Como vivem, o que fazem, como decidem, o que defendem.
Apocalipse 3:15 Conheço as
suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que fosse frio ou
quente; 16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de
vomitá-lo da minha boca.
Quem é quente ou frio define
a sua essência com clareza. Sabe que para escolher determinada situação deverá
renunciar outras e ponto final. São pessoas que definem suas decisões e sabem
que todas elas terão consequências, mas desta forma, encontram resultados.
Histórico partidário no Brasil
No Império do Brasil o Partido Conservador
(criado em 1836) defendia um governo centralizado e forte; o Partido Liberal
(criado em 1840) buscava mais autonomia para as Províncias; o Partido Progressista
surgiu em 1862, com liberais dissidentes e alguns conservadores (de onde surgiu
o movimento republicano).
Ideologia política
Conjunto de ideias, crenças e
valores que orientam a visão de uma pessoa, grupo ou sociedade sobre como a
sociedade deve ser organizada e quais são os melhores caminhos para atingir os
objetivos sociais, econômicos e políticos. Ela serve como um sistema de crenças
para interpretar a realidade e propõe programas de ação para alcançar metas (liberalismo,
conservadorismo, comunismo e socialismo).
Conservador X Liberal X Progressista;
Capitalismo X Socialismo X Comunismo; Bolsonarismo X Lulismo X Centrão; Republicano
X Democrata - EUA
DIREITA/CONSERVADOR/LIBERAL/
O que preza um conservador
O conservadorismo é uma filosofia
que defende a manutenção de instituições, costumes e valores sociais que
funcionaram ao longo do tempo.
Valores e princípios:
- Tradição e continuidade: Acredita que a
sabedoria acumulada de gerações passadas, manifestada em costumes e
instituições (como a família e a religião), é um guia seguro para a
sociedade. Mudanças devem ser lentas e graduais.
- Ordem moral duradoura: Defende a
existência de uma ordem moral e de valores que devem ser preservados,
associados à moralidade cristã no contexto ocidental.
- Comunidades voluntárias: Valoriza as
comunidades locais, a família e outras associações voluntárias, que
considera a base da sociedade.
- Prudência: Desconfia de utopias e de
mudanças radicais, priorizando a estabilidade e a experiência prática em
vez de teorias abstratas.
- Limitação do poder: Defende a
necessidade de limites prudentes sobre o poder e as paixões humanas.
- Hierarquia: Embora não seja um ponto
universal, alguns conservadores valorizam uma certa hierarquia social e
familiar como parte da ordem natural.
O que preza um liberal
O liberalismo é uma filosofia que
coloca a liberdade individual no centro de sua visão, buscando romper com
estruturas tradicionais que oprimem ou limitam essa liberdade.
Valores e princípios:
- Liberdade individual: É o princípio
fundamental. O liberalismo defende os direitos e liberdades individuais,
como liberdade de expressão, religiosa e de ir e vir.
- Livre mercado: Defende a propriedade
privada, o livre mercado e a não intervenção excessiva do Estado na
economia, acreditando que a competitividade gera riqueza e prosperidade.
- Estado de direito: Preza a igualdade de
todos perante a lei e a limitação do poder estatal, garantindo os direitos
individuais.
- Progressismo: Acredita na mudança, na
transformação e no progresso, usando a razão para solucionar problemas e
melhorar a sociedade.
- Democracia: Valoriza a democracia
liberal como forma de governo que protege os direitos individuais e a
autonomia.
A união
"conservador/liberal"
A expressão "liberal
na economia e conservador nos costumes" é comum para descrever
uma visão que:
- Apoia a liberdade econômica, o livre mercado e a
mínima intervenção estatal, alinhando-se com o liberalismo econômico.
- Ao mesmo tempo, defende valores sociais, morais e
culturais tradicionais, alinhando-se com o conservadorismo social.
ESQUERDA/PROGRESSISMO/COMUNISMO/SOCIALISMO
O que defende um cidadão de
esquerda
Os ideais que um progressista/comunista
preza, de acordo com o marxismo, visam a criação de uma sociedade sem classes,
sem propriedade privada dos meios de produção e, em última instância, sem
Estado. Embora existam diversas variantes e interpretações, os princípios que
vendem incluem a igualdade, a coletividade e o fim da exploração.
Princípios e objetivos
centrais
- Propriedade comum: A propriedade dos
meios de produção (fábricas, fazendas, minas) deve ser de domínio comum,
não privada. O objetivo é que os recursos sejam alocados de acordo com a
necessidade de cada um, e não com base no lucro individual.
