Agenda política que precisa ser enfrentada – eleições 2026
De 1988 para os dias atuais o
mundo sofreu vertiginosas mudanças – saímos da era industrial para a era da
biotecnologia. Enfrentamos uma pandemia, que travou o
desenvolvimento/crescimento projetado. Nos tornamos dos maiores exportadores de
commodities (mineração, agropecuária, petróleo e outros). Não podemos nos
acomodar com um projeto de país obsoleto (projeto de Estado de 1988, conforme
declara o atual governo).
Me incomoda profundamente a falta
de compromisso da atual safra de políticos com um Brasil moderno, integrado com
as reais necessidades de uma sociedade atenta às redes sociais. Já foi o tempo
da TV fechada (em conjunto com o “sistema”) conduzir o direcionamento de um
povo completamente alienado.
“O Brasil precisa, com
urgência, de uma ruptura – não a ruptura destrutiva que os extremos vendem, mas
a ruptura da maturidade. Precisamos virar a página da política de curtíssimo
prazo, movida por cálculos eleitorais, para reencontrar a figura rara e indispensável:
o estadista. Aquele que pensa grande, que enxerga além do ciclo
eleitoral, que sabe que governar é, acima de tudo, construir um projeto de
País” – Carlos Alberto di Franco.
Os futuros eleitos (em todas as
esferas) tem a obrigação de pensar/planejar o Brasil, sem viés ideológico
tendencioso, com um projeto de país grande, conhecedor da potencialidade que
representa no conjunto das nações. Somos o quinto em extensão territorial, sétimo
mais populoso, décima primeira economia, maior reserva de florestas tropicais,
maior biodiversidade, dos maiores produtores em reservas minerais.
https://www.instagram.com/reel/DUcGTLgDr9x/
O que temos, o que somos hoje
Com base nos dados mais recentes
de 2024 e nas projeções/resultados parciais de 2025-2026, o Brasil apresenta um
cenário de crescimento econômico moderado, mas com desafios sociais
estruturais. A segurança pública e a saúde mental despontam como as maiores
preocupações da população.
PIB e Economia (2024-2025)
- Crescimento do PIB: A economia
brasileira cresceu 3,4% em 2024, totalizando R$ 11,7 trilhões. Para 2025,
a prévia do Banco Central (IBC-Br) indica um crescimento de 2,5%,
indicando uma leve desaceleração.
- Fatores de Crescimento: O consumo das
famílias e os investimentos (formação bruta de capital fixo) foram os
principais motores em 2024.
- Desafios: Juros elevados (Selic em
torno de 15% em 2025) e a necessidade de ajustar as contas públicas
pressionam o crescimento.
- Ranking Global: O Brasil deixou a lista
das 10 maiores economias do mundo, ocupando a 11ª posição segundo
levantamento de 2025.
·
Com base em dados disponíveis no início de 2026,
as projeções indicam que o custo do serviço da dívida pública brasileira
(especialmente juros) permanece elevado. Dados recentes indicam que o pagamento
de juros da dívida pública se aproximou de 10% do PIB.
·
A dívida pública da União deverá fechar
em 77,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e em 82,4%
em 2026, em uma curva ascendente até 2035.
·
Obs: O resultado de dezembro da chamada Dívida
Bruta do Governo Geral (DBGG) foi o menor desde julho de 2017 – de 73,18%
do PIB – e confirma uma promessa feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL), de que entregaria o país (dezembro 2022) com um endividamento
menor do que encontrou. Ao fim de 2018, último mês do governo Michel Temer,
a DBGG era de 75,27% do PIB.
Infraestrutura (2025)
- Investimentos: Espera-se um aumento nos
investimentos em 2025, com projeção de R$ 278 bilhões, focados no setor
privado (72% dos aportes).
- Projeção: 2025 é visto como o "ano
da infraestrutura", com expectativa de cerca de 90 leilões de PPPs
(Parcerias Público-Privadas).
- Áreas chave: Energia elétrica,
transportes e saneamento básico concentram os maiores aportes.
- Maior Preocupação: A criminalidade e o
enfrentamento ao crime organizado superaram questões econômicas como a
maior preocupação dos brasileiros em 2025.
- Violência: Dados de 2024/2025 mostram
desafios contínuos em segurança pessoal, homicídios e mortes de
jovens.
- Dados da atual gestão do BNDES (apresentados em
fevereiro de 2026) apontam que os investimentos em infraestrutura têm
alcançado uma média de apenas 1,74% do PIB ao ano.
