Brasil, um raro fenômeno no contexto das nações
Somos raros, somos Brasil, somos
vitais no desenvolvimento do planeta. Mais de 8 bilhões de seres humanos
precisam que asseguremos sua segurança alimentar, que ajudemos a garantir
matéria-prima para sua produção tecnológica e industrial, que mantenhamos
nossos mais de 20% da biodiversidade mundial e nossas grandes reservas de água
doce para assegurar suas pesquisas. Com tanta riqueza em seu estado bruto o
governo brasileiro não chega a investir 1% de seu PIB em P&D? A ínfima
produção em ciência e tecnologia nos deixa de pires na mão no contexto das
nações.
Somos objeto de desejo de
exploradores transnacionais que se travestem de inocentes ONGs, a serviço do
escuso interesse de seus países de origem.
A discussão geopolítica das terras raras
A China domina
amplamente o setor, controlando cerca de 61% da extração e 92% do processamento
global. Devido ao uso militar e tecnológico, as terras raras tornaram-se uma
peça central na disputa comercial entre China e Estados Unidos.
Um grupo de 17 elementos
químicos essenciais para a tecnologia moderna e a transição energética. Esses minerais
são indispensáveis para diversos setores estratégicos:
- Mobilidade Elétrica: Motores de carros
elétricos utilizam superímãs de neodímio.
- Energia Limpa: Geradores de turbinas eólicas
e painéis solares.
- Defesa e Aeroespacial: Satélites, radares,
mísseis e caças (um caça F-35 usa cerca de 400 kg de terras raras).
- Eletrônicos: Smartphones, telas de LED,
baterias e microchips.
O Brasil possui a segunda
maior reserva de terras raras do mundo, concentrando cerca de 23% do
total global (aproximadamente 21 milhões de toneladas), atrás apenas da China.
Com alto potencial em 12 estados, como Minas Gerais, Bahia e Goiás, os
depósitos incluem minerais de argila iônica, facilitando a extração. A produção
ainda é baixa (<1%), mas com projetos em expansão, como em Poços de Caldas e
o financiamento de US$ 565 milhões na Serra Verde.
Principais Regiões e Projetos:
- Minas Gerais: Complexo de Araxá
(monazita/bastnaesita) e Poços de Caldas (argila iônica, operado pela
Meteoric/Viridis).
- Bahia: Complexo de Jequié (alto teor,
Projeto Pelé da Brazilian Rare Earths)
- Goiás: Região de Catalão.
Potencial e Desafios:
- Argila Iônica: Os depósitos
brasileiros, especialmente na Bahia e Minas, contêm terras raras
adsorvidas em argilas iônicas, o que permite uma extração mais simples,
sem necessidade de explosivos.
- Produção: Apesar das reservas, a
produção comercial ainda é incipiente, com o primeiro laboratório de
extração operando em Poços de Caldas (MG).
- Corrida Geopolítica: O Brasil é
estratégico para EUA e União Europeia, que buscam alternativas à China
para componentes de alta tecnologia, como ímãs permanentes, carros
elétricos e turbinas eólicas.
- Investimento: A mineradora brasileira
Serra Verde obteve financiamento de US$ 565 milhões dos EUA para expandir
sua produção.
O país foca na exportação do
minério bruto, enfrentando gargalos tecnológicos para realizar o refino e
agregar valor à produção internamente. Vivemos um momento crucial de transição
para se tornar um produtor relevante, mas enfrenta desafios de licenciamento
ambiental.
Potência na produção de
proteína animal
O Brasil é uma das maiores
potências mundiais na produção de carne bovina, com um rebanho superior a 234
milhões de cabeças. O potencial de expansão e aumento de produtividade é alto,
com destaque para a conversão de pastagens degradadas em sistemas intensivos e
a integração lavoura-pecuária (ILPF). As principais áreas de produção
concentram-se no Centro-Oeste, seguida por áreas de expansão
no Norte (Amazônia) e no Sudeste.
