Mestre em Ciências da Saúde, UnB; Auditor ISO 14.000; Auditor CONAMA 306; Pesquisador Saúde Pública

Minha foto
Desde muito cedo despertei o interesse para entender o sentido de “Gigante pela própria natureza” inscrito em nosso belo Hino Nacional Brasileiro. No meu pequeno mundo isso tinha formato de um sonho. Sempre acreditei que o trabalho produziria um Futuro que espelha essa grandeza. Entretanto, não poderíamos esperar “Deitado eternamente em berço esplendido”. Então, me debrucei sobre os livros e outros informes. A história da expansão territorial do Brasil ainda tem sido pouco pesquisada por nossa historiografia, apesar da importância estratégica e atual que reveste a questão. O potencial dos seis Biomas do Brasil nos credencia a produzir alimento para parte significativa dos 195 países do globo. Certo que temos problemas maiúsculos na seara da saúde de nosso povo, saúde primária, saúde regionais, saúde provenientes de epidemias e pandemia novo coronavírus. Nada que planejamentos estratégicos, planos de governo e planos de estado, com boa vontade e união de governantes não possam resolver.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Pautar Impeachment – responsabilidade do presidente do Senado Federal

 

Senado da República do Brasil e sua missão constitucional

A atual geração de senadores do Brasil tem efetivamente cumprido a missão que o povo brasileiro necessita deles? O papel privativo legal que esses parlamentares precisam desenvolver tem sido caracterizado pela honradez de reais representantes do Estado brasileiro? Em poucas linhas traçamos um panorama do quadro, em que o equilíbrio institucional está em total desarmonia. Como tratar esse momento nacional? 

Senador, surgimento.

A figura do senador surgiu na Roma Antiga, tradicionalmente com a fundação da cidade por Rômulo, por volta de 753 a.C. O termo "senador" deriva do latim senex, que significa ancião ou velho. 

Eram homens de idade avançada que usavam togas com faixas de púrpura, simbolizando sua posição de prestígio e responsabilidade. O cargo não recebia salário, sendo um posto de status, e exigia uma fortuna mínima. 

O conceito romano de um conselho de anciãos sábios serviu de modelo para senados modernos em todo o mundo, incluindo o dos Estados Unidos (1787) e do Brasil (1826). 

Histórico

O Senado foi criado inicialmente para ser um conselho consultivo do rei, composto por 100 chefes das principais famílias patrícias (chamados de patres ou anciãos), aumentando para 300 membros ao longo do tempo.

Os senadores tornaram-se a força política central de Roma, deliberando na cúria sobre políticas externas, finanças e guerra antes de submeter propostas aos cidadãos. Os membros eram vitalícios, escolhidos inicialmente por cônsules e depois por censores.

Os senadores na antiga Roma não eram eleitos diretamente pelo povo, mas sim nomeados, principalmente pelos censores durante a República ou pelo imperador no Império. A seleção baseava-se em riqueza (mínimo de 1 milhão de sestércios), status patrícia/plebeia, prestígio e ocupação prévia de magistraturas (cargos públicos). 

*Inicialmente, os senadores eram chefes de famílias patrícias (patres) escolhidos pelos reis e, depois, pelos cônsules (na República); no período imperial, o imperador passou a controlar o ingresso no Senado, muitas vezes nomeando indivíduos leais ou de províncias para fortalecer seu poder.

O cargo era para a vida toda, embora os censores pudessem destituir membros por conduta indigna ou perda de riqueza. De um grupo restrito de patrícios, o Senado passou a incluir plebeus ricos e, eventualmente, elites de outras regiões sob domínio romano.

No Brasil Império (1822-1889), os senadores eram escolhidos por meio de um sistema de lista tríplice, nomeados pelo imperador com mandatos vitalícios. O processo envolvia eleições indiretas, onde eleitores qualificados votavam em três nomes, e o imperador selecionava um deles, visando o equilíbrio do poder monárquico e elite política. O Imperador escolhia o senador a partir de uma lista com três candidatos mais votados em cada província. Após nomeados, os senadores ocupavam o cargo pelo resto da vida.

* Para ser candidato, era necessário ter mais de 40 anos, ser brasileiro, possuir "saber, capacidade e virtudes" e ter uma renda anual mínima de 800 mil-réis.

* As eleições eram indiretas, onde apenas homens com determinada renda anual podiam votar.

* Para ser candidato, era necessário ter mais de 40 anos, ser brasileiro, possuir "saber, capacidade e virtudes" e ter uma renda anual mínima de 800 mil-réis.

* Geralmente composta por membros da nobreza, magistratura, clero e exército.

* O Senado Imperial funcionava como a "Câmara Alta", um contrapeso entre o poder imperial e a Câmara dos Deputados, com os membros sendo considerados representantes da nação.

O primeiro Senado Brasileiro reuniu-se em 6 de maio de 1826; dos 50 senadores escolhidos pelas 19 províncias e pelo imperador: nove eram juízes, sete provinham da igreja, quatro do Exército, dois médicos, um advogado e quatro proprietários de terra; os demais 23 (barões, viscondes e marqueses) completavam a Câmara Alta.

Senador hoje, Brasil

São escolhidos por meio do voto majoritário direto, o mesmo sistema utilizado para eleger prefeitos, governadores e o presidente da República. Isso significa que é eleito o candidato (ou candidatos) que obtiver a maior quantidade de votos em seu estado ou no Distrito Federal, sem necessidade de segundo turno. No Senado a representação é fixa: cada um dos 26 estados e o Distrito Federal possui 3 senadores, totalizando 81 representantes.

Cada senador é eleito com dois suplentes (1º e 2º), que assumem o cargo em caso de afastamento definitivo, morte, renúncia ou quando o titular assume cargos como o de ministro de Estado

Possuem mandatos de 8 anos. As eleições ocorrem de quatro em quatro anos, mas a renovação da Casa é alternada: em um pleito, renova-se 1/3 (27 vagas) e, no seguinte, 2/3 (54 vagas). Em 2026, serão renovados dois terços do Senado. Portanto, cada eleitor deverá votar em dois candidatos diferentes para o cargo.

Alguns requisitos se fazem necessários:

  1. Nacionalidade: Ser brasileiro nato ou naturalizado; 2. Idade mínima: Ter pelo menos 35 anos (até a data da posse); 3. Direitos Políticos: Estar em pleno exercício de seus direitos políticos; 4. Afiliação: Estar filiado a um partido político; 5. Domicílio: Possuir domicílio eleitoral no estado pelo qual está se candidatando. 

Missão constitucional

São representantes dos Estados e do Distrito Federal no Poder Legislativo Federal (Congresso Nacional). Suas funções dividem-se em atuar na elaboração de leis (função legislativa) e fiscalizar o Poder Executivo (função fiscalizadora), com competências exclusivas voltadas para o equilíbrio federativo e o controle institucional.

