa, incluindo o capital social e o lucro ou prejuízo acumulado. A fórmula é: Ativo - Passivo = Patrimônio Líquido. 

Receitas: Aumentam o patrimônio líquido, resultado de um aumento nos ativos ou uma diminuição nos passivos. 

Despesas: Diminuem o patrimônio líquido, resultando em uma redução no ativo ou um aumento no passivo. 

Contabilidade Ambiental, Contabilidade Verde

https://etica-ambiental.com.br/passivo-ambiental/

Ativos Ambientais globais

Os países com as maiores áreas de florestas remanescentes (nativas ou primárias) em termos absolutos são a Rússia, o Brasil e o Canadá. Juntos, o Brasil, a Indonésia e a República Democrática do Congo concentram mais da metade da área de floresta nativa do planeta em biomas tropicais. 

Rússia possui a maior área florestal do mundo, seguida pelo Brasil e depois pelo Canadá e Estados Unidos. A maior parte dessas florestas na Rússia e no Canadá é do tipo boreal (Taiga). 

Quando se considera a proporção de florestas originais ainda existentes em relação à sua extensão histórica, a América do Sul é o continente que mais mantém suas florestas originais, com cerca de 54,8%. O Brasil tinha, em 2015, cerca de 69,4% de suas florestas primitivas preservadas (em relação à área original do bioma).

Amazônia Legal – 60% dessa área territorial do Brasil, contém 20% do bioma cerrado, e abriga todo o bioma Amazônia, o mais extenso dos biomas brasileiros, que corresponde a 1/3 das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e 1/5 da disponibilidade mundial de água doce;

Passivo Ambiental global

Não existe um ranking oficial de países com "passivo ambiental", (por que será?) pois é um conceito que se refere à obrigação de reparar danos ambientais causados por atividades passadas e presentes. A análise desse passivo varia conforme a metodologia, mas países com alta industrialização e poluição histórica, como China, Estados Unidos, Índia e Rússia, costumam apresentar grandes passivos ambientais.

Países com maiores passivos potenciais (por impacto e histórico):

  • China: Maior emissora de poluentes e um dos países com maior pegada ecológica.
  • Estados Unidos: Apresenta um dos maiores índices de consumo e emissões.
  • Índia: Altamente poluída, especialmente em áreas urbanas.
  • Brasil: Perda de vegetação nativa e problemas com a implementação do Código Florestal têm aumentado o passivo ambiental (???)

Como o passivo ambiental é medido: (meramente ilustrativo)

O passivo ambiental não é medido por um único índice, mas sim pela análise de diversos fatores, como:

  • Nível de contaminação do solo, ar e água.
  • Perda de biodiversidade. Desmatamento e degradação de ecossistemas.
  • Necessidade de reparação de danos ambientais.
  • Custos associados à descontaminação, reflorestamento e compensações ambientais.
  • Armazenamento inadequado de resíduos.
  • Rupturas de barragens de rejeito.

Biomas

Os biomas mundiais são grandes regiões com características de clima, solo, vegetação e fauna semelhantes. Os sete biomas principais são: Tundra, Taiga (Floresta Boreal), Floresta Temperada, Floresta Tropical, Savanas, Pradarias e Desertos. O Brasil, por sua vez, abriga seis dos biomas mundiais: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. 

Conhecendo nossa perseguida Amazônia (Ativo Ambiental)

Dos 8.516.000 km² do território brasileiro, 59% estão inseridos na Amazônia Legal (9 dos 27 estados federados) – 3 dos 6 biomas do Brasil; envolve 775 municípios e mais de 22 milhões de habitantes

Somente o Bioma Amazônia representa cerca de 49% do território nacional.

Dos 2.036.448 km² do Bioma Cerrado no Brasil, 37% estão inclusos na Amazônia Legal (estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão)

Dos 210.000 Km² do Bioma Pantanal, 40% estão inclusos na Amazônia Legal (dentro do estado de Mato Grosso).

