Brasil, Terra Arrasada?
A expressão terra arrasada
(ou terra queimada) refere-se primordialmente a uma estratégia militar de
destruição total, mas também é amplamente utilizada no cotidiano de forma
figurada.
Fora do contexto de guerra, a
expressão é usada para descrever cenários de destruição completa, caos,
crises profundas ou heranças malditas.
Quando um governo atua de forma
desastrosa, sem planejamento estratégico e de maneira totalmente desorganizada,
a ciência política e a economia costumam utilizar termos como colapso
institucional, má gestão macroeconômica crónica ou, em casos
extremos, o conceito de "Estado falido" (ou frágil). Nesse
estágio, as estruturas básicas de saúde, segurança, moeda e infraestrutura
simplesmente deixam de funcionar, deixando o país em uma situação real de
"terra arrasada". Os exemplos recentes mais contundentes de países
que sofreram as consequências de administrações marcadas pelo desarranjo
estrutural absoluto e pela falta de planejamento:
1. Sri Lanka
(O colapso planejado por erros de gestão)
O caso do Sri Lanka em 2022 é
considerado um exemplo de manual de como a falta de planejamento destrói um
país em tempo recorde.
- O Desastre: Sob a gestão da família
Rajapaksa, o governo tomou uma série de decisões econômicas impulsivas e
sem base técnica. A mais drástica foi a proibição abrupta de
fertilizantes químicos sintéticos da noite para o dia, sob o pretexto
de forçar o país a adotar uma agricultura 100% orgânica.
- A Consequência: Sem planejamento de
transição, a produção nacional de alimentos (especialmente o arroz e o
chá, base da economia) despencou. O país passou de autossuficiente a
importador de alimentos, esgotando suas reservas internacionais. O
resultado foi o calote da dívida externa, inflação descontrolada, falta
completa de combustíveis e medicamentos, culminando na invasão popular dos
palácios governamentais e na fuga do presidente.
2. Venezuela
(Destruição institucional e econômica)
A crise de longo prazo da Venezuela ilustra
como a desorganização e a destruição deliberada do planejamento técnico
pulverizam a maior reserva de petróleo do mundo.
- O Desastre: Ao longo das gestões de Hugo
Chávez e Nicolás Maduro, o governo promoveu a expropriação em massa de
indústrias e o aparelhamento político da PDVSA (a estatal petrolífera), substituindo
engenheiros e técnicos qualificados por aliados políticos sem experiência
no setor.
- A Consequência: Sem investimentos em
manutenção e planejamento, a produção de petróleo colapsou. A destruição
do aparato produtivo interno gerou hiperinflação crônica, escassez severa
de alimentos e a degradação total das redes elétricas e de água. O
desastre provocou o maior êxodo humanitário da história recente da América
Latina, com quase 8 milhões de refugiados, pavimentando um cenário de caos
que se estendeu por anos.
3. Líbano (O
colapso por negligência e paralisia)
O Líbano vive uma das
piores crises econômicas globais desde o século XIX, impulsionada por um modelo
de governança baseado no clientelismo e na ausência total de coordenação
centralizada.
- O Desastre: Durante décadas, o Banco Central
e a elite política operaram um sistema financeiro que muitos economistas
compararam a um "esquema de pirâmide legalizado", mascarando
rombos orçamentários com juros altíssimos para atrair dólares. O ápice da
desorganização ficou tragicamente visível na explosão do porto de
Beirute em 2020, causada por toneladas de nitrato de amônio
abandonadas por anos em um armazém devido à negligência burocrática
absoluta.
- A Consequência: A moeda local perdeu mais de
90% do seu valor, os bancos confiscaram as poupanças da população e o
Estado perdeu a capacidade de fornecer o básico, como energia elétrica (o
país passou a sofrer apagões diários de mais de 20 horas).
4. Haiti (A
vácuo total de poder e controle territorial)
O Haiti é o exemplo
contemporâneo mais crítico de desorganização que descamba para a ausência de um
governo funcional.