Diferente dos deputados, que representam a população proporcionalmente, cada estado e o DF possuem três senadores, totalizando 81, o que promove equilíbrio, mesmo entre estados pequenos e grandes. 

https://sint-ifesgo.org.br/noticia/senado-aprova-r/

Principais Atribuições e Deveres

  1. Função Legislativa (Criar e Revisar Leis):
    • Propor, discutir e votar projetos de lei, emendas à Constituição (PEC) e medidas provisórias.
    • Atuar como Casa Revisora: Projetos aprovados na Câmara dos Deputados são enviados ao Senado para revisão, aprovação ou modificação.
  1. Competências Privativas do Senado (O que só o Senado faz):
    • Processar e julgar o Presidente e Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade (impeachment), além de ministros de Estado, comandantes das Forças Armadas, ministros do STF, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União.
    • Aprovar previamente, por voto secreto após arguição pública, a escolha de autoridades indicadas pelo Presidente, tais como: ministros do STF, tribunais superiores, Tribunal de Contas da União (TCU), presidente e diretores do Banco Central, além de embaixadores.
    • Autorizar operações externas de natureza financeira de interesse da União, estados e municípios.
    • Fixar limites globais para a dívida consolidada da União, estados e municípios.
  1. Fiscalização e Controle:
    • Fiscalizar o orçamento público federal.
    • Criar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar fatos determinados.
  1. Deveres de Representação:
    • Representar os estados e o Distrito Federal, garantindo que as unidades federativas menos populosas não sejam sobrepujadas na elaboração de leis.
    • Prezar pela discussão de leis que afetem a federação e fiscalizar os atos do Executivo. 

Impeachment de autoridades

Até o dia 15 de janeiro de 2.026 o total de representações por afastamento de ministros da Suprema Corte chegou a 72, considerando apenas os requerimentos apresentados contra os atuais integrantes do Supremo. Todos os pedidos passam pelo crivo do Presidente da Casa.

A respeito da apresentação e tramitação de representação contra ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Assessoria de Imprensa do Senado Federal informa o que segue:

Não existe previsão constitucional de impeachment de ministro do STF. No entanto, a Constituição Federal diz que compete ao Senado processar e julgar ministros do STF quanto a crimes de responsabilidade. Esses crimes são definidos na Lei n. 1.079/1950, conhecida como Lei do Impeachment. É essa norma legal que permite que qualquer cidadão, seja parlamentar ou não, denuncie os Ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador Geral da República, pelos crimes de responsabilidade que cometerem.

Os crimes listados são: alterar, por qualquer forma, exceto por via de recurso, a decisão ou voto já proferido em sessão do Tribunal; proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa; exercer atividade político-partidária; ser patentemente desidioso no cumprimento dos deveres do cargo; proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. As punições previstas são a perda do cargo, e a inabilitação, até oito anos, para o exercício de qualquer função pública.

A denúncia deve ser apresentada ao Senado Federal. Após protocolada, tramita com a denominação Petição (PET). O Presidente do Senado, que tem a competência de despachar as proposições legislativas, encaminha o pedido à Advocacia do Senado, que faz uma avaliação técnica da proposta antes de ela ser analisada pela Comissão Diretora. Somente então poderá ser levada para deliberação dos senadores. O processo do julgamento poderá seguir o mesmo rito do impeachment de presidente da República, nos termos previstos na Lei nº 1.079/1950.

Nunca foi aprovado um pedido de impeachment contra ministro do STF.

Os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal são públicos. Qualquer pessoa pode acompanhar o andamento dessas propostas. Basta acessar o portal do Senado no seguinte link: https://bit.ly/44OFWqp.

Quando o Senado Federal ou o Congresso Nacional não cumprem sua missão constitucional (por exemplo, omissão em legislar, abuso de poder ou inação diante de crises institucionais), a Constituição Federal de 1988 prevê mecanismos de reação para o povo e para os demais Poderes.

Aqui estão as principais formas de ação, dentro da legalidade:

1. Mecanismos de Participação Direta e Pressão Popular

  • Manifestações e Protestos: O direito à livre manifestação é garantido. Protestos nas ruas e em Brasília pressionam a agenda política e evidenciam a insatisfação popular.
  • Petição e Ouvidoria: Cidadãos podem enviar petições formais, sugestões de projetos de lei ou fazer denúncias formais via Ouvidoria do Senado, que devem ser respondidas.
  • Pressão nas Redes Sociais: O monitoramento e a pressão direta nas redes sociais dos senadores têm se mostrado um mecanismo eficaz de controle social e visibilidade da omissão.
  • Apoio a Processos de Impeachment: A população pode apoiar (por meio de abaixo-assinados e pressão pública) pedidos de impeachment de ministros do STF (que o Senado deveria julgar) ou contra outros agentes que estejam agindo de forma inconstitucional. 

2. Ações Judiciais (Controle pelo STF)

  • Mandado de Injunção (MI): Se o Senado não cria uma lei necessária para garantir um direito constitucional, qualquer cidadão ou partido pode entrar com um Mandado de Injunção no STF para "cobrar" essa lei.
  • Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO): Partidos políticos com representação no Congresso, a OAB, ou entidades de classe nacionais podem mover uma ADO para que o STF reconheça que o Congresso está sendo omisso e ordene a criação da lei.
  • Ação Popular: Qualquer cidadão pode ajuizar ação popular para anular atos lesivos ao patrimônio público, à moralidade administrativa ou ao meio ambiente, o que pode incluir omissões que causem danos. 

3. Ações Institucionais (Pressão dos Pares)

  • Ação de Senadores da Oposição: A minoria no Senado pode utilizar o Regimento Interno para obstruir votações, forçar a leitura de pedidos de impeachment e usar a tribuna para denunciar a omissão, buscando o apoio da opinião pública.
  • Representação ao Ministério Público: Cidadãos podem representar ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando que este investigue omissões que configurem crimes de responsabilidade ou atos de improbidade administrativa. 

4. Voto Consciente (Ação a Médio/Longo Prazo)

  • Substituição nas Eleições: O mecanismo mais direto de responsabilização é não reeleger os senadores omissos nas eleições seguintes, optando por representantes comprometidos com a Constituição.

Concluindo:

Pautar um processo de impeachment não é estabelecer condenação, é um levantamento de acusações para averiguar condutas de autoridades com foro privilegiado. É uma chance de ouro para que o denunciado comprove que todas as suas ações seguem os princípios estabelecidos na Constituição Federal, em seu artigo 5º.