- Abolição das classes sociais: Busca-se
eliminar a divisão da sociedade em classes sociais, especialmente entre a
burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores).
A meta é acabar com a exploração do trabalho e a desigualdade que dela
deriva.
- Distribuição de acordo com as necessidades: O
princípio "De cada qual, segundo a sua capacidade; a cada qual,
segundo a sua necessidade" resume a ideia de que a riqueza deve ser
distribuída com base no que as pessoas precisam para ter uma boa vida.
- Emancipação do trabalhador: O comunismo
defende a liberdade do trabalho alienado, onde o trabalhador é explorado
pelo capitalista. Busca-se a valorização do trabalho e a garantia de que
os frutos dele sejam usufruídos por todos.
- Coletivismo: A colaboração e o
bem-estar da sociedade como um todo são valorizados acima do
individualismo. Em uma sociedade comunista, as pessoas trabalhariam em
conjunto para produzir e distribuir os bens necessários para viver.
- Fim do Estado (a longo prazo): Na
teoria marxista, o Estado é visto como um instrumento da classe dominante.
A fase final do comunismo, a sociedade sem classes, implicaria o
desaparecimento gradual do Estado, que se tornaria desnecessário.
Na realidade
É importante notar que a
implementação histórica do comunismo, especialmente em regimes autoritários
como a antiga União Soviética e a China, desviou-se de muitos desses ideais
teóricos, resultando em:
- Falta de incentivo ao lucro e inovação: Críticos
apontam que o planejamento centralizado e a falta de lucro podem reduzir a
produtividade e a inovação econômica.
- Perseguição política e religiosa: Regimes
que se autodenominaram comunistas foram historicamente associados à
perseguição de opositores políticos e religiosos.
- Governança autocrática: Muitos regimes
comunistas se tornaram governos autocráticos, em contraste com a ideia
teórica de autogoverno.
O militante
comunista, entretanto, deve ter essa clareza e ateísmo que é inerente ao
marxismo, mas é preciso saber como se utilizar dele. Lênin vê como chave
a luta de classes, diz: é preciso saber lutar contra a religião,
e para isso é preciso explicar de modo materialista a fonte da fé e da religião
entre as massas. Não se pode limitar a luta contra a religião a uma prédica
ideológica abstrata, não se pode reduzi-la a essa prédica; é preciso pôr esta
luta em ligação com a prática concreta do movimento de classe dirigido para
a eliminação das raízes sociais da religião.”
Portanto, enquanto na teoria
buscam a igualdade e a justiça social, as experiências históricas de sua
aplicação concreta levantam questionamentos e são frequentemente
criticadas.
CENTRÃO
Origem - Quando se trata
da política no século XIX é comum ler que dois grandes partidos se revezaram no
poder durante o Segundo Reinado – o partido liberal e o conservador. Não se
destaca, contudo, a existência de outros grupos políticos. Neste sentido,
merece destaque a atuação da Liga ou Partido progressista, que se organizou
inicialmente na Corte, no contexto das eleições de 1860, formado a partir das
dissidências conservadoras, mas também liberais, e chamado de “moderado”,
“liga”, “ligueiros” (em tom pejorativo).
O Centrão surgiu durante
a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988) como um bloco de
parlamentares de centro e centro-direita que se uniram para se contrapor às
propostas consideradas mais progressistas da esquerda e de partidos como o
PMDB. A formação desse grupo, influenciado por interesses conservadores e
empresariais, teve como objetivo principal negociar e influenciar o processo de
elaboração da nova Constituição, buscando a manutenção do poder e o adiamento
de avanços em pautas como a democratização da mídia (Visão geral criada por
IA).
Formação: Parlamentares de
diversos partidos, como PMDB, PDS, PTB, PFL e outros, se uniram para articular
o grupo. Motivações: A união ocorreu pela resistência a pautas
progressistas e pelo interesse em garantir uma maior influência no processo
constituinte. Características: O bloco ficou conhecido por uma política
mais fisiológica, com a máxima "é dando que se recebe", e por atuar
na sustentação de governos, como o de Sarney. Ressurgimento: O termo
ficou adormecido por quase três décadas, mas ressurge com força a partir de
2016, com a organização política liderada por Eduardo Cunha, para designar um
bloco que atua com o mesmo objetivo de negociação com o governo, em troca de
cargos e benefícios (Visão geral criada por IA).
Agrupamento de partidos
políticos sem ideologia definida, que formam base de apoio para o
presidente que ocupa o cargo de ocasião. O objetivo do grupo é superar a
rivalidade ideológica e garantir um consenso entre os blocos parlamentares de
direita e esquerda, garantindo a aprovação de projetos que não conseguiriam ser
aprovados por um só bloco partidário.