- O Desastre: Anos de corrupção sistêmica,
assassinatos políticos (como o do presidente Jovenel Moïse) e a completa
incapacidade do governo de planejar e gerir fundos de ajuda humanitária ou
estruturar forças de segurança públicas destruíram a governabilidade.
- A Consequência: O governo central perdeu
virtualmente todo o controle territorial para gangues armadas,
especialmente na capital, Porto Príncipe. Sem planejamento econômico,
saúde ou segurança pública mínima, as instituições estatais evaporaram,
deixando o país sob uma emergência humanitária absoluta gerida por
organizações externas.
Resumo das características
comuns desses governos:
- Desprezo pelo conhecimento técnico:
Substituição de burocratas experientes e agências reguladoras
independentes por indicações puramente ideológicas ou fisiológicas.
- Soluções mágicas de curto prazo: Uso de
canetadas e controle de preços para conter problemas complexos, gerando
desabastecimento e mercados paralelos.
- Incapacidade de manutenção básica: Desvio de
recursos que deveriam ir para a manutenção de infraestrutura essencial
(energia, estradas, saneamento), gerando colapsos estruturais em cadeia.
Precisamos estar atentos para não
caminharmos em direções assemelhadas (não gostaria de concluir que “qualquer
semelhança é mera coincidência”).
https://www.instagram.com/reel/Dc3duJkMpe_/
Uma fotografia do Brasil
O quadro abaixo detalha o balanço
fiscal consolidado no último ano completo de cada mandato, representando
o saldo financeiro exato entregue ao governo subsequente, segundo dados
históricos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN):
Histórico Fiscal das
Transições de Governo (1995–2026)
|
Presidente |
Período de Gestão |
Ano da Entrega |
Saldo Fiscal Entregue ao
Sucessor (% do PIB) |
Situação das Contas Públicas
na Transição |
|
Fernando Henrique Cardoso
(FHC) |
1995 – 2002 |
2002 |
Superávit de 2,25% |
Entregou a economia em
superávit primário estruturado após a implementação do tripé econômico e da
Lei de Responsabilidade Fiscal. |
|
Luiz Inácio Lula da Silva
(Lula 1 e 2) |
2003 – 2010 |
2010 |
Superávit de 2,01% |
Deixou o cargo mantendo a
trajetória de saldos positivos consolidados ao longo de dois mandatos
completos. |
|
Dilma Rousseff |
2011 – 2016 |
2015 |
Déficit de 1,88% |
Primeiro período de inversão
nas contas públicas desde o início da série histórica, entregando o governo
com déficit acumulado. |
|
Michel Temer (Interino/Sucessor) |
2016 – 2018 |
2018 |
Déficit de 1,57% |
Período marcado pelo teto de
gastos institucionais para tentar conter a trajetória de crescimento do rombo
fiscal. |
|
Jair Bolsonaro |
2019 – 2022 |
2022 |
Superávit de 1,25% |
Interrompeu uma sequência de 8
anos consecutivos de déficits primários, registrando superávit no último ano
de gestão. |
|
Luiz Inácio Lula da Silva
(Lula 3) |
2023 – Presente |
2025 |
Déficit de 0,43% |
Contas públicas retornaram ao
campo negativo no terceiro mandato, sob a vigência das regras do novo
arcabouço fiscal. |
Contexto Econômico de Cada
Período
- FHC para Lula (2002): A meta de superávit
foi consolidada como política de Estado a partir de 1999. Apesar das
crises externas do período, FHC pavimentou uma forte arrecadação fiscal
para a transição.
- Lula para Dilma (2010): Beneficiado pelo
auge do superciclo das commodities, o governo registrou robustas
taxas de crescimento do PIB, permitindo fechar o ano com folga fiscal
mesmo com o aumento dos gastos federais.
- Dilma para Temer (2015/2016): A recessão
econômica de 2014-2016 derrubou drasticamente a arrecadação. O ano de 2015
fechou com forte contração e desajuste estrutural crônico.
- Temer para Bolsonaro (2018): Embora a
economia tenha começado a se estabilizar com a aprovação de reformas de
austeridade, o volume acumulado de despesas obrigatórias impediu o retorno
imediato ao superávit.