  • Não é uma condenação automática (levantamento de acusações): O processo começa com uma denúncia que aponta crimes de responsabilidade. O objetivo inicial é investigar e averiguar condutas de altas autoridades (Presidente, Vice, Ministros de Estado, Ministros do STF, entre outros). É instaurado por denúncia no Congresso Nacional.
  • Foro privilegiado/Autoridades: O impeachment é, de fato, a via política para investigar condutas de autoridades com foro especial, como Presidente e Ministros.
  • Natureza Mista: Ele é jurídico porque deve se basear em crimes de responsabilidade previstos na Constituição e na Lei nº 1.079/1950, mas é político porque o julgamento é conduzido pelo Senado Federal.
  • Possibilidade de Condenação: Embora o processo inicie como uma averiguação de condutas, ele pode, sim, resultar em condenação. Se aprovado por maioria qualificada (dois terços do Senado, ou 54 votos), o resultado é a perda do mandato e a inabilitação para funções públicas por 8 anos. 

Senhores Senadores, honrem o mandato que o povo de seu Estado lhe outorgou. Seja justo com as autoridades com foro privilegiado. Ofereçam a elas a OPORTUNIDADE DE DEFESA. Como todo cidadão brasileiro eles também merecem se defender de um processo.

Por Edson Silva, 10 de fevereiro de 2026.

Fontes:

https://www12.senado.leg.br/assessoria-de-imprensa/notas/como-tramita-um-pedido-de-impeachment-contra-ministro-do-stf

https://www.estadao.com.br/politica/senado-acumula-pedidos-impeachment-contra-ministros-stf-nprp/?srsltid=AfmBOopGvAzb3vPrI5FNSbG3LxomcHbzjYJLD_Eu4N6Ro2f2zfe3N4c5

Visão geral criada por IA

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A comunicação dos lobos – a comunicação dos policiais

Revisitando o passado profissional, uma singela contribuição

Em meados dos anos 2.000, quando somava minha primeira década na força policial, entendi que poderia colaborar com a experiência de vida (período de saúde no Exército, profissional liberal e no Estado de Rondônia, como farmacêutico-bioquímico, magistério). Esses patrimônios profissionais se associaram como um amálgama na formação de meu ser.

https://mundoanimaldicasecuriosidades.com/como-lobos-se-comunicam-na-alcateia-sons-e-gestos/

O lobo

Quando crianças, nos ensinam a manter distância dos Lobos, - podem ser criaturas terríveis.

Quase todo ser humano é ensinado a ter o mesmo tipo de sentimento, mas deve ser fonte de fascínio e preocupação o fato de os Lobos sofrerem este tipo de preconceito. Chega a ser irônico o fato de os Lobos terem desenvolvido um alto nível de comunicação interna entre os companheiros, membros da mesma alcateia, enquanto dão pouca atenção à sua comunicação externa.

Os Lobos compreendem a necessidade de uma boa comunicação interna – as alcateias são compostas por indivíduos que respeitam a individualidade uns dos outros. Por isso, os membros da alcateia ficam quase sempre dispersos.

- “A história de nossa pobre imagem pública e a perseguição que sempre sofremos por causa disso são longas e tristes”.

Alguns mitos a nosso respeito talvez tenham tido origem ainda na lenda de Rômulo e Remo, supostamente amamentados por uma Loba. “Tomem cuidado com os falsos profetas que chegam a você vestidos em pele de carneiro, mas, na verdade, não passam de vorazes Lobos”. Mateus 7:15.

Outras estórias: O Lobo Teotônio que devorou o sol no fim do mundo, as fábulas do Esopo, Chapeuzinho Vermelho, Os três Porquinhos, Pedro e o Lobo. Todas marcando a figura malvada do Lobo.

-          O problema é que a percepção é realidade e a realidade é percepção! Alguns comportamentos de Vocês Lobos são assustadores para os Consumidores e eles, com o tempo, passaram a exagerar a interpretação desse comportamento. Os exageros se tornaram realidade. Vocês não conseguiram capitalizar em cima de Suas qualidades. Se o tivessem feito, elas é que teriam se tornado exageradas gerando um exagero positivo, e o retorno se transformaria numa nova realidade.

-          Não atacamos qualquer animal com que entramos em contato. Primeiro, nós os testamos, quase sempre optando pelos velhos, fracos ou doentes. Essa é a nossa contribuição para o ecossistema – isto não é propalado.

-          Os Lobos desenvolvem uma tremenda unidade de objetivos. Compreendem o poder da sinergia. Acreditam ser o trabalho em equipe um nível de atividade superior à competição interna. Equipes de sucesso só competem com outras equipes – filosofia que não é divulgada.

-          A maioria das equipes de sucesso cria e cultiva uma rede de amigos e de influência – falha dos Lobos. Devemos construir uma rede de trabalho corporativo que abranja um corpo maior de participantes, além dos membros de sua própria família.

-          A energia competitiva dos Lobos é, na maior parte, dirigida aos de fora. Isto faz com que os Lobos tenham as equipes mais eficientes do que a maioria dos outros animais, entre os quais, frequentemente, há tanta competição interna quanto de equipes entre si.

-          Vocês têm feito um maravilhoso trabalho de desenvolvimento de um magnífico sistema de comunicação dentro de suas próprias fileiras, mas sua desatenção em relação às comunicações externas resultou numa imagem desagradável, pela qual, agora pagam um preço elevado.

-          Devemos tentar alterar a imagem pública dos Lobos através da divulgação daquilo que temos de bom, do que sabemos fazer bem-feito e de nossas potencialidades.

https://blog.grancursosonline.com.br/concurso-prf-tera-1-500-vagas/

O policial

Em muito do texto acima vemos a figura do policial em nosso Brasil, e, fechando mais o foco de nossa câmera, o nosso Policial Rodoviário Federal.

É certo que muitas das características positivas dos Lobos, - compreender a necessidade de uma boa comunicação, sua divisão de trabalho, seu nível de organização, desenvolver uma confiança total em seus companheiros, organizar-se em grupos eficientes e forjar um poderoso espírito de equipe, posso afirmar que ainda estamos na busca desse entendimento e no seu aprendizado. Precisamos nos ater à observação, estudo do comportamento, análise psicológica e de sensibilidade, além de compreender o aspecto sociológico da função dos integrantes de nossa corporação para fortalecer o caráter interno de nossa corporação. Necessário é que nos apliquemos mais no senso organizacional. Ressalvemos aqui que os Lobos agem por instinto puramente animal de sobrevivência.       

Mas, o tema central do paralelo acima, sem permitir que se perca a importância o aspecto organizacional, é que devemos alterar a imagem pública dos Policiais Rodoviários Federais por meio da divulgação daquilo que temos de bom, do que sabemos fazer bem-feito, de nossas potencialidades.

A mídia não tem demonstrado um interesse maior em divulgar nossas ações, nossas realizações em prol da sociedade. A grande maioria de nossos profissionais são zelosos, honestos, cônscios de suas obrigações e deveres. No entanto, na maioria das vezes, só aparece o nome da corporação em manchete quando um de seus integrantes manchou seu nome, denegrindo assim a imagem de todos.