Defende principalmente
interesses próprios e pragmáticos, que incluem a manutenção do poder e do
acesso a cargos e recursos. Embora seus partidos possam ter posições
ideológicas conservadoras ou liberais, o grupo é caracterizado por sua
flexibilidade e pragmatismo, negociando apoio ao governo com base em trocas e
benefícios, independentemente da ideologia do governante. Em alguns
momentos, também defendeu a moderação de posições extremas e a preservação de
direitos sociais, como na época da Constituinte (Visão geral criada por IA).
Na experiência política
brasileira, o Centrão vai se desapegar de qualquer conotação ideológica,
política ou programática, destacando que o agrupamento político é
mais conhecido “pela prática fisiológica nas relações políticas e que procura
apoiar politicamente o Governo de plantão”.
Concluindo:
Como brasileiro eleitor, já
conseguimos ter alguma evolução no interesse pelo processo político, graças às
redes sociais, mas ainda temos muito a aprender no conhecimento
político-ideológico. Ainda votamos por amizade, empatia, simpatia, por discursos
acalorados, por favores pessoais. Nos revoltamos quando vemos o político em que
depositamos nossa confiança votar em bloco nas pautas que discordamos (por
vezes esse representante tendo afirmado pensar como nós) – se vê obrigado a votar
nos valores ideológicos/interesses fisiológicos de seu partido.
O interessante das duas
ideologias (esquerda e direita) é que onde elas imperam, os cidadãos de
esquerda arriscam a vida para viver no país de direita; mas não temos nota de
alguém de país capitalista desejando viver em país comunista/socialista. Coréia
do Norte e Coréia do Sul; Vietnam do Norte e Vietnam do Sul; Países da América
Central/México e EUA; Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental (no passado).
Com a passagem do bastão
presidencial de João Figueiredo para José Sarney (1985), os partidos alinhados
com ideologias de esquerda e centro ajustaram seus lemes progressistas no
Brasil até as eleições de 2018, quando Bolsonaro reacendeu a chama da ideologia
conservadora (Deus, Pátria, Família, Liberdade).
Uma clareza preciso externar, o político
de direita tem uma ideologia a apresentar; o político de esquerda defende uma
ideologia definida; já os representantes dos partidos que compõem o Centrão
buscam acomodar “sua ideologia” de acordo com o momento político/social/econômico.
Por mais que a velha imprensa
venda a assertiva que o País esteja polarizado (“Bolsonarismo X Lulismo), me
permito discordar. Na democracia norte americana conseguimos enxergar
claramente a polarização Republicanos X Democratas, mas em terras tupiniquins,
quem define o rumo político do Brasil é o Centrão, ou deveríamos chamá-lo
“Sistema”, umbilicalmente ligado ao Executivo, Legislativo e Judiciário.
Como cristãos somos chamados a
discernir o que preservar e o que transformar, sempre guiados pelos valores
do Pai celestial. Seja na vida cotidiana ou no diálogo político, a pergunta
que nos cabe como cidadão: as escolhas que faço refletem os valores de
Cristo? Essa deve ser a nossa verdadeira bússola.
A maturidade político/administrativa
do Brasil está entrelaçada com nossas escolhas eleitorais em pessoas que teríamos
coragem DE CONSTITUIR para conduzir nossa empresa, tê-lo como professor de
nosso filho, ser o médico da família, ser o policial que protege meu bairro? Esse
representante deve primar por SERVIR AO PAÍS, E NÃO SE SERVIR DO PAÍS.
Por Edson Silva, 23/11/2025
Fonte:
https://portal.unit.br/blog/noticias/como-funciona-o-centrao-e-seu-papel-na-politica-brasileira/
https://www.esquerdadiario.com.br/Os-comunistas-e-a-religiao-55261
chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www2.ufjf.br/semic/files/2010/08/O-PARTIDO-PROGRESSISTA-E-A-POLITICA-IMPERIAL-ORIGENS-E-PROPOSTAS-1857-1870.pdf

Bom seria, Ilustre Mestre Amigo, se ainda estivéssemos numa democracia para que pudéssemos analisar a qualidade dos políticos a merecerem o nosso voto. Infelizmente a democracia foi golpeada a partir de 2019 e será difícil a reconstrução do estado de direito no Brasil.
ResponderExcluirO desafio é o que nos move, caro amigo Márcio. Democracia e liberdade são ensinos de Cristo para o nosso povo brasileiro. Isso é o que sempre colho de nossas conversas. Abraço fraterno.
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