Estados que constituem a Amazônia Legal

Abrange a totalidade de oito estados brasileiros e uma parte do Maranhão, totalizando 5.015.067,749 km². A delimitação foi criada para fins de planejamento e desenvolvimento regional. Segue a lista dos estados, suas respectivas áreas e produção:

Estado

Área em km²

População (2022)

PIB milhões (2022)

Setor produção

Amazonas

1.559.167,878

4.278.008

145.140

Prod. industrial

Pará 

1.245.870,798

8.983.582

236.142

Minério de ferro

Mato Grosso

903.207,049

3.627.917

255.527

Soja

Rondônia

237.765,243

1.581.196

66.795

Pecuária/café

Acre

164.123,964

925.406

23.676

Peq. lavouras

Tocantins

277.620,914

1.515.684

58.209

Pecuária

Maranhão (parcial)

331.983,293

7.227.898

139.789

Soja/pecuária

Amapá

142.470,762

914.776

23.614

Soja/pecuária

Roraima

224.300,506

626.171

21.095

Pecuária

Informações colhidas na grande rede, organizada por Edson Silva

Durante o ciclo da borracha a Amazônia representava uma parcela significativa da exportação brasileira, chegando a quase 40% do PIB total em 1910.

O PIB da Amazônia Legal (2022) foi de R$ 970 bilhões, o que representa 9,6% do PIB nacional para uma participação de 13,7% do conjunto populacional do Brasil.

A soja deve passar de 50 milhões de toneladas em 2025 para 95 milhões de toneladas em 2050, enquanto o milho deve mais que triplicar, indo de 47 milhões para 133 milhões de toneladas. Na prática, isso significa que, em 2050, 38% da produção oriunda da Amazônia Legal pode ser de milho e 27% de soja, excluindo o minério de ferro, pressionando a expansão de obras de transporte para atender ao escoamento. Importante frisar que o plantio de grãos ocorre em áreas de pastagens degradadas, no bioma Cerrado. Não se estimula plantio no bioma Amazônia.

Com 5.015.067,749 km²distribuídos num sistema fluvial que comporta 20% de toda água doce do planeta, a Amazônia é o bioma detentor da maior diversidade de espécies nessa que é a maior extensão de florestas tropicais da Terra. A megadiversidade da Amazônia Legal comporta milhares de espécies distribuídas nos reinos das bactérias, dos protistas, dos animais, dos fungos, das plantas, sendo incontáveis as espécies ainda desconhecidas da ciência. Não há dúvida de que a biodiversidade na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal seja um elemento diferencial para desenvolver novas biotecnologias, novos produtos e novos processos voltados à sustentabilidade e ao bem-estar social.

Concluindo: Um sistema fluvial representado por 20% de toda água circulante no globo, e 72% da água circulante no Brasil, o Sistema de Aquíferos da Amazônia (7 vezes superior em volume que o Aquífero Guarani), os rios voadores, as duas mais significativas áreas de Biodiversidade do Globo, hidrovias importantes para transporte de commodities para os portos do Arco Norte. O que nos falta para reassumirmos o protagonismo do primeiro ciclo da borracha? Políticas Públicas de Estado que enxerguem pontos fortes em nosso Ativo Ambiental na água superficial e subsuperficial, na tipologia de solo, na diversidade biológica, nos inúmeros tipos de peixes, na quantidade de sol, na regularidade das quatro estações, no clima bem definido, no minério do subsolo. Não somos os primos pobres do Estado Brasileiro, pelo contrário, potencialmente somos a mais rica região brasileira. Se assim não fosse, O QUE ESTARIAM AS MILHARES DE ONGs AQUI INSTALADAS FAZENDO NA “SENSÍVEL AMAZÔNIA”?

A COP 30 abrirá uma discussão realista com essa visão esposada da Contabilidade Verde brasileira?