Entendo que podemos e devemos como forma de demonstrar espírito de corpo, de solidariedade e responsabilidade social apresentar o potencial de nossos profissionais da segurança que se complementam nas mais variadas profissões, quer nas áreas jurídicas, do ensino, da administração, contábeis, da informática, da saúde, entre outras, estendendo nossa participação no meio político – centro de todas as decisões.

Março de 2006, Edson Silva, PRF – 21ª SRPRF.

Por Edson Silva, 07 de janeiro de 2026


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Moção de Aplauso pelos 85 anos da PRF no Brasil, 37 anos salvando vidas em Rondônia

Solenidade realizada na Assembleia Legislativa de RO, agosto de 2013

(visitando a história)

Agradecimento a Deus pelo dom da vida.

Agradecimento ao deputado Dr. Ribamar Araujo pela proposição dessa homenagem.
Agradecimento a essa casa de leis pelo acolhimento da proposição, amizade e respeito pela categoria PRF.

Por que ser PRF? Um vencimento generoso? O status profissional? Reconhecimento e respeito da sociedade? Uma rotina diária tranquila? O uso da farda e da arma confere algum poder?

Que fascínio a profissão PRF exerce sobre o brasileiro que a leva à condição de ter um dos mais concorridos concursos públicos do país? Nesse momento estamos vivendo um processo seletivo.

Foto de acervo pessoal

No decorrer dos meus 18 anos de vida ativa PRF me preparei para exercer atividades diversa da policial – magistério superior, farmácia-bioquímica, administração, gestão ambiental, pesquisa na área de saúde pública – mas, me flagrei no desafio de presidir o sindicato PRF RO-AC.

É até possível, Sr. Presidente, que essa situação de defender a categoria PRF tenha ocorrido pela curiosidade científica de escrever artigo sobre a vida, nada rotineira, dos PRFs. Sabemos a hora que assumimos nossas funções, entretanto, o que ocorrerá no transcorrer do plantão e a que hora voltaremos ao convívio familiar é sempre uma incógnita.

Talvez aí resida o fascínio, dep. Dr. Ribamar.

Elaborei o estudo Policiamento Rodoviário Federal – atividade estressante, insalubre, perigosa e de risco – com a finalidade de colocar a sociedade a par do exercício complexo do Policial Rodoviário Federal. E, nesses poucos minutos, quero compartilhar:

– Policiais e seguranças têm a profissão mais estressante do mundo. Em seguida, vem os motoristas de ônibus e os controladores de voo. Executivos, bancários e atendimento ao público empatam na terceira colocação. A pesquisa foi realizada pela ISMA-BR (International Stress Management Association) do Brasil em 2003.

– A Organização Mundial de Saúde catalogou a atividade policial, devido às suas peculiaridades, como insalubre, perigosa, geradora de imenso estresse pelo período de contínuo esforço físico e da exigência intermitente da acuidade e higidez mental. Pois o policial tem a missão, que lhe foi confiada pelo Estado, de garantir, com o risco da própria vida, a integridade física e o patrimônio dos cidadãos comuns.

– Em sua atividade cotidiana o policial depara-se com os mais diversos tipos de situações, muitas delas desfavoráveis, permeadas de violências. Talvez a violência maior e pouco visível seja aquela tão bem descrita por MINAYO e SOUZA (2003), que é a de viver numa profissão-perigo, podendo ser morto a qualquer momento, ou seja, o risco inerente ao trabalho que os coloca numa situação de incerteza e tensão permanentes, inclusive fora dos horários e locais de trabalho.

– A atividade policial favorece o desenvolvimento do burnout, principalmente quando os policiais já não conseguem se adaptar às exigências do meio em que atuam. Segundo os estudos de ROMANO (1996), em decorrência da exposição diária a novas situações, às relações interpessoais estabelecidas, o confronto entre vida e morte que expõe o policial e os companheiros de guarnição a riscos físicos e emocionais.

– Seja no sentido de perigo ou de escolha, o conceito de risco desempenha um papel estruturante das condições laborais, ambientais e relacionais para esse grupo social, uma vez que seus corpos estão permanentemente expostos e seus espíritos não descansam (GOMES et al., 2003). Eles vivem o que GIDDENS (2002) denomina de “risco de alta consequência”. O exercício do trabalho de elevado risco se comprova pelas taxas de mortalidade e de morbidade por agressões de que são vítimas, dentro e fora das corporações, taxas essas muito mais elevadas que as da população em geral.

– A síndrome de Burnout na atividade policial representa “a etapa final das progressivas tentativas malsucedidas do indivíduo em lidar com o estresse, decorrente das condições de trabalho negativas, sendo que as peculiaridades de estresse ocupacional podem ser classificadas em baixo, médio e alto risco, estando a profissão classificada como de alto risco. Sobre os efeitos do burnout sobre o policial o autor considera que estão relacionados ao desgaste e aos estágios na carreira policial, além das consequências individuais e organizacionais”.

– As profundas alterações que o trabalho noturno provoca nos sistemas biológicos do ser humano, especialmente no ciclo circadiano – designa o período de aproximadamente um dia (24 horas) sobre o qual se baseia todo o ciclo biológico do corpo humano e de qualquer outro ser vivo, influenciado pela luz solar. Relacionam-se, ainda, às dificuldades com relação aos horários de alimentação e do sono, que se tornam inevitavelmente irregulares, às complicações na convivência familiar, em virtude dos horários não coincidentes, aos empecilhos óbvios de se obter um bom período de descanso durante o período diurno. As consequências prejudiciais do trabalho noturno podem ser de tal ordem, que alguns autores, como o biomédico Luis Menna Barreto, estimam que o trabalhador submetido a este horário de trabalho pode “ter uma expectativa de vida quase dez por cento menor do que os outros trabalhadores”.

– No que se refere a problemas de saúde, algumas pesquisas relatam que os policiais têm taxas mais altas de doenças de coração, úlceras, suicídio e divórcio que a população geral, embora, pelo menos para taxas de suicídio, não seja um achado de todas. Outras revelam taxas de doenças e acidentes oito vezes mais altas para os policiais do que para funcionários públicos (LENNINGS (1997).

– Esperança de vida em anos (tábua de mortalidade – IBGE) em 2007

homem

69

mulher

76,5

policial

54

Em que pese a evolução da acessibilidade às diversas formas de tratamento de saúde, surpreendentemente, a expectativa de vida média dos policiais rodoviários federais é de 54 anos, cerca de 16 anos inferior à média da população brasileira.