Saúde
- Desafios: A saúde mental é apontada por
54% da população como principal problema de saúde, com recorde em 2024.
- Doenças Crônicas: Hipertensão, diabetes
e obesidade continuam sendo os maiores desafios de saúde pública para o
SUS.
- O cenário, para 2026, aponta para uma manutenção ou
ligeiro crescimento do gasto público em saúde próximo de 4,5%
a 5.0% do PIB
Educação
- Investimento: Atualmente, a verba
pública em educação equivale a cerca de 5,5% do PIB, com debates para
atingir a meta de 10%.
- O Brasil projeta avanços no financiamento da
educação no âmbito do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2025-2035), que
estabelece a meta de aumentar o investimento público na área para 7,5% do
Produto Interno Bruto (PIB)
Programas Sociais
O Brasil tem elevado
significativamente os gastos com proteção social nos últimos anos, com o total
de benefícios sociais alcançando cerca de 15,6% do PIB em 2025.
Esse patamar coloca o país acima da média de outros países da América Latina
(que investem cerca de 4,4%).
Aqui estão as estimativas de
percentual do PIB para os principais programas sociais e benefícios no Brasil
com base em dados de 2024-2025:
- Previdência Social (Benefícios de um salário-mínimo): 3,1%
do PIB em 2024.
- Bolsa Família: Os gastos com o programa
aumentaram, com estimativas recentes sugerindo uma injeção de recursos que
representa um valor expressivo, aproximando-se de 1,5% a 2% do PIB
dependendo da metodologia.
- BPC (Benefício de Prestação Continuada): Disparou
em 2025, aproximando-se de 1% do PIB.
- Assistência
Social (Geral - Federal): Os
gastos totais do governo federal descritos como "assistência
social" saltaram para representar uma parte significativa do
orçamento, triplicando nominalmente de 2019 a 2025. Seguro-desemprego, auxílio
gás, pé-de-meia, seguro defeso, garantia safra, economia criativa (dentre
elas a lei Rouanet), completam os programas que atingem 15,6% do PIB.
Brasil – projeto de Estado,
projeto de governo, projeto de poder
O Brasil navega entre projetos de
Estado (longo prazo, soberania), governo (agenda do gestor eleito) e poder
(manutenção da influência política). Projetos atuais focam no desenvolvimento
sustentável, inteligência artificial, bioeconomia e consolidação fiscal (Plano
Mais Brasil), visando o longo prazo. A distinção é crucial: projetos de Estado
superam governos, enquanto o de poder busca legitimidade política.
Projetos em Destaque no
Brasil:
- Projeto de Estado (Longo prazo): Estratégias
estruturantes, como o desenvolvimento tecnológico, infraestrutura,
bioeconomia e inteligência artificial, visando tornar o Brasil uma
referência no século XXI. Inclui ações para estabilidade fiscal, como a
PEC do pacto federativo.
- Projeto de Governo: Inclui políticas sociais
(Pronaf, Auxílio Gás, Bolsa Família) e programas de infraestrutura e
desenvolvimento, com o governo federal buscando atuar na construção de uma
estratégia de longo prazo, como o "Brasil 2050".
- Projeto de Poder (Legitimidade e Política): Envolve
a manutenção da base política e articulação com os três poderes
(Executivo, Legislativo, Judiciário) para garantir a governabilidade e a
implementação das políticas propostas, com debates sobre a melhoria dos
sistemas estatais (político, Judiciário) para o funcionamento da
democracia.
Diferenças Chave:
- Estado: Foco na nação, perene,
estrutural.
- Governo: Foco no mandato, dinâmico,
conjunturais.
- Poder: Foco na coalizão, estratégico,
político.
A distinção entre essas esferas é
fundamental para entender as dinâmicas políticas e o planejamento do
desenvolvimento no Brasil, especialmente no contexto de debates sobre a
sustentabilidade do crescimento e a modernização do Estado.
Brasil - projeto de estado,
quando foi estabelecido, no governo de qual mandatário, e o governo atual
No Brasil, o conceito de um
"Projeto de Estado" (algo que transcende governos e perpassa gestões)
é frequentemente associado à construção de uma democracia estável, soberana e
com desenvolvimento social, com marcos diferentes ao longo do tempo.
Aqui estão os pontos principais
baseados no contexto atual (2023-2026):
1. Quando foi estabelecido o
principal projeto de Estado atual? O atual projeto de Estado brasileiro é
fundamentado na Constituição Federal de 1988, a "Constituição
Cidadã". Ela estabelece o Brasil como um Estado Democrático de Direito,
focando em:
- Redução das desigualdades sociais.