Principais Áreas de Produção e
Potencial (Por Região)
- Centro-Oeste (Líder em rebanho e exportação):
- Mato Grosso (MT): Líder absoluto com
mais de 33,9 milhões de cabeças em 2024. Destaca-se pela alta tecnologia,
confinamento e exportação, com destaque para a região de São Félix do
Xingu (que também se expande para o Pará).
- Goiás (GO): Terceiro maior rebanho,
com produção de alta tecnologia e integração com grãos.
- Mato Grosso do Sul (MS): Forte em
confinamento e exportação, beneficiado por clima propício e terras
férteis.
- Norte (Fronteira de Expansão):
- Pará (PA): Segundo maior rebanho
nacional, apresentando forte crescimento na produção de carne e
exportação, impulsionado por grandes extensões territoriais.
- Rondônia (RO): Destaque com o sétimo
maior rebanho nacional, com forte presença de frigoríficos com inspeção
federal.
- Sudeste (Tradição e Intensificação):
- Minas Gerais (MG): Segundo ou quarto
maior rebanho do Brasil, com tradição pecuária e sistemas de engorda
intensiva.
- São Paulo (SP): Segundo lugar no
confinamento (engorda final) e centro de tecnologia, apesar de ter
rebanho menor comparado ao Centro-Oeste.
Potencial de Crescimento
(Áreas Degradadas e ILPF)
O Brasil possui cerca de 200
milhões de hectares de pastagens (nativas e cultivadas), sendo que uma vasta
área se encontra degradada ou com baixo índice de produtividade.
- Recuperação de Pastagens: A conversão
de áreas degradadas em pastagens produtivas é o maior potencial de aumento
de produção sem abrir novas áreas.
- Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): Esta
tecnologia tem sido incentivada para aumentar a produtividade por hectare,
permitindo o plantio de soja/milho em rotação com o pasto.
- Confinamento: A pecuária intensiva tem
crescido, com o Centro-Oeste apresentando margens superiores e custos
menores de alimentação (como milho e DDG) comparado a outras
regiões.
Fatores de Destaque
- Rebanho Nelore: Predomina no país
(cerca de 80%), adaptado ao clima tropical.
- Exportação: O Brasil é um grande
exportador, com Mato Grosso liderando o volume de carne exportada em 2025.
- Tecnologia: Uso crescente de
inseminação artificial e reprodução assistida para aumentar a eficiência
produtiva.
Destaque mundial em
produtividade e expansão agrícola de alta tecnologia
O Brasil é uma das maiores potências
agrícolas mundiais, com um vasto potencial de produção de alimentos
impulsionado por extensas áreas cultiváveis, clima favorável e
tecnologia tropical. A área de grãos deve crescer 15,5% entre 2023/24 e
2033/34, atingindo 92,2 milhões de hectares, com destaque para a soja e o
milho.
Principais Áreas de Produção e
Destaques
- Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Goiás): É o motor da produção de grãos, liderando a produção de
soja, milho e arroz. O Mato Grosso se destaca como maior produtor
nacional.
- Sudeste (São Paulo, Minas Gerais): São
Paulo tem o maior Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, impulsionado
pela cana-de-açúcar, laranja e citros.
- Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia): Região
de fronteira agrícola em rápida expansão, com grande potencial para grãos.
- Sul (Paraná, Rio Grande do Sul): Destaque
na produção de soja, milho, trigo e pecuária, com alta produtividade.
- Cerrado: Responsável por quase 50% da produção de grãos, com grande potencial de aumento de produtividade através da conversão de pastagens degradadas.
Potencial Agrícola e de Expansão
- Produção Sustentável: O Brasil tem
potencial para ser líder mundial sustentável, focando na recuperação de
áreas degradadas sem a necessidade de desmatamento.
- Tecnologia e Produtividade: A Embrapa
tem viabilizado o cultivo tropical, permitindo o aumento da safra em áreas
já abertas.
- Projeções de Crescimento: Entre 2023/24
e 2033/34, a área de soja deve aumentar 25,1%, e a de milho 9,5%,
indicando alta demanda internacional.