– Diuturnamente a Polícia Rodoviária Federal, por meio de seus agentes, realizam policiamento ostensivo, fiscalizam veículos, atendem acidente, socorrem usuários com veículo em pane nas rodovias federais. Em defesa da incolumidade da sociedade realizam prisão de preventivados da justiça, apreensão de drogas, de produtos contrabandeados, fiscalizam produtos perigosos, entrada de estrangeiros ilegais no País, tráfico de seres humanos, trabalho escravo, exploração sexual de menores, crimes ambientais.

– Fiscalização, policiamento e sinalização sob sol forte, chuva, vento, frio ou calor no transcorrer do dia ou noite, varando a madrugada. Contato direto com a sociedade em geral, daquele que produz a riqueza para a nação ao que se envolve com a marginalidade – de pequenos a grandes delitos. Apenas as experiências dos anos vividos nas rodovias somados à sensibilidade no trato com o usuário limitam a longevidade do policial rodoviário federal nas suas atribuições legais.

– As múltiplas exigências para o cumprimento de sua missão, o risco de morte diário (quer em serviço ou folga deste), a violência do trânsito e do cotidiano da sociedade contemporânea, o processo insalubre a que está sujeito na sua atividade rotineira, a exigência do estado de alerta 24 horas diárias, o desgastante labor noturno, obrigam o policial rodoviário federal a viver um constante “stress” em seu meio ambiente de trabalho.

Senhoras, senhores, essa é a vida do Policial Rodoviário Federal. Precisamos que todas as forças vivas desse país olhem com carinho para esses profissionais da segurança pública, e estendo essa visão às demais Polícias do Brasil. Classe política, e aqui conclamamos a nossa Assembleia Legislativa de Rondônia, aos detentores de cargos no executivo e a sociedade como um todo, ... um país mais seguro e mais justo passa por uma polícia bem-preparada, bem remunerada e respeitada.

Muito obrigado

Edson Silva

Presidente – SINPRF-RO/AC

 

(Uma moção de aplausos é um instrumento oficial do Poder Legislativo (Câmara Municipal, Assembleia Legislativa) para reconhecer, homenagear e valorizar publicamente indivíduos, entidades, grupos ou instituições por ações notáveis, serviços relevantes ou destaque em suas áreas de atuação. É uma forma de gratidão, sem caráter de benefício financeiro). 

Por Edson Silva, 05 de fevereiro de 2026.

 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Porque fluxos migratórios tem se acentuado no Brasil

 Migração, Imigração, Emigração – Brasil

Que políticas públicas foram implementadas nos últimos 40 anos no Brasil visando dar a conhecer a potencialidade que o Brasil representa no contexto global? Na atualidade o governo, dito progressista, incentiva os programas sociais em detrimento do empreendedorismo, característica dos países que despontam economicamente no cenário mundial. Diante disso não é de estranhar que o êxodo de brasileiros assume proporção assustadora.

Interessante que a vontade em fixar uma nova residência/trabalho concentra-se, prioritariamente, em países democráticos conservadores e/ou liberais. Qual a justificativa para essas escolhas não se darem pelos estados nacionais onde vigore a democracia relativa, administrada por ditadores (prática de autoritarismo e repressão)??

https://br.images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwriqxP7r2FpDgIAyl3z6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3BpdnM-?p=exodo+de+brasileiros

Quase metade (40%) dos brasileiros têm interesse em emigrar, ou seja, sair do Brasil, enquanto 57% não demonstram essa disposição, é o que aponta o 18º levantamento Observatório Febraban, divulgado nesta quinta-feira (18/12/25).

Segundo a pesquisa, o desejo de morar fora varia conforme a faixa etária: o interesse é maior entre as gerações mais jovens, atingindo 50% da Geração Y (nascidos entre 1980 e 1995) e 44% da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010).

Entre os nacionais que desejam sair do país, as preferências se concentram em países ocidentais, alinhando-se aos locais onde já existem grandes comunidades brasileiras:

  1. América do Norte: Os Estados Unidos lideram o ranking com 37%, seguidos pelo Canadá (9%);
  2. Europa: É o continente favorito no total (60%), com Portugal na liderança (22%), seguido por Itália (12%), Espanha (8%), Inglaterra (7%) e Suíça (6%);
  3. Ásia: Japão e China aparecem com 5% e 4% das menções, respectivamente.

Migração é o movimento geral de pessoas de um lugar para outro (dentro do mesmo país ou entre países); Emigração é o ato de sair de um país de origem; e Imigração é o ato de entrar em um novo país para morar (Visão geral criada por IA)

O ano de 2025 foi um ano de dinâmica migratória complexa, com o Brasil se consolidando como destino turístico e recebendo imigrantes, mas também enfrentando um forte fluxo de saída de seus próprios cidadãos, além de uma reconfiguração dos fluxos migratórios internos. 

Migração interna

Pela primeira vez desde o começo da série histórica, em 1991, o estado de São Paulo registrou mais saídas do que entradas de moradores vindos de outros estados, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (27/06/2025). Os dados indicam uma mudança no mapa migratório brasileiro, com os principais centros urbanos do Sudeste perdendo protagonismo como polos de atração, aponta o levantamento.

Segundo o Censo 2022, os cinco estados que mais ganharam moradores no saldo migratório interno entre 2017 e 2022 foram:

  • Santa Catarina (+354.350 pessoas); Goiás (+186.827); Minas Gerais (+106.499); Mato Grosso (+103.938) e; Paraná (+85.045).

Na outra ponta, os que mais perderam população para outros estados foram:

  • Rio de Janeiro (-165.360 pessoas), Maranhão (-129.228), Distrito Federal (-99.593); Pará (-94.097) e; São Paulo (-89.578).

“Essa tendência pode ser explicada por fatores estruturais como a expansão agrícola, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento dos polos urbanos da região”, segundo os pesquisadores do IBGE.

A Região Nordeste é tradicionalmente a principal região de origem dos fluxos migratórios internos do país, com muitos moradores buscando melhores oportunidades em outras regiões, embora fluxos de retorno tenham se intensificado nas últimas décadas.

Imigração

Cresce ano após ano a quantidade de brasileiros que tentam a sorte fora das nossas fronteiras. De 2015 para 2023 — ano-base dos dados mais recentes do Ministério das Relações Exteriores —, o salto no número de imigrantes foi de 81,4%. Em 2023, havia 4,9 milhões de brasileiros fora do país, o maior número desde 2001, quando os dados oficiais começaram a ser contabilizados. Em 2015, esse contingente era de 2,7 milhões de pessoas.

Os dez destinos mais buscados são Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Reino Unido, Japão, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá e Argentina. De acordo com os números mais recentes, os EUA abrigam 42,5% desses imigrantes (2,08 milhões de pessoas). Em Portugal, o segundo país mais procurado, são 513 mil brasileiros. O Paraguai abriga 263.200 cidadãos do Brasil. No Reino Unido, há 230 mil. O Japão tem 210.471 pessoas nascidas no Brasil.

