Mestre em Ciências da Saúde, UnB; Auditor ISO 14.000; Auditor CONAMA 306; Pesquisador Saúde Pública

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Desde muito cedo despertei o interesse para entender o sentido de “Gigante pela própria natureza” inscrito em nosso belo Hino Nacional Brasileiro. No meu pequeno mundo isso tinha formato de um sonho. Sempre acreditei que o trabalho produziria um Futuro que espelha essa grandeza. Entretanto, não poderíamos esperar “Deitado eternamente em berço esplendido”. Então, me debrucei sobre os livros e outros informes. A história da expansão territorial do Brasil ainda tem sido pouco pesquisada por nossa historiografia, apesar da importância estratégica e atual que reveste a questão. O potencial dos seis Biomas do Brasil nos credencia a produzir alimento para parte significativa dos 195 países do globo. Certo que temos problemas maiúsculos na seara da saúde de nosso povo, saúde primária, saúde regionais, saúde provenientes de epidemias e pandemia novo coronavírus. Nada que planejamentos estratégicos, planos de governo e planos de estado, com boa vontade e união de governantes não possam resolver.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O que herdará o futuro presidente do País, a partir de 2027?

 Brasil, Terra Arrasada?

A expressão terra arrasada (ou terra queimada) refere-se primordialmente a uma estratégia militar de destruição total, mas também é amplamente utilizada no cotidiano de forma figurada.

Fora do contexto de guerra, a expressão é usada para descrever cenários de destruição completa, caos, crises profundas ou heranças malditas.

Quando um governo atua de forma desastrosa, sem planejamento estratégico e de maneira totalmente desorganizada, a ciência política e a economia costumam utilizar termos como colapso institucional, má gestão macroeconômica crónica ou, em casos extremos, o conceito de "Estado falido" (ou frágil). Nesse estágio, as estruturas básicas de saúde, segurança, moeda e infraestrutura simplesmente deixam de funcionar, deixando o país em uma situação real de "terra arrasada". Os exemplos recentes mais contundentes de países que sofreram as consequências de administrações marcadas pelo desarranjo estrutural absoluto e pela falta de planejamento:

1. Sri Lanka (O colapso planejado por erros de gestão)

O caso do Sri Lanka em 2022 é considerado um exemplo de manual de como a falta de planejamento destrói um país em tempo recorde.

  • O Desastre: Sob a gestão da família Rajapaksa, o governo tomou uma série de decisões econômicas impulsivas e sem base técnica. A mais drástica foi a proibição abrupta de fertilizantes químicos sintéticos da noite para o dia, sob o pretexto de forçar o país a adotar uma agricultura 100% orgânica.
  • A Consequência: Sem planejamento de transição, a produção nacional de alimentos (especialmente o arroz e o chá, base da economia) despencou. O país passou de autossuficiente a importador de alimentos, esgotando suas reservas internacionais. O resultado foi o calote da dívida externa, inflação descontrolada, falta completa de combustíveis e medicamentos, culminando na invasão popular dos palácios governamentais e na fuga do presidente.

2. Venezuela (Destruição institucional e econômica)

A crise de longo prazo da Venezuela ilustra como a desorganização e a destruição deliberada do planejamento técnico pulverizam a maior reserva de petróleo do mundo.

  • O Desastre: Ao longo das gestões de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, o governo promoveu a expropriação em massa de indústrias e o aparelhamento político da PDVSA (a estatal petrolífera), substituindo engenheiros e técnicos qualificados por aliados políticos sem experiência no setor.
  • A Consequência: Sem investimentos em manutenção e planejamento, a produção de petróleo colapsou. A destruição do aparato produtivo interno gerou hiperinflação crônica, escassez severa de alimentos e a degradação total das redes elétricas e de água. O desastre provocou o maior êxodo humanitário da história recente da América Latina, com quase 8 milhões de refugiados, pavimentando um cenário de caos que se estendeu por anos.

3. Líbano (O colapso por negligência e paralisia)

O Líbano vive uma das piores crises econômicas globais desde o século XIX, impulsionada por um modelo de governança baseado no clientelismo e na ausência total de coordenação centralizada.

  • O Desastre: Durante décadas, o Banco Central e a elite política operaram um sistema financeiro que muitos economistas compararam a um "esquema de pirâmide legalizado", mascarando rombos orçamentários com juros altíssimos para atrair dólares. O ápice da desorganização ficou tragicamente visível na explosão do porto de Beirute em 2020, causada por toneladas de nitrato de amônio abandonadas por anos em um armazém devido à negligência burocrática absoluta.
  • A Consequência: A moeda local perdeu mais de 90% do seu valor, os bancos confiscaram as poupanças da população e o Estado perdeu a capacidade de fornecer o básico, como energia elétrica (o país passou a sofrer apagões diários de mais de 20 horas).