- Integração Pecuária-Lavoura (ILP): O
uso de áreas de pastagem para produção de grãos (reforma de pastagens)
potencializa a produção de carne e grãos simultaneamente.
O país é o maior produtor global
de soja, café e açúcar, além de ser um dos principais produtores de carnes
(bovina, frango, suína). O crescimento do agro para 2026 projeta um impacto de
R$ 247 bilhões no PIB, gerando mais de 2 milhões de empregos.
Patrimônio Florestal verde e
amarelo
O Brasil possui um dos maiores
patrimônios florestais do mundo, com quase 59% do território coberto por
vegetação, dividindo-se entre florestas nativas e áreas plantadas
(silvicultura), apresentando alto potencial econômico renovável. A produção
florestal brasileira cresceu 16,7% em 2024, atingindo R$ 44,3 bilhões, com
destaque para papel, celulose e bioenergia.
Aqui estão os principais
destaques sobre as áreas e o potencial renovável:
1. Áreas de Florestas no
Brasil
- Florestas Nativas: O Brasil abriga
grandes extensões de biomas nativos, com destaque para a Amazônia,
Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa.
- Florestas Públicas: Existem
aproximadamente 309,7 milhões de hectares de florestas públicas federais,
estaduais e municipais, que possuem potencial para manejo sustentável e
concessões.
- Florestas Plantadas (2021-2024): A área
de florestas plantadas (comerciais) totaliza cerca de 9,5 a 10,5
milhões de hectares, concentradas (70%) nas regiões Sul e Sudeste.
- Espécies Principais: O eucalipto
representa mais de 80% das florestas plantadas, seguido pelo pinus.
2. Potencial Renovável e
Econômico
As florestas, especialmente as
plantadas e as manejadas, oferecem recursos renováveis que movimentam bilhões
na economia brasileira:
- Bioenergia: Florestas energéticas são
essenciais, contribuindo para a matriz energética renovável do país (cerca
de 46,1% do total em 2020). A biomassa florestal é usada para produção de
energia.
- Papel e Celulose: O Brasil é um dos
maiores exportadores mundiais de celulose (fibra curta), com florestas de
rápido crescimento.
- Manejo Sustentável: Estudos indicam que
o manejo florestal sustentável em florestas públicas pode injetar bilhões
no PIB, promovendo a conservação e o desenvolvimento econômico.
- Recursos Não-Madeireiros: Frutos,
castanhas, óleos essenciais, resinas e plantas medicinais (bioeconomia).
- Crédito de Carbono: A conservação e
restauração florestal no âmbito da bioeconomia de conhecimento tem um
potencial estimado de gerar até US$ 140 bilhões até 2032.
3. Tendências e
Sustentabilidade
- Bioeconomia: Há um foco crescente na
integração da biodiversidade com a tecnologia para produtos sustentáveis.
- Integração (ILPF): Arranjos produtivos
de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) aumentam a produtividade de
forma sustentável.
- Restauração: O setor florestal está
investindo em restauração de áreas degradadas (das quais o país tem mais
de 100 milhões de hectares) para fins comerciais e ambientais.
- Redução do Desmatamento: Houve queda no
desmatamento na Amazônia e Cerrado em 2025 (11,08% e 11,49%
respectivamente), fortalecendo a agenda de produtos de origem legal.
O setor florestal brasileiro,
impulsionado por tecnologia e melhoramento genético, continua sendo um pilar
estratégico para o futuro da economia verde e a descarbonização.
Águas interiores, nossas
bacias hidrográficas
O Brasil possui uma das maiores
redes hidrográficas do mundo, com 12 regiões hidrográficas principais que são
fundamentais para a economia, focadas principalmente na geração de energia
hidrelétrica, navegação, irrigação agrícola e abastecimento. A maioria dos rios
brasileiros é de planalto (caudalosos e com desníveis), conferindo alto
potencial energético, com destaque para as bacias do Paraná, Amazônica,
Tocantins-Araguaia e São Francisco.