Edson Silva, 14 de novembro de 2025.

Eduardo Lysias de Oliveira e Silva

Fontes

https://energiaeambiente.org.br/producao-de-soja-e-milho-na-amazonia-legal-pode-triplicar-ate-2050-e-reforca-necessidade-de-planejamento-logistico-com-criterios-socioambientais-20250826

https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/conheca-os-paises-que-possuem-o-maior-numero-de-areas-com-florestas/

http://www.cbbba25.com.br/

https://brainly.com.br/tarefa/64259019

https://etica-ambiental.com.br/


segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Imperador Dom Pedro II – 49 anos de governo que marcaram a unidade do Brasil

 200 anos do nascimento de um brasileiro apaixonado pelo Brasil

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1.825.

Aclamado imperador em 1831 (aos 6 anos de idade). Submetido a uma educação espartana que tinha por objetivo formar um príncipe perfeito, humano, justo, constitucional, pacifista, tolerante.

Descolonização da América do Sul

O movimento de descolonização na América do Sul começou a ganhar força no início do século XIX, inspirado pelas ideias iluministas e pelos eventos ocorridos na Europa. No entanto, o processo não foi nada pacífico, com conflitos e instabilidades marcando muitos episódios de descolonização.

A descolonização na América portuguesa resultou na independência do Brasil (1822). Já a América espanhola fragmentou-se: Venezuela (1811), Equador (1830), Bolívia (1825), Argentina (1816), Chile (1818), Colômbia (1819), Paraguai (1811), Peru (1821), Uruguai (1828), Suriname (1975), e Guiana (1966). A descolonização da América teve um impacto duradouro na configuração geopolítica da região, dando origem a uma miríade de nações independentes.

O desafio de manter a unidade federativa no Brasil

Fortalecer o poder central, para garantir a estabilidade, frente as diversas revoltas e movimentos separatistas que contestaram a autoridade do governo imperial. O desafio era evitar que o Brasil se fragmentasse, como aconteceu nas colônias hispano-americanas, que se dividiram em vários países. 

As estratégias usadas: (1) a manutenção da unidade foi garantida por meio de uma combinação de medidas políticas, diplomáticas e militares. (2) promoção do desenvolvimento econômico e a modernização do Brasil, com o objetivo de fortalecer a nação.

O Imperador na linha do tempo

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pedro_II_do_Brasil

Aos 14 anos de idade (1840), manifestações de rua no Brasil promoveram um golpe de estado decretando a maioridade do monarca, iniciando assim o reinado de D. Pedro II. Nessa altura já se tinha definido os partidos que dominariam a política imperial – o Conservador e o Liberal.

Em 1843 casou-se (em casamento arranjado) com Tereza Cristina. Em 1850 aboliu o tráfico de escravos, pressionado pelos britânicos. Em 1853, com alguma dificuldade implantou uma política de conciliação dos Conservadores e Liberais, que desde a regência vinham se digladiando. No decorrer da década seguinte o Império enfrentou a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). Nesse grande embate da América do Sul as atitudes do líder da nação se contrapõem à sua natureza pacifista. Talvez o tenha feito por considerar a honra do país algo intocável; nesse interim já se consolidava o partido Progressista, consoante o término do conflito sul-americano. A guerra provocou um aumento significativo da dívida externa. Na política, o último ano do conflito foi marcado pela publicação do Manifesto Republicano.

Entre maio de 1871 e março de 1872 realizou sua primeira viagem ao exterior, experiência que elevou seu conhecimento pela arte e cultura de outros países (antes só conhecida pelos livros). Em 1876 seguiu para os Estados Unidos da América com o mesmo fito. Nas duas experiências internacionais anotava tudo o que podia ser aplicado no Brasil. Novamente foi à Europa, onde teve o famoso encontro com Victor Hugo, que o chamou “neto de Marco Aurélio”.