O fenômeno do êxodo tem se expandido também para países vizinhos, como Uruguai e Paraguai, que vêm atraindo brasileiros principalmente por vantagens fiscais e custo de vida reduzido.

A instabilidade do governo brasileiro e as crises econômicas levaram as pessoas a procurarem melhores oportunidades no exterior, de acordo com a advogada Gabriela Lima, sócia da área trabalhista e de imigração do escritório Tozzini Freire. “Os brasileiros buscam mais segurança e qualidade de vida. Alguns países oferecem educação e saúde sem custo ou com melhor acesso. A globalização e o trabalho remoto também contribuíram para esse fenômeno”, pontua.

Há países que buscam mão de obra especializada de forma geral (não apenas brasileira) e, por isso, facilitam a entrada, de acordo com ela. Alguns exemplos são Canadá, Portugal, Alemanha, Austrália, Irlanda, Itália e Reino Unido. “Os brasileiros também conseguem autorização para trabalhar de forma mais simples nos países do Mercosul”, diz a advogada.

Por que poucos querem sair e muitos querem entrar nos EUA

O grande número de pessoas que desejam entrar nos Estados Unidos, em contraste com o pequeno número que deseja sair, deve-se a uma combinação de fatores de atração ("pull factors") e fatores de repulsão ("push factors"). Os EUA são vistos como a terra das oportunidades econômicas, liberdade e segurança, enquanto muitos países de origem sofrem com condições adversas. (Visão geral criada por IA)

Por que poucos querem sair e muitos querem entrar nos países europeus

Principalmente à busca por melhor qualidade de vida, segurança pública e oportunidades econômicas. Indicadores sociais e econômicos demonstram uma diferença significativa entre as regiões, o que desencadeia a chamada "fuga de cérebros" ou, simplesmente, a busca por uma vida mais digna e estável. 

Por que muitos brasileiros querem sair e poucos querem retornar ao Brasil

Muitos brasileiros desejam sair do país devido a uma combinação de desafios econômicos, insegurança e instabilidade política, enquanto o Brasil, embora tradicionalmente acolhedor, enfrenta dificuldades em atrair e reter imigrantes devido a problemas estruturais semelhantes (Visão geral criada por IA). 

Entre os principais motivos para esse fluxo migratório, Ricardo Molina elenca a insegurança pública, que afeta principalmente quem possui maior poder aquisitivo, como empresários e profissionais de alta renda, e a elevada carga tributária, considerada um obstáculo para quem deseja empreender. Além disso, a perda do poder de compra em razão da inflação tem se tornado uma queixa recorrente, mesmo entre empresários e profissionais liberais.

O Brasil visto de cima

Embora o Brasil seja historicamente um país de imigração, com uma legislação migratória relativamente aberta, ele enfrenta desafios para atrair grandes fluxos de imigrantes que não sejam de países em crise humanitária (Visão geral criada por IA). 

Imigrantes em potencial de países desenvolvidos enfrentam as mesmas dificuldades que motivam os brasileiros a saírem: desigualdade social acentuada, problemas de infraestrutura e ineficiência de serviços públicos. A imagem internacional do Brasil é frequentemente associada a crises econômicas e violência, o que pode desencorajar a imigração voluntária em massa, exceto em casos de necessidade extrema ou atração por nichos específicos, como o nomadismo digital (Visão geral criada por IA). 

Êxodo de nacionais

Movimento crescente de brasileiros deixando o país atinge patamares inéditos em 2025, com aumento de milionários, profissionais qualificados e trabalhadores comuns buscando oportunidades e qualidade de vida no exterior. Relatórios e relatos confirmam a nova onda migratória.

Um relatório recente da consultoria britânica Henley Partners confirma que o Brasil aparece entre as principais nações com fluxo intenso de emigrantes, sobretudo entre investidores com patrimônio a partir de 1 milhão de dólares, empresários, profissionais especializados e, em menor escala, trabalhadores em busca de oportunidades de emprego no exterior, conforme destacou Ricardo Molina

Nas décadas passadas, o perfil do imigrante brasileiro era formado majoritariamente por pessoas em busca de funções básicas, com o objetivo de trabalhar por um tempo e enviar recursos para o Brasil. Hoje, entretanto, médicos, engenheiros, advogados, empresários e profissionais de tecnologia representam uma fatia crescente dos brasileiros que partem para o exterior.

Dados oficiais mostram que, só em 2024, mais de 15 mil brasileiros se naturalizaram cidadãos americanos, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.

O movimento, que inclui tanto profissionais altamente qualificados quanto trabalhadores comuns, tende a se intensificar nos próximos anos, consolidando o êxodo de brasileiros rumo a novos destinos.

Concluindo,

Não tenho a menor dúvida que o Brasil é uma terra abençoada: solo que contempla uma produção agrícola ímpar (com ampla possibilidade de multiplicar); potencial substancial de minérios (incluindo minerais críticos, terras raras); reserva de água doce líquida (tanto superficial quanto subsuperficial); seis (6) dos nove (9) biomas mais importantes do globo; plantas industriais com alta produtividade (Petrobras, JBS, Raízen, Suzano, ArcelorMittal e Gerdau, que lideram setores como Óleo/Gás, Alimentos, Energia, Celulose, e Siderurgia); ambiente propício para Turismo variado em cada unidade da Federação; nossa rica Floresta Amazônica, e ainda mais rica Amazônia Azul.

Nossa infeliz opção por uma política econômica de especulação em detrimento de uma política para a produção está levando ao êxodo de uma parcela significativa de brasileiros. Está claro que precisamos agregar valor às nossas comodities, segurar e estimular nossos “melhores cérebros”. Uma política de Estado se sobrepõe a políticas de Governo. Projetos de poder não cabem em um Brasil com B MAIÚSCULO.

Diante desse cenário, será que o Brasil conseguirá reverter essa onda migratória nos próximos anos, ou veremos cada vez mais cidadãos buscando qualidade de vida e segurança fora do país?

Por Edson Silva, 09/01/2026

Fontes

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://portaldeimigracao.mj.gov.br/images/Obmigra_2020/OBMIGRA_2025/Ref%C3%BAgio_em_N%C3%BAmeros/Relato%CC%81rio_Refu%CC%81gio_em_Nu%CC%81meros_10%C2%AAedpdf.pdf

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2025/12/18/quase-metade-dos-brasileiros-considera-deixar-o-pais-aponta-levantamento.ghtml

https://www.conjur.com.br/2025-fev-23/populacao-de-brasileiros-no-exterior-aumentou-814-desde-2015/#:~:text=Os%20dez%20destinos%20mais%20buscados,Mercosul%E2%80%9D%2C%20diz%20a%20advogada.

https://clickpetroleoegas.com.br/brasileiros-desistindo-do-pais-exodo-bate-recorde-em-2025-com-fuga-de-milionarios-profissionais-e-ate-trabalhadores-comuns-afch/#:~:text=*%20/%20Curiosidades.%20*%20/%20Brasileiros%20desistindo,de%20milion%C3%A1rios%2C%20profissionais%20e%20at%C3%A9%20trabalhadores%20comuns.

https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2025/06/27/pela-1a-vez-sp-tem-mais-gente-saindo-do-que-chegando-sc-tem-maior-ganho-de-populacao-por-migracao-no-brasil.ghtml

domingo, 23 de novembro de 2025

Direita VERSUS Esquerda VERSUS Centrão

 Como vivem, o que fazem, como decidem, o que defendem.