- Garantia dos direitos fundamentais.
- Soberania nacional e desenvolvimento econômico.
Embora a redemocratização tenha
começado em 1985, a Constituição de 88 é o marco definitivo de Estado.
2. No governo de qual mandatário?
A Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988, durante o
governo de José Sarney, o primeiro presidente após a ditadura
militar.
No entanto, diversos governos
contribuíram para consolidar ou alterar esse projeto de Estado desde então
(Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro).
3. Os governos atuais cumprem?
(Lula III - 2023-presente). A resposta a essa pergunta é política e depende da
perspectiva.
- A visão do governo atual (Lula/PT): Defende
que está retomando e cumprindo o "projeto de
Estado" constitucional através da reconstrução de políticas sociais
(Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida), valorização do salário-mínimo,
políticas de sustentabilidade (meio ambiente) e retomada da
industrialização, alegando que o governo anterior tentou desmantelar esse
projeto.
- A visão de oposição (partidos de
direita/liberal): Argumenta que o atual governo não
cumpre um projeto de Estado moderno, mas sim um "projeto de
poder" que foca no aumento do gasto público, inchaço da máquina
estatal e insegurança jurídica, contrariando o desenvolvimento econômico
focado no mercado (que eles alegam ser o verdadeiro projeto de Estado).
Resumo: O projeto de
Estado (direitos de 1988) é seguido na sua essência jurídica, mas as formas
de executá-lo (políticas econômicas e sociais) divergem drasticamente
entre a atual gestão e a anterior (Bolsonaro), gerando um debate constante
sobre o que é "cumprir" o projeto brasileiro.
Brasil – projeto de governo atual (no papel, a
comprovar a realidade)
O projeto de governo federal
brasileiro (2023-2026) foca na reconstrução de políticas sociais, transformação
ecológica, reindustrialização (Nova Indústria Brasil) e fortalecimento fiscal
(Plano Mais Brasil). As diretrizes visam o desenvolvimento sustentável, redução
de desigualdades, digitalização da economia e aumento da produtividade.
Principais Eixos e Estratégias
do Projeto de Governo:
- Transformação Ecológica e Nova Economia: Plano
para impulsionar a indústria, agricultura e energia para um novo patamar
de desenvolvimento sustentável, com foco em emprego e renda.
- Nova Indústria Brasil (NIB): Foco na
inovação tecnológica e aumento da competitividade nacional, com
investimentos em setores estratégicos.
- Plano Mais Brasil: Agenda de transformação
do Estado focada em estabilidade fiscal, revisão de gastos e equilíbrio
das contas da União.
- Desenvolvimento Social e Cuidado: Implementação
do plano "Brasil que Cuida" para reduzir desigualdades de gênero
e classe, além de manutenção de programas como Bolsa Família, Auxílio Gás
e Luz para Todos.
- Brasil Soberano (Comércio Exterior): Proteção
e fortalecimento da produção e exportação nacional frente a desafios
internacionais.
- Participação Social e Digitalização: Uso da
plataforma Brasil Participativo para engajamento cívico e o 6º Plano de
Ação Nacional de Governo Aberto para transparência.
- Estratégia Brasil 2050: Planejamento de
longo prazo com foco em sustentabilidade, educação e saúde.
Essas iniciativas são coordenadas
entre diferentes ministérios, com ênfase no monitoramento e avaliação de
políticas públicas para garantir a eficácia do gasto público.
Brasil, projeto de poder
A política brasileira em 2026 é
marcada por uma intensa polarização entre o “projeto progressista” do governo
Lula e o conservador/liberal da direita, ambos disputando a consolidação
de poder a longo prazo e o destino da democracia. A estratégia de ambos os
lados envolve mobilização popular, alianças partidárias e o combate a um
adversário comum, visando eleições majoritárias e controle do Congresso.
Pontos Principais sobre
Projeto de Poder no Brasil:
- Projeto de Longo Prazo: Líderes
políticos visam a construção de projetos de poder duradouros, com
perspectivas de 8 a 12 anos ou mais.
- Papel dos Partidos e Instituições: A
direita, especialmente com o PL, busca unificar o campo conservador contra
o PT, enquanto forças militares também possuem, em análises, projetos de
influência no poder.
- Contexto Histórico: A luta pelo poder
no Brasil envolve, historicamente, a disputa entre visões de país e a
organização do estado, com foco na soberania, economia e
estabilidade.