Em 1888 o Congresso cedeu e votou a abolição. O imperador achava-se de novo na Europa, desta vez para tratamento de saúde. Após o regresso do imperador, os acontecimentos precipitaram-se. Doente, ele não detinha mais o controle da política. Sua sucessora no trono, Isabel, por sua vez, não tinha autoridade própria.

O federalismo fortalecera-se com a expansão do café no oeste do estado de São Paulo, início do processo de deslocamento do centro econômico do país para essa província. Outros focos importantes do republicanismo, as escolas superiores de direito, medicina e engenharia e a Escola Militar, marcavam importante presença.

A geração mais velha de militares que lutara no Paraguai e se acostumara a ocupar cargos políticos passou a desafiar a elite civil em nome de interesses corporativos.

A geração mais nova saía da Escola Militar e estava impregnada de filosofias, literatura e política. Entre as filosofias, predominava o positivismo ensinado pelo major Benjamin Constant. O positivismo considerava a república um avanço no progresso das sociedades. Os conflitos tiveram início em 1886 e culminariam no desfile militar de 15 de novembro de 1889, em que se uniram as duas gerações, a de Deodoro e a dos jovens oficiais.

O imperador reagiu aos acontecimentos de 15 de novembro entre cético e apático. Quando lhe informaram que a República fora proclamada, retrucou que seria sua aposentadoria, já trabalhara muito. Na madrugada do dia 17 foi embarcado com a família e alguns amigos no vapor Parnaíba que os levou ao Alagoas para a viagem de exílio, tendo antes rejeitado os cinco mil contos de subsídio oferecidos pelo governo provisório.

Avanços sociais de seu governo

- Apresentou projetos abolicionistas ao Conselho de Estado, que tinha por foco aprovar o projeto do Ventre Livre (atribuído ao visconde do Rio Branco, presidente do Conselho de Ministros – 1871 a 1875), o que provocou atrito com proprietários rurais das províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.

- Tema importante da década foi a introdução da eleição direta. Eleições viciadas, sempre ganhas pelo governo, eram objeto de constante preocupação do imperador. Se o eleitorado nunca derrotava o partido que estava no governo, o chefe de Estado tinha que recorrer às atribuições do Poder Moderador para promover a rotatividade. Essa intervenção era desgastante e dava margem a acusações de abuso do poder pessoal. A lei de reforma eleitoral de 1881, apoiada pelo imperador, buscou resolver o problema introduzindo a eleição direta. Mas a lei cometeu o grande equívoco de eliminar boa parte do eleitorado ao proibir o voto do analfabeto. O Congresso fortaleceu-se perante o Poder Moderador, mas se divorciou do país.

- A grande questão dos anos 1880, no entanto, foi a abolição. Em 1884, o imperador apoiou a proposta do gabinete Dantas de libertar os sexagenários sem indenização. A lei aprovada em 1885, com cláusula de indenização, desagradou a abolicionistas e a escravistas. Cresceu, então, a maré abolicionista. Com o aberto endosso da princesa Isabel, de novo na regência, o Congresso cedeu e votou a abolição em 1888. O imperador achava-se de novo na Europa, desta vez para tratamento de saúde.

O legado de um grande estadista

Dom Pedro II governou o Brasil durante 49 anos. Nenhum outro chefe de Estado, à exceção de Getúlio Vargas, e mais recentemente Jair Bolsonaro (em seus parcos 4 anos de governo) marcou tanto quanto ele a história do país. Deixou consolidada a unidade nacional, resolvido o problema da escravidão, enraizadas as instituições e as práticas do sistema representativo de governo e da liberdade de imprensa. Como homem público, foi um obcecado pelo trabalho e pelo respeito escrupuloso às leis e à ética. Apaixonado pela educação e pela cultura, foi incentivador de artistas e cientistas, a quem fazia doações e distribuía bolsas de estudo. Sofreu muitas críticas, sobretudo nos últimos anos de seu governo. Criticavam-no por interferir demais e por interferir de menos. Seus escrúpulos legalistas sem dúvida o impediram de agir com mais energia em algumas causas como a da escravidão. A paz e a centralização política do Segundo Reinado podem ter refreado forças de inovação. Mas, como mostrava o exemplo dos outros países da América ibérica, a agitação política nem sempre inovava e quase sempre provocava guerras civis, golpes de estado, rompimento dos sistemas representativos de governo.