Apocalipse 3:15 Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que fosse frio ou quente; 16 Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.

Quem é quente ou frio define a sua essência com clareza. Sabe que para escolher determinada situação deverá renunciar outras e ponto final. São pessoas que definem suas decisões e sabem que todas elas terão consequências, mas desta forma, encontram resultados.

Histórico partidário no Brasil

No Império do Brasil o Partido Conservador (criado em 1836) defendia um governo centralizado e forte; o Partido Liberal (criado em 1840) buscava mais autonomia para as Províncias; o Partido Progressista surgiu em 1862, com liberais dissidentes e alguns conservadores (de onde surgiu o movimento republicano).

Ideologia política

Conjunto de ideias, crenças e valores que orientam a visão de uma pessoa, grupo ou sociedade sobre como a sociedade deve ser organizada e quais são os melhores caminhos para atingir os objetivos sociais, econômicos e políticos. Ela serve como um sistema de crenças para interpretar a realidade e propõe programas de ação para alcançar metas (liberalismo, conservadorismo, comunismo e socialismo). 

Conservador X Liberal X Progressista; Capitalismo X Socialismo X Comunismo; Bolsonarismo X Lulismo X Centrão; Republicano X Democrata - EUA

https://www.facebook.com/rankingdospoliticos/posts/j%C3%A1-sabiapara-o-levantamento-os-considerados-partidos-de-centro-foram-agir-avante/604947815506276/

DIREITA/CONSERVADOR/LIBERAL/

O que preza um conservador

O conservadorismo é uma filosofia que defende a manutenção de instituições, costumes e valores sociais que funcionaram ao longo do tempo. 

Valores e princípios:

  • Tradição e continuidade: Acredita que a sabedoria acumulada de gerações passadas, manifestada em costumes e instituições (como a família e a religião), é um guia seguro para a sociedade. Mudanças devem ser lentas e graduais.
  • Ordem moral duradoura: Defende a existência de uma ordem moral e de valores que devem ser preservados, associados à moralidade cristã no contexto ocidental.
  • Comunidades voluntárias: Valoriza as comunidades locais, a família e outras associações voluntárias, que considera a base da sociedade.
  • Prudência: Desconfia de utopias e de mudanças radicais, priorizando a estabilidade e a experiência prática em vez de teorias abstratas.
  • Limitação do poder: Defende a necessidade de limites prudentes sobre o poder e as paixões humanas.
  • Hierarquia: Embora não seja um ponto universal, alguns conservadores valorizam uma certa hierarquia social e familiar como parte da ordem natural. 

O que preza um liberal

O liberalismo é uma filosofia que coloca a liberdade individual no centro de sua visão, buscando romper com estruturas tradicionais que oprimem ou limitam essa liberdade. 

Valores e princípios:

  • Liberdade individual: É o princípio fundamental. O liberalismo defende os direitos e liberdades individuais, como liberdade de expressão, religiosa e de ir e vir.
  • Livre mercado: Defende a propriedade privada, o livre mercado e a não intervenção excessiva do Estado na economia, acreditando que a competitividade gera riqueza e prosperidade.
  • Estado de direito: Preza a igualdade de todos perante a lei e a limitação do poder estatal, garantindo os direitos individuais.
  • Progressismo: Acredita na mudança, na transformação e no progresso, usando a razão para solucionar problemas e melhorar a sociedade.
  • Democracia: Valoriza a democracia liberal como forma de governo que protege os direitos individuais e a autonomia. 

A união "conservador/liberal"

A expressão "liberal na economia e conservador nos costumes" é comum para descrever uma visão que: 

  • Apoia a liberdade econômica, o livre mercado e a mínima intervenção estatal, alinhando-se com o liberalismo econômico.
  • Ao mesmo tempo, defende valores sociais, morais e culturais tradicionais, alinhando-se com o conservadorismo social. 

ESQUERDA/PROGRESSISMO/COMUNISMO/SOCIALISMO

O que defende um cidadão de esquerda

Os ideais que um progressista/comunista preza, de acordo com o marxismo, visam a criação de uma sociedade sem classes, sem propriedade privada dos meios de produção e, em última instância, sem Estado. Embora existam diversas variantes e interpretações, os princípios que vendem incluem a igualdade, a coletividade e o fim da exploração. 

Princípios e objetivos centrais

  • Propriedade comum: A propriedade dos meios de produção (fábricas, fazendas, minas) deve ser de domínio comum, não privada. O objetivo é que os recursos sejam alocados de acordo com a necessidade de cada um, e não com base no lucro individual.
  • Abolição das classes sociais: Busca-se eliminar a divisão da sociedade em classes sociais, especialmente entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (trabalhadores). A meta é acabar com a exploração do trabalho e a desigualdade que dela deriva.
  • Distribuição de acordo com as necessidades: O princípio "De cada qual, segundo a sua capacidade; a cada qual, segundo a sua necessidade" resume a ideia de que a riqueza deve ser distribuída com base no que as pessoas precisam para ter uma boa vida.
  • Emancipação do trabalhador: O comunismo defende a liberdade do trabalho alienado, onde o trabalhador é explorado pelo capitalista. Busca-se a valorização do trabalho e a garantia de que os frutos dele sejam usufruídos por todos.
  • Coletivismo: A colaboração e o bem-estar da sociedade como um todo são valorizados acima do individualismo. Em uma sociedade comunista, as pessoas trabalhariam em conjunto para produzir e distribuir os bens necessários para viver.
  • Fim do Estado (a longo prazo): Na teoria marxista, o Estado é visto como um instrumento da classe dominante. A fase final do comunismo, a sociedade sem classes, implicaria o desaparecimento gradual do Estado, que se tornaria desnecessário. 

Na realidade

É importante notar que a implementação histórica do comunismo, especialmente em regimes autoritários como a antiga União Soviética e a China, desviou-se de muitos desses ideais teóricos, resultando em:

  • Falta de incentivo ao lucro e inovação: Críticos apontam que o planejamento centralizado e a falta de lucro podem reduzir a produtividade e a inovação econômica.
  • Perseguição política e religiosa: Regimes que se autodenominaram comunistas foram historicamente associados à perseguição de opositores políticos e religiosos.
  • Governança autocrática: Muitos regimes comunistas se tornaram governos autocráticos, em contraste com a ideia teórica de autogoverno. 