4. Haiti (A vácuo total de poder e controle territorial)

O Haiti é o exemplo contemporâneo mais crítico de desorganização que descamba para a ausência de um governo funcional.

  • O Desastre: Anos de corrupção sistêmica, assassinatos políticos (como o do presidente Jovenel Moïse) e a completa incapacidade do governo de planejar e gerir fundos de ajuda humanitária ou estruturar forças de segurança públicas destruíram a governabilidade.
  • A Consequência: O governo central perdeu virtualmente todo o controle territorial para gangues armadas, especialmente na capital, Porto Príncipe. Sem planejamento econômico, saúde ou segurança pública mínima, as instituições estatais evaporaram, deixando o país sob uma emergência humanitária absoluta gerida por organizações externas.

Resumo das características comuns desses governos:

  • Desprezo pelo conhecimento técnico: Substituição de burocratas experientes e agências reguladoras independentes por indicações puramente ideológicas ou fisiológicas.
  • Soluções mágicas de curto prazo: Uso de canetadas e controle de preços para conter problemas complexos, gerando desabastecimento e mercados paralelos.
  • Incapacidade de manutenção básica: Desvio de recursos que deveriam ir para a manutenção de infraestrutura essencial (energia, estradas, saneamento), gerando colapsos estruturais em cadeia.

Precisamos estar atentos para não caminharmos em direções assemelhadas (não gostaria de concluir que “qualquer semelhança é mera coincidência”).

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Uma fotografia do Brasil

O quadro abaixo detalha o balanço fiscal consolidado no último ano completo de cada mandato, representando o saldo financeiro exato entregue ao governo subsequente, segundo dados históricos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN):

Histórico Fiscal das Transições de Governo (1995–2026)

Presidente

Período de Gestão

Ano da Entrega

Saldo Fiscal Entregue ao Sucessor (% do PIB)

Situação das Contas Públicas na Transição

Fernando Henrique Cardoso (FHC)

1995 – 2002

2002

Superávit de 2,25%

Entregou a economia em superávit primário estruturado após a implementação do tripé econômico e da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Luiz Inácio Lula da Silva (Lula 1 e 2)

2003 – 2010

2010

Superávit de 2,01%

Deixou o cargo mantendo a trajetória de saldos positivos consolidados ao longo de dois mandatos completos.

Dilma Rousseff

2011 – 2016

2015

Déficit de 1,88%

Primeiro período de inversão nas contas públicas desde o início da série histórica, entregando o governo com déficit acumulado.

Michel Temer (Interino/Sucessor)

2016 – 2018

2018

Déficit de 1,57%

Período marcado pelo teto de gastos institucionais para tentar conter a trajetória de crescimento do rombo fiscal.

Jair Bolsonaro

2019 – 2022

2022

Superávit de 1,25%

Interrompeu uma sequência de 8 anos consecutivos de déficits primários, registrando superávit no último ano de gestão.

Luiz Inácio Lula da Silva (Lula 3)

2023 – Presente

2025

Déficit de 0,43%

Contas públicas retornaram ao campo negativo no terceiro mandato, sob a vigência das regras do novo arcabouço fiscal.


Contexto Econômico de Cada Período

  • FHC para Lula (2002): A meta de superávit foi consolidada como política de Estado a partir de 1999. Apesar das crises externas do período, FHC pavimentou uma forte arrecadação fiscal para a transição.
  • Lula para Dilma (2010): Beneficiado pelo auge do superciclo das commodities, o governo registrou robustas taxas de crescimento do PIB, permitindo fechar o ano com folga fiscal mesmo com o aumento dos gastos federais.
  • Dilma para Temer (2015/2016): A recessão econômica de 2014-2016 derrubou drasticamente a arrecadação. O ano de 2015 fechou com forte contração e desajuste estrutural crônico.
  • Temer para Bolsonaro (2018): Embora a economia tenha começado a se estabilizar com a aprovação de reformas de austeridade, o volume acumulado de despesas obrigatórias impediu o retorno imediato ao superávit.
  • Bolsonaro para Lula (2022): Após o rombo histórico de 2020 causado pelas despesas emergenciais da pandemia de Covid-19, a forte alta na inflação e o pico de preços das commodities exportadas em 2022 inflaram a receita do governo, permitindo entregar as contas com saldo positivo.
  • Lula 3 (2023–2026): O primeiro ano (2023) herdou a quitação concentrada de precatórios judiciais acumulados, gerando um déficit financeiro atípico de R$ 264,5 bilhões. Em 2025, o governo estabilizou o déficit em patamares menores, buscando o cumprimento formal das metas de receitas e despesas.