Legado Econômico

  • Expansão do café: O Segundo Reinado foi o período da maior expansão do café, que se tornou o principal produto de exportação, impulsionando a economia e o desenvolvimento de outras áreas, como os portos e as ferrovias. 
  • Criação de infraestrutura: Houve um investimento significativo em infraestrutura, com a construção de ferrovias, introdução do telégrafo e aparelhos telefônicos, o que facilitou o transporte do café e a comunicação no país. 
  • Desenvolvimento industrial: O Brasil deu os primeiros passos na industrialização, com figuras como o Barão de Mauá desempenhando um papel importante no início do setor. 

Legado Social

  • Abolição da escravatura: A Lei Áurea, de 1888, extinguiu formalmente a escravidão, embora as marcas dessa exploração persistam até hoje na desigualdade social e no racismo. 
  • Lei de Terras: Esta lei restringiu o acesso à terra a quem a pudesse comprar, limitando as oportunidades para os mais pobres e reforçando a dependência dos latifundiários. 
  • Imigração europeia: A busca por mão de obra para as lavouras de café levou à imigração em larga escala de europeus, transformando a composição social e cultural de algumas regiões. 

Legado Político

  • Estabilidade política: D. Pedro II conseguiu manter o equilíbrio entre os partidos liberal e conservador, garantindo um período de relativa estabilidade e consolidação da monarquia. 
  • Centralização do poder: O imperador reforçou o Poder Central e, através de medidas como a reforma do Código do Processo Criminal, retirou poder das províncias, centralizando a administração. 
  • Declínio do Império: Apesar da estabilidade inicial, o Segundo Reinado terminou com o fim da monarquia, principalmente devido à questão abolicionista e à ascensão de ideais republicanos. 

Legado Cultural

  • Destaque cultural: A cultura brasileira floresceu, com destaque para a música de Carlos Gomes e a obra da compositora Chiquinha Gonzaga. Era fluente em latim, grego, francês, inglês e alemão. Além disso, apoiava a ciência, a literatura e as artes, e mantinha correspondência com figuras como Charles Darwin e Victor Hugo.
  • Apreço pela modernidade: D. Pedro II era um intelectual que valorizava as inovações tecnológicas da época, como o telefone e o telégrafo, e fomentou seu uso no Brasil. 

Um destaque curioso

Nosso Imperador fez uma longa visita aos EUA em 1876, causando boa impressão na população devido à sua erudição e curiosidade. Ao todo, Dom Pedro II ficou três meses no país, percorrendo vinte e dois estados. Nessa visita conheceu escolas, fábricas, prisões, hospitais, bibliotecas e instituições religiosas, angariando simpatia por onde andava. Sua passagem mais marcante aconteceu na abertura da Exposição Universal, na Filadélfia, uma vez que esse evento de divulgação científica, que celebrava o centenário da independência dos EUA, foi aberto por ele e pelo então presidente Ulysses S. Grant. Um admirador escreveu ao jornal The New York Herald lançando, de forma bem-humorada, uma chapa presidencial encabeçada pelo imperador para as eleições de 1876. “De nossa parte, nomeamos Dom Pedro e Charles Francis Adams (descendente de John Adams, um dos ‘pais fundadores’ dos EUA) para nossa chapa do Centenário para presidente e vice-presidente. Estamos cansados de pessoas comuns e temos a disposição de seguir em frente com estilo”.