Principais Bacias Hídricas e
seu Potencial Econômico:
- Bacia do Paraná: Possui o maior
potencial hidrelétrico instalado do país, sendo crucial
para o fornecimento de energia para o Sudeste e Sul. Destaca-se a Usina
Binacional de Itaipu, uma das maiores do mundo. A região também é um polo
de agricultura intensiva e transporte hidroviário.
- Bacia Amazônica: É a maior bacia do
mundo em volume de água e possui o maior potencial hidrelétrico teórico do
país (cerca de 40,5% do total), embora boa parte ainda não esteja
totalmente explorada. É vital para o transporte de cargas e pessoas
("estradas líquidas") e pesca na região Norte.
- Bacia do Tocantins-Araguaia: Importante
para a geração de energia (Usina de Tucuruí) e fundamental para o
agronegócio na região Centro-Oeste e Norte, escoando produção agrícola.
- Bacia do São Francisco: Conhecida como
"rio da integração nacional", é estratégica para a geração de
energia no Nordeste e o maior polo de fruticultura irrigada do Brasil
(Vale do São Francisco).
- Bacia do Paraguai: Essencial para a
economia do Centro-Oeste, com grande potencial para navegação e atividades
agropecuárias na região do Pantanal.
Principais Usos Econômicos:
- Energia Hidrelétrica: A base da matriz
elétrica brasileira. Bacias como Amazônica, Paraná, Tocantins-Araguaia e
São Francisco são altamente aproveitadas.
- Agricultura Irrigada: O São Francisco é
líder, mas bacias como a do Parnaíba e a do Paraná também são cruciais
para a irrigação de lavouras.
- Navegação/Transporte: Fundamental na
bacia Amazônica e Hidrovia Tietê-Paraná para escoamento de safras e
mercadorias.
- Pesca e Abastecimento: Vital para o
consumo humano e comercial em todas as regiões, particularmente no Norte e
Nordeste.
O Brasil tem um vasto potencial
hídrico, com o desafio de conciliar o aproveitamento econômico (hidrelétricas e
agricultura) com a preservação ambiental.
Riquezas minerais, extração em
franca expansão
O potencial minerário
brasileiro é um dos maiores do mundo, sendo a mineração um pilar
fundamental da economia nacional, com faturamento superior a R$ 270 bilhões em
2024 e crescimento expressivo. A produção concentra-se principalmente nas
regiões Norte e Sudeste, com o Pará e Minas Gerais destacando-se como os
maiores produtores.
Principais Regiões Mineradoras
e Potencial
- Região Norte (Amazônia): Concentra
cerca de 72,5% da área minerada no Brasil (industrial e garimpo). O
destaque é o Pará, especificamente a Serra dos Carajás, detentora de
grandes reservas de minério de ferro de alto teor, além de cobre, manganês
e bauxita (alumínio).
- Região Sudeste: Minas Gerais é o
principal produtor de minério de ferro, com destaque para a região do
Quadrilátero Ferrífero. Também é um grande produtor de ouro (Paracatu é a
maior mina a céu aberto) e nióbio.
- Região Centro-Oeste: Goiás e Mato
Grosso destacam-se no cenário. Goiás é referência em níquel, nióbio,
fosfato, água mineral e terras raras (Minaçu). O Mato Grosso do Sul é
conhecido pelo Maciço do Urucum.
- Região Nordeste: Potencial crescente em
pegmatitos (pedras preciosas/industriais) na Paraíba e Rio Grande do
Norte.
Principais Minerais e
Estratégia
O Brasil é um grande player
mundial em:
- Minério de Ferro: Principal item de
exportação, concentrado em PA e MG.
- Minerais para a transição energética/indústria: Nióbio,
cobre, níquel e Lítio, com alto potencial de crescimento.
- Ouro: Grande produção industrial e
garimpo.
Desafios e Tendências
- Expansão da Amazônia: A mineração
(industrial e garimpo) na Amazônia cresceu substancialmente nas últimas
décadas, concentrando a maioria do garimpo em áreas protegidas.