O militante comunista, entretanto, deve ter essa clareza e ateísmo que é inerente ao marxismo, mas é preciso saber como se utilizar dele. Lênin vê como chave a luta de classes, diz: é preciso saber lutar contra a religião, e para isso é preciso explicar de modo materialista a fonte da fé e da religião entre as massas. Não se pode limitar a luta contra a religião a uma prédica ideológica abstrata, não se pode reduzi-la a essa prédica; é preciso pôr esta luta em ligação com a prática concreta do movimento de classe dirigido para a eliminação das raízes sociais da religião.”

Portanto, enquanto na teoria buscam a igualdade e a justiça social, as experiências históricas de sua aplicação concreta levantam questionamentos e são frequentemente criticadas. 

CENTRÃO

Origem - Quando se trata da política no século XIX é comum ler que dois grandes partidos se revezaram no poder durante o Segundo Reinado – o partido liberal e o conservador. Não se destaca, contudo, a existência de outros grupos políticos. Neste sentido, merece destaque a atuação da Liga ou Partido progressista, que se organizou inicialmente na Corte, no contexto das eleições de 1860, formado a partir das dissidências conservadoras, mas também liberais, e chamado de “moderado”, “liga”, “ligueiros” (em tom pejorativo).

O Centrão surgiu durante a Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988) como um bloco de parlamentares de centro e centro-direita que se uniram para se contrapor às propostas consideradas mais progressistas da esquerda e de partidos como o PMDB. A formação desse grupo, influenciado por interesses conservadores e empresariais, teve como objetivo principal negociar e influenciar o processo de elaboração da nova Constituição, buscando a manutenção do poder e o adiamento de avanços em pautas como a democratização da mídia (Visão geral criada por IA). 

Formação: Parlamentares de diversos partidos, como PMDB, PDS, PTB, PFL e outros, se uniram para articular o grupo. Motivações: A união ocorreu pela resistência a pautas progressistas e pelo interesse em garantir uma maior influência no processo constituinte. Características: O bloco ficou conhecido por uma política mais fisiológica, com a máxima "é dando que se recebe", e por atuar na sustentação de governos, como o de Sarney. Ressurgimento: O termo ficou adormecido por quase três décadas, mas ressurge com força a partir de 2016, com a organização política liderada por Eduardo Cunha, para designar um bloco que atua com o mesmo objetivo de negociação com o governo, em troca de cargos e benefícios (Visão geral criada por IA).

Agrupamento de partidos políticos sem ideologia definida, que formam base de apoio para o presidente que ocupa o cargo de ocasião. O objetivo do grupo é superar a rivalidade ideológica e garantir um consenso entre os blocos parlamentares de direita e esquerda, garantindo a aprovação de projetos que não conseguiriam ser aprovados por um só bloco partidário. 

Defende principalmente interesses próprios e pragmáticos, que incluem a manutenção do poder e do acesso a cargos e recursos. Embora seus partidos possam ter posições ideológicas conservadoras ou liberais, o grupo é caracterizado por sua flexibilidade e pragmatismo, negociando apoio ao governo com base em trocas e benefícios, independentemente da ideologia do governante. Em alguns momentos, também defendeu a moderação de posições extremas e a preservação de direitos sociais, como na época da Constituinte (Visão geral criada por IA).

Na experiência política brasileira, o Centrão vai se desapegar de qualquer conotação ideológica, política ou programática, destacando que o agrupamento político é mais conhecido “pela prática fisiológica nas relações políticas e que procura apoiar politicamente o Governo de plantão”.

Concluindo:

Como brasileiro eleitor, já conseguimos ter alguma evolução no interesse pelo processo político, graças às redes sociais, mas ainda temos muito a aprender no conhecimento político-ideológico. Ainda votamos por amizade, empatia, simpatia, por discursos acalorados, por favores pessoais. Nos revoltamos quando vemos o político em que depositamos nossa confiança votar em bloco nas pautas que discordamos (por vezes esse representante tendo afirmado pensar como nós) – se vê obrigado a votar nos valores ideológicos/interesses fisiológicos de seu partido.

O interessante das duas ideologias (esquerda e direita) é que onde elas imperam, os cidadãos de esquerda arriscam a vida para viver no país de direita; mas não temos nota de alguém de país capitalista desejando viver em país comunista/socialista. Coréia do Norte e Coréia do Sul; Vietnam do Norte e Vietnam do Sul; Países da América Central/México e EUA; Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental (no passado).

Com a passagem do bastão presidencial de João Figueiredo para José Sarney (1985), os partidos alinhados com ideologias de esquerda e centro ajustaram seus lemes progressistas no Brasil até as eleições de 2018, quando Bolsonaro reacendeu a chama da ideologia conservadora (Deus, Pátria, Família, Liberdade).

Uma clareza preciso externar, o político de direita tem uma ideologia a apresentar; o político de esquerda defende uma ideologia definida; já os representantes dos partidos que compõem o Centrão buscam acomodar “sua ideologia” de acordo com o momento político/social/econômico.

Por mais que a velha imprensa venda a assertiva que o País esteja polarizado (“Bolsonarismo X Lulismo), me permito discordar. Na democracia norte americana conseguimos enxergar claramente a polarização Republicanos X Democratas, mas em terras tupiniquins, quem define o rumo político do Brasil é o Centrão, ou deveríamos chamá-lo “Sistema”, umbilicalmente ligado ao Executivo, Legislativo e Judiciário.

Como cristãos somos chamados a discernir o que preservar e o que transformar, sempre guiados pelos valores do Pai celestial. Seja na vida cotidiana ou no diálogo político, a pergunta que nos cabe como cidadão: as escolhas que faço refletem os valores de Cristo? Essa deve ser a nossa verdadeira bússola.

A maturidade político/administrativa do Brasil está entrelaçada com nossas escolhas eleitorais em pessoas que teríamos coragem DE CONSTITUIR para conduzir nossa empresa, tê-lo como professor de nosso filho, ser o médico da família, ser o policial que protege meu bairro? Esse representante deve primar por SERVIR AO PAÍS, E NÃO SE SERVIR DO PAÍS.

Por Edson Silva, 23/11/2025

Fonte:

https://portal.unit.br/blog/noticias/como-funciona-o-centrao-e-seu-papel-na-politica-brasileira/

https://teologiamissional.com/2024/12/10/cristianismo-e-conservadorismo-uma-reflexao-sobre-fe-e-politica/

https://www.esquerdadiario.com.br/Os-comunistas-e-a-religiao-55261

chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://www2.ufjf.br/semic/files/2010/08/O-PARTIDO-PROGRESSISTA-E-A-POLITICA-IMPERIAL-ORIGENS-E-PROPOSTAS-1857-1870.pdf