Resultados da dívida pública no final de cada período de governo

A análise da dívida pública no Brasil é comumente mensurada por dois indicadores principais calculados pelo Banco Central: a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) — que mede o total de obrigações financeiras do governo — e a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) — que subtrai os ativos que o país possui (como as reservas internacionais) do total devido. [1, 2]

O quadro abaixo apresenta o comportamento da dívida ao final do último ano completo de cada mandato presidencial, expressa em percentual do Produto Interno Bruto (% do PIB), que reflete a capacidade de pagamento do país:

Resultados da Dívida Pública ao Fim de Cada Governo

Presidente

Ano de Encerramento

Dívida Bruta (% do PIB)

Dívida Líquida (% do PIB)

Principais Dinâmicas do Período

FHC

2002

78,7%

59,9%

Impactada por crises cambiais internacionais e pela assunção de dívidas antigas ("esqueletos"), controlada ao fim com a introdução do tripé econômico.

Lula (1 e 2)

2010

61,8%

38,0%

Redução expressiva da dívida líquida impulsionada pelo crescimento econômico e pelo forte acúmulo de reservas internacionais.

Dilma Rousseff

2015

65,5%

35,6%

A dívida bruta iniciou uma trajetória de alta na segunda metade do período devido à recessão e às desonerações fiscais.

Michel Temer

2018

75,4%

52,8%

Crescimento da dívida devido aos sucessivos déficits primários herdados, contido parcialmente após a aprovação do teto de gastos.

Jair Bolsonaro

2022

71,7%

56,2%

Atingiu pico próximo a 90% em 2020 devido aos gastos emergenciais da Covid-19, mas recuou ao fim com a inflação e receitas extraordinárias.

Lula (3)

2026 (Parcial)

81,9%

62,1%

Expansão ligada à PEC da transição, à quitação concentrada de precatórios acumulados e ao aumento real do gasto público.


Análise dos Ciclos de Endividamento

  • O fator "Reservas Internacionais": Nos governos Lula 1 e 2, a queda acentuada da Dívida Líquida ocorreu porque o país passou a acumular grande quantidade de dólares em caixa. Como as reservas entram como um ativo positivo, o saldo líquido despencou para 38% do PIB, reduzindo a vulnerabilidade externa brasileira.
  • Inversão de Tendência (2014-2018): Com a desaceleração econômica e os anos subsequentes de rombos nas contas (déficits primários), o governo federal passou a emitir muito mais títulos públicos para pagar despesas correntes, pressionando a Dívida Bruta de volta para a casa dos 75%.
  • O Pico da Pandemia e a Recuperação (2020-2022): Sob a gestão de Jair Bolsonaro, o endividamento bruto saltou para o recorde histórico de 87,6% do PIB em outubro de 2020 para financiar os auxílios e vacinas. A queda para 71,7% ao entregar o governo deveu-se à forte arrecadação nominal inflada pela alta das commodities globais e pela inflação doméstica.
  • Cenário Recente (2023-2026): No terceiro mandato de Lula, o endividamento bruto retornou à trajetória de crescimento rápido, subindo cerca de 10 pontos percentuais do PIB. Analistas apontam que a expansão de despesas obrigatórias, reajustes de servidores e o pagamento regularizado de passivos judiciais retroativos (precatórios) explicam a aceleração que levou o indicador aos atuais 81,9%.

O acompanhamento do endividamento das famílias brasileiras passou por transformações estruturais profundas desde os anos 1990.

A análise desse indicador utiliza tradicionalmente duas métricas complementares: o Endividamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN), medido pelo Banco Central desde 2005 (que apura a fatia da renda anual comprometida com dívidas bancárias), e a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic-CNC), coletada desde 2010 (que avalia o percentual absoluto de famílias que possuem contas a vencer). [1, 2]. O quadro abaixo resume a evolução do endividamento no final de cada mandato presidencial:

Evolução do Endividamento Familiar por Período de Governo

Presidente

Ano de Cesta

Famílias

com Dívidas

a Vencer

% Peic-CNC)

Endividamento Bancário (% da Renda Anual - BC)

Dinâmica e Perfil de Crédito do Período

FHC

2002

Dados indisponíveis

Série iniciada em 2005

Período de inflação recém-estabilizada. O crédito ao consumidor era escasso, caro e de curtíssimo prazo devido aos juros médios altos da Selic.

Lula (1 e 2)

2010

61,1%

35,2%

"Boom" do consumo de massa. Introdução do crédito consignado e facilitação de financiamentos automotivos e habitacionais. O endividamento cresceu de forma controlada.

Dilma Rousseff

2015

61,1%

46,2%

Estagnação e início da crise. O crédito continuou avançando, mas o início da recessão e o desemprego crescente fizeram as famílias usarem cartões e cheque especial para complementar renda.