- Sustentabilidade: O setor investe em
tecnologia para melhorar a segurança (barragens) e reduzir o impacto
ambiental.
- Investimentos: Estima-se atração de
bilhões de dólares em investimentos até 2027, focados em minerais
estratégicos.
- Garimpo: Cresceu a ponto de ser, em
área, superior à mineração industrial no Pará.
Diversidade biológica, uma
riqueza inconteste
O Brasil é reconhecido como o
país com a maior biodiversidade do mundo, abrigando entre 15% a 20%
de todas as espécies conhecidas do planeta. Com dimensões continentais e seis
biomas principais (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e
Pampa), o país detém uma riqueza natural inigualável que representa um potencial
estratégico inestimável para o desenvolvimento sustentável, pesquisa e
inovação.
Aqui estão os principais pontos
sobre a biodiversidade brasileira e seu potencial:
1. Panorama da Megadiversidade
Brasileira
- Espécies Conhecidas: Mais de 163 mil
espécies de plantas, animais e fungos, sendo o primeiro no mundo em
biodiversidade vegetal e de peixes de água doce.
- Amazônia: Abriga cerca de 10% da
biodiversidade do planeta, apesar de ocupar menos de 1% da superfície
terrestre.
- Conservação: Aproximadamente 16,6% da
área continental nacional é coberta por Unidades de Conservação. Além
disso, 80% da biodiversidade mundial encontra-se em Terras
Indígenas.
2. Potencial Econômico e
Bioeconomia
A biodiversidade brasileira é a
base para a "Bioeconomia do Conhecimento", que pode gerar até US$
140 bilhões para o país até 2032 através da integração de ciência e
tecnologia.
- Farmacêutica e Cosméticos: A riqueza de
compostos bioativos da flora (especialmente Amazônia e Cerrado) permite o
desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e produtos de beleza.
- Agronegócio e Biotecnologia: Uso de
bioinsumos, enzimas industriais, fibras e bioplásticos, substituindo
produtos petroquímicos.
- Créditos de Carbono: Valorização da
"floresta em pé" através da regulação do mercado de carbono e
serviços ecossistêmicos.
3. Conhecimento Tradicional e
Inovação
O uso sustentável da
biodiversidade brasileira está fortemente atrelado ao Conhecimento
Tradicional Associado (CTA) de populações indígenas e locais.
- A valorização desses saberes permite que indústrias
criem produtos mais eficientes, ao mesmo tempo que promove a conservação
da floresta e a geração de renda sustentável.
- O Brasil tem evoluído seu marco legal para combater
a biopirataria e garantir a repartição justa de benefícios.
4. Desafios e o Rumo à
Sustentabilidade
- Ameaças: A exploração intensiva e
desmatamento colocam em risco diversos biomas, sendo urgente a transição
para um modelo de desenvolvimento sustentável.
- Necessidade de Pesquisa: Investimentos
em ciência, universidades e pesquisas sobre a biodiversidade são
essenciais para transformar ativos naturais em inovações de alto valor
agregado.
- Sustentabilidade: A bioeconomia foca na
floresta em pé, unindo ciência e saberes tradicionais para um futuro de
baixo carbono.
Investimentos em P&D
São 2.300 instituições de
Ensino Superior (públicas e privadas); historicamente, cerca de 15
universidades públicas são responsáveis por aproximadamente 60%
da ciência produzida no Brasil.
O Brasil investe, em média, cerca
de 1% a 1,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em atividades de Ciência,
Tecnologia e Inovação (CT&I), patamar que inclui projetos voltados para
a formação de cientistas e o aproveitamento da biodiversidade. Embora o
objetivo seja aumentar esse percentual, o investimento atual concentra-se no
fortalecimento do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico), que destinou valores recordes recentemente.
Projetos e Investimentos no
Aproveitamento da Biodiversidade/Riquezas:
- Amazônia: O Governo Federal anunciou R$ 500
milhões (em 2024) para o desenvolvimento científico na região, visando a
bioeconomia, infraestrutura de pesquisa e a formação de recursos humanos
qualificados.
