Mestre em Ciências da Saúde, UnB; Auditor ISO 14.000; Auditor CONAMA 306; Pesquisador Saúde Pública

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Desde muito cedo despertei o interesse para entender o sentido de “Gigante pela própria natureza” inscrito em nosso belo Hino Nacional Brasileiro. No meu pequeno mundo isso tinha formato de um sonho. Sempre acreditei que o trabalho produziria um Futuro que espelha essa grandeza. Entretanto, não poderíamos esperar “Deitado eternamente em berço esplendido”. Então, me debrucei sobre os livros e outros informes. A história da expansão territorial do Brasil ainda tem sido pouco pesquisada por nossa historiografia, apesar da importância estratégica e atual que reveste a questão. O potencial dos seis Biomas do Brasil nos credencia a produzir alimento para parte significativa dos 195 países do globo. Certo que temos problemas maiúsculos na seara da saúde de nosso povo, saúde primária, saúde regionais, saúde provenientes de epidemias e pandemia novo coronavírus. Nada que planejamentos estratégicos, planos de governo e planos de estado, com boa vontade e união de governantes não possam resolver.

domingo, 23 de novembro de 2025

Direita VERSUS Esquerda VERSUS Centrão

 Como vivem, o que fazem, como decidem, o que defendem.

Apocalipse 3:15 Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que fosse frio ou quente; 16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.

Quem é quente ou frio define a sua essência com clareza. Sabe que para escolher determinada situação deverá renunciar outras e ponto final. São pessoas que definem suas decisões e sabem que todas elas terão consequências, mas desta forma, encontram resultados.

Histórico partidário no Brasil

No Império do Brasil o Partido Conservador (criado em 1836) defendia um governo centralizado e forte; o Partido Liberal (criado em 1840) buscava mais autonomia para as Províncias; o Partido Progressista surgiu em 1862, com liberais dissidentes e alguns conservadores (de onde surgiu o movimento republicano).

Ideologia política

Conjunto de ideias, crenças e valores que orientam a visão de uma pessoa, grupo ou sociedade sobre como a sociedade deve ser organizada e quais são os melhores caminhos para atingir os objetivos sociais, econômicos e políticos. Ela serve como um sistema de crenças para interpretar a realidade e propõe programas de ação para alcançar metas (liberalismo, conservadorismo, comunismo e socialismo). 

Conservador X Liberal X Progressista; Capitalismo X Socialismo X Comunismo; Bolsonarismo X Lulismo X Centrão; Republicano X Democrata - EUA

https://www.facebook.com/rankingdospoliticos/posts/j%C3%A1-sabiapara-o-levantamento-os-considerados-partidos-de-centro-foram-agir-avante/604947815506276/

DIREITA/CONSERVADOR/LIBERAL/

O que preza um conservador

O conservadorismo é uma filosofia que defende a manutenção de instituições, costumes e valores sociais que funcionaram ao longo do tempo. 

Valores e princípios:

  • Tradição e continuidade: Acredita que a sabedoria acumulada de gerações passadas, manifestada em costumes e instituições (como a família e a religião), é um guia seguro para a sociedade. Mudanças devem ser lentas e graduais.
  • Ordem moral duradoura: Defende a existência de uma ordem moral e de valores que devem ser preservados, associados à moralidade cristã no contexto ocidental.
  • Comunidades voluntárias: Valoriza as comunidades locais, a família e outras associações voluntárias, que considera a base da sociedade.
  • Prudência: Desconfia de utopias e de mudanças radicais, priorizando a estabilidade e a experiência prática em vez de teorias abstratas.
  • Limitação do poder: Defende a necessidade de limites prudentes sobre o poder e as paixões humanas.
  • Hierarquia: Embora não seja um ponto universal, alguns conservadores valorizam uma certa hierarquia social e familiar como parte da ordem natural. 

O que preza um liberal

O liberalismo é uma filosofia que coloca a liberdade individual no centro de sua visão, buscando romper com estruturas tradicionais que oprimem ou limitam essa liberdade. 

Valores e princípios:

  • Liberdade individual: É o princípio fundamental. O liberalismo defende os direitos e liberdades individuais, como liberdade de expressão, religiosa e de ir e vir.
  • Livre mercado: Defende a propriedade privada, o livre mercado e a não intervenção excessiva do Estado na economia, acreditando que a competitividade gera riqueza e prosperidade.
  • Estado de direito: Preza a igualdade de todos perante a lei e a limitação do poder estatal, garantindo os direitos individuais.
  • Progressismo: Acredita na mudança, na transformação e no progresso, usando a razão para solucionar problemas e melhorar a sociedade.
  • Democracia: Valoriza a democracia liberal como forma de governo que protege os direitos individuais e a autonomia. 

A união "conservador/liberal"

A expressão "liberal na economia e conservador nos costumes" é comum para descrever uma visão que: 

  • Apoia a liberdade econômica, o livre mercado e a mínima intervenção estatal, alinhando-se com o liberalismo econômico.
  • Ao mesmo tempo, defende valores sociais, morais e culturais tradicionais, alinhando-se com o conservadorismo social. 