O cenário de 2026 reflete um
embate onde o projeto de país é muitas vezes secundário à manutenção do poder,
com ambos os lados buscando benesses para suas bases e fortalecimento
institucional.
Brasil - porque o empreendedorismo
não é agenda consolidada nos governos central, estaduais e municipais.
O empreendedorismo, apesar
de ser um motor vital da economia brasileira e contar com altas taxas de
participação popular (o Brasil é um dos países que mais empreendem no mundo,
com taxas passando de 33% em 2024), não é consolidado como agenda prioritária
central nos governos federal, estaduais e municipais devido a uma combinação de
fatores estruturais, fiscais e culturais.
Embora o Sebrae destaque o
empreendedorismo como ferramenta de inclusão social e aumento de renda, a
atuação do Estado muitas vezes é percebida como um entrave em vez de um
facilitador.
As principais razões para a falta
de consolidação dessa agenda incluem:
1. Visão Tecnocrática e
Fiscalista
- Foco no curto prazo: Governos
frequentemente enxergam o empreendedorismo apenas sob a ótica da
arrecadação de impostos imediatos, em vez de focar no desenvolvimento de
longo prazo e na produtividade.
- "Custo Brasil": A
complexidade tributária, burocracia excessiva e regulação rigorosa criam
um ambiente hostil. O Brasil é considerado um dos países mais complexos
para se fazer negócios, segundo o Índice Global de Complexidade
Corporativa 2025.
- Carga Tributária: A alta taxa de
impostos é frequentemente vista como um pesadelo para a saúde das
empresas.
2. Desafios Estruturais e
Burocráticos
- Desconfiança e Burocracia: Para 69% dos
empreendedores, a política do governo limita o empreendedorismo. A
morosidade na liberação de licenças e a falta de desburocratização travam
o desenvolvimento de novos negócios.
- Educação Empreendedora Escassa: Há uma
carência de cultura empreendedora nas escolas de nível fundamental e
médio, o que impede a formação de uma base sólida para novos
empreendedores.
3. Foco em Empreendedorismo de
Necessidade
- Necessidade vs. Oportunidade: Grande
parte do empreendedorismo no Brasil surge por necessidade (falta de
emprego formal) e não por oportunidade de inovação. Isso leva a governos a
enxergar o setor como uma "válvula de escape" social, e não como
um motor tecnológico de crescimento.
- Informalidade: A dificuldade de se
formalizar e o alto custo da formalidade mantêm muitos empreendedores fora
da agenda oficial de apoio governamental.
4. Visão Política Tradicional
- Cultura de Emprego Formal: O debate
político brasileiro tende a focar mais em projetos que geram empregos com
carteira assinada tradicional do que na criação de um ambiente favorável
ao empreendedorismo de alto impacto.
- Proximidade Eleitoral: Em anos
eleitorais, o ambiente de negócios pode ficar estagnado, com empresários
esperando definições, agravando a falta de uma política de Estado
contínua.
Apesar dessas barreiras, a
legislação brasileira prevê tratamento diferenciado aos pequenos negócios, como
a Lei Complementar 123 (Estatuto da Micro e Pequena Empresa) e a Lei da
Liberdade Econômica, mas a aplicação prática dessas leis varia muito entre municípios
e estados.
Concluindo: Harmonia entre
os poderes legalmente constituídos – como se faz realizar? O equilíbrio entre
os poderes é de responsabilidade do Congresso Nacional (órgão também
fiscalizador dos demais poderes). Os gargalos criados, com fortes vieses
ideológicos, da constituição de 1988, precisam ser destravados para lograrmos
êxito no PAÍS QUE QUEREMOS.
Eu propugno, aos pré-candidatos de 2026,
que já trabalhem agendas que discutam pela ordem: empreendedorismo, segurança
pública, infraestrutura, alfabetização financeira, emprego e renda, educação
profissional e tecnológica, programas sociais, educação, saúde.
Só constataremos maturidade de
nosso povo, quando ele – eleitor – perceber ser o único que pode fazer do
Brasil um verdadeiro “gigante pela própria natureza”.
Percepção - capacidade de
captar, interpretar e dar sentido às informações do ambiente através dos
sentidos e da mente, integrando-as com memórias e conhecimentos para formar uma
consciência unificada do mundo.
Por Edson Silva, 23 de fevereiro de 2026.
Fonte:
Visão geral criada por IA
https://www.gazetadopovo.com.br/economia/breves/bolsonaro-mandato-menor-divida-publica/