- Bolsonaro para Lula (2022): Após o rombo
histórico de 2020 causado pelas despesas emergenciais da pandemia de
Covid-19, a forte alta na inflação e o pico de preços das commodities
exportadas em 2022 inflaram a receita do governo, permitindo entregar as
contas com saldo positivo.
- Lula 3 (2023–2026): O primeiro ano (2023)
herdou a quitação concentrada de precatórios judiciais acumulados, gerando
um déficit financeiro atípico de R$ 264,5 bilhões. Em 2025, o governo
estabilizou o déficit em patamares menores, buscando o cumprimento formal
das metas de receitas e despesas.
Resultados da dívida pública
no final de cada período de governo
A análise da dívida pública no
Brasil é comumente mensurada por dois indicadores principais calculados pelo
Banco Central: a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que mede o total
de obrigações financeiras do governo — e a Dívida Líquida do Setor Público
(DLSP) — que subtrai os ativos que o país possui (como as reservas
internacionais) do total devido. [1,
2]
O quadro abaixo apresenta o
comportamento da dívida ao final do último ano completo de cada mandato
presidencial, expressa em percentual do Produto Interno Bruto (% do PIB),
que reflete a capacidade de pagamento do país:
Resultados da Dívida Pública
ao Fim de Cada Governo
|
Presidente |
Ano de Encerramento |
Dívida Bruta (% do PIB) |
Dívida Líquida (% do PIB) |
Principais Dinâmicas do
Período |
|
FHC |
2002 |
78,7% |
59,9% |
Impactada por crises cambiais
internacionais e pela assunção de dívidas antigas ("esqueletos"),
controlada ao fim com a introdução do tripé econômico. |
|
Lula (1 e 2) |
2010 |
61,8% |
38,0% |
Redução expressiva da dívida
líquida impulsionada pelo crescimento econômico e pelo forte acúmulo de
reservas internacionais. |
|
Dilma Rousseff |
2015 |
65,5% |
35,6% |
A dívida bruta iniciou uma
trajetória de alta na segunda metade do período devido à recessão e às
desonerações fiscais. |
|
Michel Temer |
2018 |
75,4% |
52,8% |
Crescimento da dívida devido
aos sucessivos déficits primários herdados, contido parcialmente após a
aprovação do teto de gastos. |
|
Jair Bolsonaro |
2022 |
71,7% |
56,2% |
Atingiu pico próximo a 90%
em 2020 devido aos gastos emergenciais da Covid-19, mas recuou ao fim com
a inflação e receitas extraordinárias. |
|
Lula (3) |
2026 (Parcial) |
81,9% |
62,1% |
Expansão ligada à PEC da
transição, à quitação concentrada de precatórios acumulados e ao aumento real
do gasto público. |
Análise dos Ciclos de
Endividamento
- O fator "Reservas Internacionais":
Nos governos Lula 1 e 2, a queda acentuada da Dívida Líquida
ocorreu porque o país passou a acumular grande quantidade de dólares em
caixa. Como as reservas entram como um ativo positivo, o saldo líquido
despencou para 38% do PIB, reduzindo a vulnerabilidade externa brasileira.
- Inversão de Tendência (2014-2018): Com a
desaceleração econômica e os anos subsequentes de rombos nas contas
(déficits primários), o governo federal passou a emitir muito mais títulos
públicos para pagar despesas correntes, pressionando a Dívida Bruta
de volta para a casa dos 75%.
- O Pico da Pandemia e a Recuperação (2020-2022):
Sob a gestão de Jair Bolsonaro, o endividamento bruto saltou para o
recorde histórico de 87,6% do PIB em outubro de 2020 para financiar os
auxílios e vacinas. A queda para 71,7% ao entregar o governo deveu-se à
forte arrecadação nominal inflada pela alta das commodities globais
e pela inflação doméstica.
- Cenário Recente (2023-2026): No terceiro
mandato de Lula, o endividamento bruto retornou à trajetória de
crescimento rápido, subindo cerca de 10 pontos percentuais do PIB.