ESQUERDA/PROGRESSISMO/COMUNISMO/SOCIALISMO

O que defende um cidadão de esquerda

Os ideais que um progressista/comunista preza, de acordo com o marxismo, visam a criação de uma sociedade sem classes, sem propriedade privada dos meios de produção e, em última instância, sem Estado. Embora existam diversas variantes e interpretações, os princípios que vendem incluem a igualdade, a coletividade e o fim da exploração. 

Princípios e objetivos centrais

  • Propriedade comum: A propriedade dos meios de produção (fábricas, fazendas, minas) deve ser de domínio comum, não privada. O objetivo é que os recursos sejam alocados de acordo com a necessidade de cada um, e não com base no lucro individual.
  • Abolição das classes sociais: Busca-se eliminar a divisão da sociedade em classes sociais, especialmente entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores). A meta é acabar com a exploração do trabalho e a desigualdade que dela deriva.
  • Distribuição de acordo com as necessidades: O princípio "De cada qual, segundo a sua capacidade; a cada qual, segundo a sua necessidade" resume a ideia de que a riqueza deve ser distribuída com base no que as pessoas precisam para ter uma boa vida.
  • Emancipação do trabalhador: O comunismo defende a liberdade do trabalho alienado, onde o trabalhador é explorado pelo capitalista. Busca-se a valorização do trabalho e a garantia de que os frutos dele sejam usufruídos por todos.
  • Coletivismo: A colaboração e o bem-estar da sociedade como um todo são valorizados acima do individualismo. Em uma sociedade comunista, as pessoas trabalhariam em conjunto para produzir e distribuir os bens necessários para viver.
  • Fim do Estado (a longo prazo): Na teoria marxista, o Estado é visto como um instrumento da classe dominante. A fase final do comunismo, a sociedade sem classes, implicaria o desaparecimento gradual do Estado, que se tornaria desnecessário. 

Na realidade

É importante notar que a implementação histórica do comunismo, especialmente em regimes autoritários como a antiga União Soviética e a China, desviou-se de muitos desses ideais teóricos, resultando em:

  • Falta de incentivo ao lucro e inovação: Críticos apontam que o planejamento centralizado e a falta de lucro podem reduzir a produtividade e a inovação econômica.
  • Perseguição política e religiosa: Regimes que se autodenominaram comunistas foram historicamente associados à perseguição de opositores políticos e religiosos.
  • Governança autocrática: Muitos regimes comunistas se tornaram governos autocráticos, em contraste com a ideia teórica de autogoverno. 

O militante comunista, entretanto, deve ter essa clareza e ateísmo que é inerente ao marxismo, mas é preciso saber como se utilizar dele. Lênin vê como chave a luta de classes, diz: é preciso saber lutar contra a religião, e para isso é preciso explicar de modo materialista a fonte da fé e da religião entre as massas. Não se pode limitar a luta contra a religião a uma prédica ideológica abstrata, não se pode reduzi-la a essa prédica; é preciso pôr esta luta em ligação com a prática concreta do movimento de classe dirigido para a eliminação das raízes sociais da religião.”

Portanto, enquanto na teoria buscam a igualdade e a justiça social, as experiências históricas de sua aplicação concreta levantam questionamentos e são frequentemente criticadas. 

CENTRÃO

Origem - Quando se trata da política no século XIX é comum ler que dois grandes partidos se revezaram no poder durante o Segundo Reinado – o partido liberal e o conservador. Não se destaca, contudo, a existência de outros grupos políticos. Neste sentido, merece destaque a atuação da Liga ou Partido progressista, que se organizou inicialmente na Corte, no contexto das eleições de 1860, formado a partir das dissidências conservadoras, mas também liberais, e chamado de “moderado”, “liga”, “ligueiros” (em tom pejorativo).

O Centrão surgiu durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988) como um bloco de parlamentares de centro e centro-direita que se uniram para se contrapor às propostas consideradas mais progressistas da esquerda e de partidos como o PMDB. A formação desse grupo, influenciado por interesses conservadores e empresariais, teve como objetivo principal negociar e influenciar o processo de elaboração da nova Constituição, buscando a manutenção do poder e o adiamento de avanços em pautas como a democratização da mídia (Visão geral criada por IA). 

Formação: Parlamentares de diversos partidos, como PMDB, PDS, PTB, PFL e outros, se uniram para articular o grupo. Motivações: A união ocorreu pela resistência a pautas progressistas e pelo interesse em garantir uma maior influência no processo constituinte. Características: O bloco ficou conhecido por uma política mais fisiológica, com a máxima "é dando que se recebe", e por atuar na sustentação de governos, como o de Sarney. Ressurgimento: O termo ficou adormecido por quase três décadas, mas ressurge com força a partir de 2016, com a organização política liderada por Eduardo Cunha, para designar um bloco que atua com o mesmo objetivo de negociação com o governo, em troca de cargos e benefícios (Visão geral criada por IA).