Que Dom Pedro II foi o último monarca do Brasil, todos sabemos, mas que o nosso imperador, em 1877, foi candidato indireto à presidência da que viria a ser a maior potência do mundo e tivesse obtido cerca de 15.000 votos é do conhecimento de poucos.

Concluindo,

” Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro”.

Preparar governantes para conduzir um Brasil-continente é uma tarefa de extrema dificuldade. Quando olhamos o histórico do passado e o atual período republicano ficamos ruborizados ao compararmos com o preparo de nosso segundo imperador. Sem medo de errar foi o maior estadista do Brasil, apesar das diversas crises que enfrentou em seu governo. Seu reinado foi marcado pela estabilidade política e pelo respeito às leis, o que, por um lado, ajudou a manter a paz, mas por outro, pode ter impedido ações mais enérgicas.

Dom Pedro passou toda sua vida envolvido em profundo drama pessoal, que não procurava ocultar. Como monarca, Dom Pedro II cumpria escrupulosamente seus deveres de chefe de Estado, mal suportando o peso da pompa do poder. Como Pedro d’Alcântara, suas paixões estavam no estudo, na leitura, nas viagens, no amor da condessa de Barral. Os dois Pedros uniam-se, no entanto, em uma paixão mais forte, a paixão pelo Brasil.

Morreu no exílio, em Paris, aos 6 dias de dezembro de 1.891, com 66 anos; algumas décadas depois sua memória e sua imagem foram reabilitadas.

Por Edson Silva, 22/09/2025.

Eduardo Lysias de Oliveira e Silva

Fontes:

ChatGPT [Modelo de linguagem grande]. Acessado em 15 de Setembro de 2025. 

https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america

https://gestordecrises.com.br/dom-pedro-ii-candidato-a-presidente-dos-eua/

BEDIAGA, B. Diário do Imperador; CARVALHO, J. D. Pedro II; LIRA, H. História; PEDRO II. Conselhos; SCHWARCZ, L. Barbas.

 

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Viver e existir

 O que Deus teria falado ao Ser Humano quando de sua concepção?

Estamos diante de um exercício mental que mexe com a natureza humana no que diz respeito à nossa individualidade, entretanto, esse movimento repercute em nossa família, no nosso ambiente de trabalho, no futuro de nossas ambições.

Para muitos viver e existir são no fundo a mesma coisa, mas não compactuo com esse entendimento, e procuro nesse texto justificar. 

Existir não foi uma opção sua, você nasceu e está aqui; viver está relacionado com a intensidade, com os valores que você vai abraçar para construir a sua história, tem a ver com o rumo que você irá direcionar a sua vida.

Para o escritor Oscar Wilde: “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.

De acordo com a Bíblia, a existência tem um propósito, sendo que a nossa razão de ser é adorar e servir a Deus. A vida, segundo a Bíblia, não é simplesmente um estado de ser, mas uma jornada com um objetivo específico, o qual é cumprir a vontade de Deus e viver em comunhão com Ele. 

Existir cumpre uma trajetória biológica de preencher a lacuna entre o nascer e o morrer. Passam-se semanas, meses, anos e elas estão ali, da mesma forma, apenas existindo …, implica uma consciência de si, de estar mergulhado no tempo existencial, de ter uma experiência de vida (Sartre). É estar presente no mundo, ter uma experiência de vida.

No intuito de “fazer o tempo render” sacrifica-se a qualidade pela quantidade, entra-se na rotina do automático. Essa é uma vivência mais comum nos grandes centros urbanos, mas também àqueles que se impõem uma vida espartana para alcançar uma vida de sucesso econômico a qualquer custo - levantar-se antes de amanhecer, “engolir o café”, apanhar a condução lotada, almoçar marmita no trabalho, fazer um pequeno lanche enquanto retorna ao lar à noite, dar um beijo nas crianças já adormecidas, tomar banho com os olhos se fechando de sono – no dia seguinte a mesma rotina). Nesse ambiente é possível se atentar aos detalhes do entorno? De relacionar-se de maneira mais profunda com pessoas?