Analistas apontam que a expansão de despesas obrigatórias, reajustes de
servidores e o pagamento regularizado de passivos judiciais retroativos
(precatórios) explicam a aceleração que levou o indicador aos atuais 81,9%.
O acompanhamento do endividamento
das famílias brasileiras passou por transformações estruturais profundas desde
os anos 1990.
A análise desse indicador utiliza
tradicionalmente duas métricas complementares: o Endividamento do Sistema
Financeiro Nacional (SFN), medido pelo Banco Central desde 2005 (que apura
a fatia da renda anual comprometida com dívidas bancárias), e a Pesquisa de
Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-CNC), coletada desde 2010
(que avalia o percentual absoluto de famílias que possuem contas a vencer). [1, 2].
O quadro abaixo resume a evolução do endividamento no final de cada mandato
presidencial:
Evolução do Endividamento
Familiar por Período de Governo
|
Presidente |
Ano de Cesta |
Famílias com Dívidas a Vencer % Peic-CNC) |
Endividamento Bancário (% da
Renda Anual - BC) |
Dinâmica e Perfil de Crédito
do Período |
|
FHC |
2002 |
Dados indisponíveis |
Série iniciada em 2005 |
Período de inflação
recém-estabilizada. O crédito ao consumidor era escasso, caro e de curtíssimo
prazo devido aos juros médios altos da Selic. |
|
Lula (1 e 2) |
2010 |
61,1% |
35,2% |
"Boom" do consumo
de massa. Introdução do crédito consignado e facilitação de
financiamentos automotivos e habitacionais. O endividamento cresceu de forma
controlada. |
|
Dilma Rousseff |
2015 |
61,1% |
46,2% |
Estagnação e início da crise.
O crédito continuou avançando, mas o início da recessão e o desemprego
crescente fizeram as famílias usarem cartões e cheque especial para
complementar renda. |
|
Michel Temer |
2018 |
59,8% |
44,1% |
Retração cautelosa. Anos
de recessão aguda geraram forte aversão ao risco pelas famílias e bancos.
Houve uma leve desalavancagem e estabilização do consumo doméstico. |
|
Jair Bolsonaro |
2022 |
78,0% |
49,9% |
"Explosão" do
endividamento. Uma combinação de pandemia, inflação de alimentos e juros
baixos no início (seguidos por forte alta) fez as famílias recorrerem
massivamente ao cartão de crédito para despesas correntes. |
|
Lula (3) |
2026 (Atual) |
81,7% |
49,8% |
Picos históricos e mercado
de apostas. O endividamento atingiu o recorde da série histórica do BC e
da CNC em 2026, impulsionado pelos juros reais elevados, cartões de crédito e
o avanço recente das apostas online (bets). |
Muitas empresas brasileiras, muitos
pesquisadores/cientistas, muitos trabalhadores qualificados foram buscar
oportunidades de desenvolvimento pessoal em outros países por não acreditar nas
políticas do atual governo
Argumentos que associam a migração ao cenário
político-econômico
Setores críticos ao atual governo, associações de classe
e analistas de mercado argumentam que as políticas econômicas atuais
influenciam a decisão de emigrar. Os principais pontos levantados por essa
vertente são:
- Incerteza Fiscal e
Tributária: Mudanças regulatórias, o aumento da carga tributária e
as discussões em torno do cumprimento das metas fiscais geram um ambiente
de instabilidade. Isso faz com que empresas e investidores busquem
mercados mais previsíveis (como os Estados Unidos ou a Europa).
- Fuga de Cérebros (Brain
Drain): Pesquisadores e cientistas muitas vezes relatam frustração com
a oscilação no orçamento voltado para a ciência e tecnologia, bolsas de
pesquisa com valores defasados e a falta de infraestrutura de ponta nos
laboratórios nacionais, optando por centros globais que oferecem maior
financiamento de longo prazo.
- Busca por Moeda Forte:
Profissionais de tecnologia, engenharia e finanças são atraídos pela
oportunidade de dolarizar ou euroatizar seus rendimentos, protegendo seu
patrimício da desvalorização do real e da inflação interna.