Agrupamento de partidos políticos sem ideologia definida, que formam base de apoio para o presidente que ocupa o cargo de ocasião. O objetivo do grupo é superar a rivalidade ideológica e garantir um consenso entre os blocos parlamentares de direita e esquerda, garantindo a aprovação de projetos que não conseguiriam ser aprovados por um só bloco partidário. 

Defende principalmente interesses próprios e pragmáticos, que incluem a manutenção do poder e do acesso a cargos e recursos. Embora seus partidos possam ter posições ideológicas conservadoras ou liberais, o grupo é caracterizado por sua flexibilidade e pragmatismo, negociando apoio ao governo com base em trocas e benefícios, independentemente da ideologia do governante. Em alguns momentos, também defendeu a moderação de posições extremas e a preservação de direitos sociais, como na época da Constituinte (Visão geral criada por IA).

Na experiência política brasileira, o Centrão vai se desapegar de qualquer conotação ideológica, política ou programática, destacando que o agrupamento político é mais conhecido “pela prática fisiológica nas relações políticas e que procura apoiar politicamente o Governo de plantão”.

Concluindo:

Como brasileiro eleitor, já conseguimos ter alguma evolução no interesse pelo processo político, graças às redes sociais, mas ainda temos muito a aprender no conhecimento político-ideológico. Ainda votamos por amizade, empatia, simpatia, por discursos acalorados, por favores pessoais. Nos revoltamos quando vemos o político em que depositamos nossa confiança votar em bloco nas pautas que discordamos (por vezes esse representante tendo afirmado pensar como nós) – se vê obrigado a votar nos valores ideológicos/interesses fisiológicos de seu partido.

O interessante das duas ideologias (esquerda e direita) é que onde elas imperam, os cidadãos de esquerda arriscam a vida para viver no país de direita; mas não temos nota de alguém de país capitalista desejando viver em país comunista/socialista. Coréia do Norte e Coréia do Sul; Vietnam do Norte e Vietnam do Sul; Países da América Central/México e EUA; Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental (no passado).

Com a passagem do bastão presidencial de João Figueiredo para José Sarney (1985), os partidos alinhados com ideologias de esquerda e centro ajustaram seus lemes progressistas no Brasil até as eleições de 2018, quando Bolsonaro reacendeu a chama da ideologia conservadora (Deus, Pátria, Família, Liberdade).

Uma clareza preciso externar, o político de direita tem uma ideologia a apresentar; o político de esquerda defende uma ideologia definida; já os representantes dos partidos que compõem o Centrão buscam acomodar “sua ideologia” de acordo com o momento político/social/econômico.

Por mais que a velha imprensa venda a assertiva que o País esteja polarizado (“Bolsonarismo X Lulismo), me permito discordar. Na democracia norte americana conseguimos enxergar claramente a polarização Republicanos X Democratas, mas em terras tupiniquins, quem define o rumo político do Brasil é o Centrão, ou deveríamos chamá-lo “Sistema”, umbilicalmente ligado ao Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como cristãos somos chamados a discernir o que preservar e o que transformar, sempre guiados pelos valores do Pai celestial. Seja na vida cotidiana ou no diálogo político, a pergunta que nos cabe como cidadão: as escolhas que faço refletem os valores de Cristo? Essa deve ser a nossa verdadeira bússola.

A maturidade político/administrativa do Brasil está entrelaçada com nossas escolhas eleitorais em pessoas que teríamos coragem DE CONSTITUIR para conduzir nossa empresa, tê-lo como professor de nosso filho, ser o médico da família, ser o policial que protege meu bairro? Esse representante deve primar por SERVIR AO PAÍS, E NÃO SE SERVIR DO PAÍS.

Por Edson Silva, 23/11/2025

Fonte:

https://portal.unit.br/blog/noticias/como-funciona-o-centrao-e-seu-papel-na-politica-brasileira/

https://teologiamissional.com/2024/12/10/cristianismo-e-conservadorismo-uma-reflexao-sobre-fe-e-politica/

https://www.esquerdadiario.com.br/Os-comunistas-e-a-religiao-55261

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www2.ufjf.br/semic/files/2010/08/O-PARTIDO-PROGRESSISTA-E-A-POLITICA-IMPERIAL-ORIGENS-E-PROPOSTAS-1857-1870.pdf

2 comentários:

  1. Bom seria, Ilustre Mestre Amigo, se ainda estivéssemos numa democracia para que pudéssemos analisar a qualidade dos políticos a merecerem o nosso voto. Infelizmente a democracia foi golpeada a partir de 2019 e será difícil a reconstrução do estado de direito no Brasil.

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  2. O desafio é o que nos move, caro amigo Márcio. Democracia e liberdade são ensinos de Cristo para o nosso povo brasileiro. Isso é o que sempre colho de nossas conversas. Abraço fraterno.

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