- Bioeconomia: O programa "Mais Ciência
na Amazônia" prevê recursos de R$ 3,4 bilhões até 2026 para pesquisas
de bioeconomia.
- Infraestrutura e Parques Tecnológicos: O
governo investiu R$ 3,1 bilhões em 2024 para reduzir desigualdades
regionais em inovação, com foco no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
- Formação de Jovens Cientistas: Editais da
FINEP e parcerias com FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa) têm apoiado
projetos de jovens pesquisadores, incluindo R$ 22 milhões destinados a
jovens cientistas em editais específicos.
Contexto do Investimento:
- Produção Científica: A produção científica
brasileira teve quedas consecutivas em 2022 e 2023, impactando a formação
de capital humano.
- Desafios: Especialistas destacam a
necessidade de diversificar o financiamento e aumentar o investimento do
setor privado, para além da dependência dos recursos governamentais
(FNDCT).
- Bioeconomia como PIB: Um estudo de 2025
indicou que a bioeconomia brasileira (setores como agricultura,
biotecnologia, cosméticos e outros) representa uma parte significativa da
economia, superando R$ 2,3 trilhões, correspondendo a aproximadamente 26%
do PIB brasileiro.
Nota: As cifras orçamentárias
podem variar ligeiramente conforme o edital e a liberação de verbas do FNDCT.
Estima-se que cerca de 6,7
mil a mais de 35 mil cientistas brasileiros estejam vivendo ou tenham
migrado para o exterior nos últimos anos, caracterizando um movimento de
"fuga de cérebros". O maior êxodo ocorreu entre 2015 e 2022,
impulsionado por cortes de verbas e baixa valorização da carreira. A maioria se
concentra nos EUA, Portugal, Alemanha e Reino Unido.
Obs: Os países
desenvolvidos e as principais economias focadas em inovação aplicam, em
média, entre 2% e mais de 5% de seu PIB em Pesquisa
e Desenvolvimento (P&D).
Principais Destaques de
Investimento (em % do PIB)
- Israel: Lidera o ranking global,
investindo cerca de 4,8% a 6,3% do seu PIB em P&D,
com a grande maioria (mais de 90%) vinda do setor privado.
- Coreia do Sul: Investe consistentemente
acima de 5% do seu PIB.
- Taiwan: Investe cerca de 4% do
seu PIB.
- União Europeia: Tem uma média de
aproximadamente 2,24% (em 2024), com meta de aumentar
para 3%.
- Estados Unidos: Mantêm investimentos
elevados, historicamente entre os líderes mundiais junto com a China e
países asiáticos.
Características dos
Investimentos
- Setor Privado como Motor: Nesses
países, o investimento privado (empresas) representa a maior parte da
aplicação em P&D (frequentemente mais de 60-70% do total).
- Foco em Inovação: O alto percentual de
investimento reflete na alta produtividade, geração de patentes e
desenvolvimento de alta tecnologia (startups, IA, automação).
- Comparação com Emergentes: Enquanto
países desenvolvidos investem acima de 2-3%, muitos países em
desenvolvimento, incluindo o Brasil, investem frequentemente menos de 1% a
1,5% do PIB em P&D.
Concluindo:
Se pudéssemos entender, Deus nos
deu o paraíso, mas também o livre arbítrio para escolher homens que tenham
sabedoria, inteligência, humildade, honestidade e capacidade gerencial para
administrar esse entreposto do paraíso na terra. Até quando vamos nos deixar levar
pelo “canto da sereia”, pelo “encanto da serpente”. A terra rara no
Brasil supera em muito os 17 minerais estratégicos tão desejados pelos chamados
países desenvolvidos. É o conjunto de tudo, do pouco, que aqui apresentei. Mas,
temos que fazer a parte que nos cabe: - Nossas escolhas nas urnas precisam
honrar esse Deus que foi tão generoso com a “terra rara” que nos legou -
Por Edson Silva, fevereiro de 2026
Fonte:
Visão geral criada por IA