- Qualidade de Vida Geral:
Pesquisas com expatriados brasileiros frequentemente mostram que fatores
estruturais crônicos do país — como os índices de segurança pública, a
qualidade da educação básica e a busca por estabilidade social para a
família — pesam tanto ou mais na decisão de partir do que a preferência
por uma vertente política específica.
A Visão de Alerta (Risco de
Desarranjo Estrutural)
Analistas de mercado, economistas
liberais e setores da oposição argumentam que os indicadores fiscais e de
endividamento apontam para um cenário de extrema gravidade que exigirá medidas
duras do próximo mandatário. Sob essa ótica, os sinais de alerta incluem:
- Pressionamento da Dívida Pública: Com a
Dívida Bruta projetada na casa dos 81,9% do PIB, o espaço de
manobra para investimentos públicos fica severamente limitado.
- Orçamento Rígido: O crescimento das despesas
obrigatórias (como previdência e pessoal) comprime a capacidade do Estado
de investir em infraestrutura, saúde e segurança, engessando a máquina
pública.
- Sobrecarga das Famílias: O endividamento
familiar persistentemente alto (próximo de 81%) e o comprometimento
de renda diminuem o fôlego do consumo doméstico, que historicamente é um
dos principais motores do PIB brasileiro.
- Custo do Crédito: A necessidade de financiar
uma dívida crescente obriga o Banco Central a manter a taxa de juros
(Selic) em patamares reais elevados, o que encarece os investimentos
privados e o crédito para as empresas.
- Colchão de Reservas Internacionais:
Diferente de crises do passado (como nos anos 1980 ou 2002) ou de países
vizinhos, o Brasil possui cerca de US$ 350 bilhões em reservas
internacionais, o que blinda o país contra crises cambiais e calotes
externos.
- Potência Exportadora: O setor de
agronegócio, energia e mineração continua quebrando recordes de
produtividade e gerando saldos comerciais bilionários, garantindo a
entrada regular de dólares no país.
- Atratividade de Investimento Estrangeiro: O
Brasil permanece como um dos principais destinos globais de Investimento
Direto no País (IDP), demonstrando que o capital internacional ainda
enxerga oportunidades lucrativas de longo prazo na infraestrutura e na
indústria nacional.
Conclusão
O próximo governante não herdará
um país institucionalmente quebrado ou sem liquidez externa, o que invalida o
conceito clássico de "terra arrasada". No entanto, os dados mostram
que enfrentará um quadro fiscal complexo e altamente desafiador,
caracterizado pela necessidade urgente de equacionar o crescimento da dívida
pública e aliviar o endividamento da população para destravar o crescimento
sustentável de longo prazo.
O desafio do futuro governo
central é crescer de forma sustentável sem comprometer a solvência financeira,
um país precisa alcançar o que os economistas chamam de equilíbrio
estrutural. Isso significa expandir a capacidade produtiva da economia (o
PIB) sem fazer com que a dívida pública cresça em um ritmo mais rápido do que a
riqueza nacional. Não é o que, pessoalmente, estou convencido de que tenha sido
praticado no governo Lula 3.
- O crescimento baseado apenas em
gastos públicos ou em estímulos ao consumo de curto prazo tem fôlego curto e
gera inflação. O crescimento duradouro vem do aumento da eficiência do país.
- Como o caixa do governo é
limitado pelo endividamento, o Estado deve atuar como planejador e
facilitador, e não como o único financiador do progresso.
- Para manter a confiança dos
investidores e garantir juros baixos, o governo precisa demonstrar que a
trajetória da dívida pública é sustentável.
- O crescimento econômico moderno
depende da transição para a economia do conhecimento.
- Com a queda dos juros, o custo
para o governo rolar a sua própria dívida diminui drasticamente, abrindo espaço
genuíno no orçamento para investimentos em saúde, educação e segurança — sem
precisar imprimir dinheiro ou emitir novos títulos inflacionários.
Por Edson Silva, 17 de outubro de 2026.
Fonte: consulta, com Visão
Geral criada por IA

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