Nesse contexto estará se caminhando para uma estafa mental, ansiedade, tristeza, insônia, sensação de vazio interior, superficialidade nos relacionamentos. Uma vida acelerada, cujo comportamento indica apenas o entendimento de um mero existir.

René Descartes com seu célebre ensaio "Penso, logo existo", expressa a ideia de que a existência é comprovada pela capacidade de pensar. Esse “existir” consegue visualizar o processo rotineiro, entretanto, não alcança forças/oportunidades para mudança de atitudes.

Já, segundo um entendimento ampliado da filosofia, viver é ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências. Quando algo que antes nos fazia sentido já não nos faz mais, é o tempo de mudança de comportamento, de atitudes, de trabalho.

Viver - está relacionado com a intensidade e valores que você vai abraçar para construir a tua história durante o tempo de vida. Tem a ver com a tua resposta para a pergunta: qual o sentido da vida? Falar em viver, é falar do significado conferido ao tempo.



Vive aquele que se sente parte integrante do Universo. Vive quem faz de tudo para ver a alegria estampada na face do outro. Viver é sentir prazer em amar a Deus. Vive quem ama e respeita a natureza e todas as formas de vida. Vive quem pratica o bem. Vive aquele que estende a mão ao amigo que necessita. E é certo que quando estendemos a mão ao nosso irmão, Deus nos retribui, pela sua misericórdia. Mais do que existir é fundamental viver (Bete Landim).

Alguns entendem, viver com sentido de maturidade, sabedoria, responsabilidade de transformar cada momento, aproveitar cada segundo, cada pessoa. Para outros, viver é buscar momentos radicais e de adrenalina, ou uma vida sexual desregrada e sem compromissos, ou no êxtase das drogas, álcool e outros vícios. Talvez possa até estar mais relacionado com as fases da vida humana (adolescência, juventude, adulto).

Saborear cada instante da vida, aproveitar bem a vida, pode nos levar para uma existência com mais significado:

- A verdadeira riqueza está na coleção de memórias que você cria ao longo da vida. Aproveite cada chance para enriquecer esse tesouro (anônimo);

- A maior lição que a vida nos ensina é que o tempo é um recurso limitado. Portanto, não desperdice uma segundo sequer. Aproveite cada instante da vida (anônimo);

- A vida é curta, viva. O amor é raro, aproveite. O medo é terrível, enfrente. As lembranças são doces, aprecie (Caio Fernando Abreu);

- Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível. Se organize (adaptado, Jojo Moyes).

Concluindo: Viver é muito mais que existir - sugere que simplesmente estar presente no mundo não é o suficiente para uma experiência plena e significativa da vida. Saber viver enfatiza a importância de realmente aproveitar, experimentar e dar significado à vida, em vez de apenas passar pelos dias de forma passiva.

A vida é rápida, Mario Sérgio Cortella diz “a vida já é curta, mas que ela não seja também pequena”. Coloque as pessoas nos seus planos, coloque pessoas nos seus sentidos, conecte o seu coração a outros corações porque isto de fato é o que vale a pena na nossa vida. Faça amizades, viaje, leia, escreva, estude, transforme sonhos em realidade, ...

Nos leitos terminais as pessoas não reclamam nem do carro que não compraram, nem da casa que não tiveram, nem da viagem que não fizeram, as pessoas sentem falta dos abraços, e dos beijos, que não receberam e que não foram dados.

Por Edson Silva, 15/05/2025

Eduardo Lysias de Oliveira e Silva

Fonte de consulta:

https://www.facebook.com/story.php/?story_fbid=1007359661397391&id=100063700982823&_rdr

https://zenklub.com.br/blog/autoconhecimento/pare-de-viver-no-piloto-automatico