Michel Temer

2018

59,8%

44,1%

Retração cautelosa. Anos de recessão aguda geraram forte aversão ao risco pelas famílias e bancos. Houve uma leve desalavancagem e estabilização do consumo doméstico.

Jair Bolsonaro

2022

78,0%

49,9%

"Explosão" do endividamento. Uma combinação de pandemia, inflação de alimentos e juros baixos no início (seguidos por forte alta) fez as famílias recorrerem massivamente ao cartão de crédito para despesas correntes.

Lula (3)

2026 (Atual)

81,7%

49,8%

Picos históricos e mercado de apostas. O endividamento atingiu o recorde da série histórica do BC e da CNC em 2026, impulsionado pelos juros reais elevados, cartões de crédito e o avanço recente das apostas online (bets).

Muitas empresas brasileiras, muitos pesquisadores/cientistas, muitos trabalhadores qualificados foram buscar oportunidades de desenvolvimento pessoal em outros países por não acreditar nas políticas do atual governo

Argumentos que associam a migração ao cenário político-econômico

Setores críticos ao atual governo, associações de classe e analistas de mercado argumentam que as políticas econômicas atuais influenciam a decisão de emigrar. Os principais pontos levantados por essa vertente são:

  • Incerteza Fiscal e Tributária: Mudanças regulatórias, o aumento da carga tributária e as discussões em torno do cumprimento das metas fiscais geram um ambiente de instabilidade. Isso faz com que empresas e investidores busquem mercados mais previsíveis (como os Estados Unidos ou a Europa).
  • Fuga de Cérebros (Brain Drain): Pesquisadores e cientistas muitas vezes relatam frustração com a oscilação no orçamento voltado para a ciência e tecnologia, bolsas de pesquisa com valores defasados e a falta de infraestrutura de ponta nos laboratórios nacionais, optando por centros globais que oferecem maior financiamento de longo prazo.
  • Busca por Moeda Forte: Profissionais de tecnologia, engenharia e finanças são atraídos pela oportunidade de dolarizar ou euroatizar seus rendimentos, protegendo seu patrimício da desvalorização do real e da inflação interna.
  • Qualidade de Vida Geral: Pesquisas com expatriados brasileiros frequentemente mostram que fatores estruturais crônicos do país — como os índices de segurança pública, a qualidade da educação básica e a busca por estabilidade social para a família — pesam tanto ou mais na decisão de partir do que a preferência por uma vertente política específica.

A Visão de Alerta (Risco de Desarranjo Estrutural)

Analistas de mercado, economistas liberais e setores da oposição argumentam que os indicadores fiscais e de endividamento apontam para um cenário de extrema gravidade que exigirá medidas duras do próximo mandatário. Sob essa ótica, os sinais de alerta incluem:

  • Pressionamento da Dívida Pública: Com a Dívida Bruta projetada na casa dos 81,9% do PIB, o espaço de manobra para investimentos públicos fica severamente limitado.
  • Orçamento Rígido: O crescimento das despesas obrigatórias (como previdência e pessoal) comprime a capacidade do Estado de investir em infraestrutura, saúde e segurança, engessando a máquina pública.
  • Sobrecarga das Famílias: O endividamento familiar persistentemente alto (próximo de 81%) e o comprometimento de renda diminuem o fôlego do consumo doméstico, que historicamente é um dos principais motores do PIB brasileiro.
  • Custo do Crédito: A necessidade de financiar uma dívida crescente obriga o Banco Central a manter a taxa de juros (Selic) em patamares reais elevados, o que encarece os investimentos privados e o crédito para as empresas.
  • Colchão de Reservas Internacionais: Diferente de crises do passado (como nos anos 1980 ou 2002) ou de países vizinhos, o Brasil possui cerca de US$ 350 bilhões em reservas internacionais, o que blinda o país contra crises cambiais e calotes externos.
  • Potência Exportadora: O setor de agronegócio, energia e mineração continua quebrando recordes de produtividade e gerando saldos comerciais bilionários, garantindo a entrada regular de dólares no país.
  • Atratividade de Investimento Estrangeiro: O Brasil permanece como um dos principais destinos globais de Investimento Direto no País (IDP), demonstrando que o capital internacional ainda enxerga oportunidades lucrativas de longo prazo na infraestrutura e na indústria nacional.

Conclusão

O próximo governante não herdará um país institucionalmente quebrado ou sem liquidez externa, o que invalida o conceito clássico de "terra arrasada". No entanto, os dados mostram que enfrentará um quadro fiscal complexo e altamente desafiador, caracterizado pela necessidade urgente de equacionar o crescimento da dívida pública e aliviar o endividamento da população para destravar o crescimento sustentável de longo prazo.

O desafio do futuro governo central é crescer de forma sustentável sem comprometer a solvência financeira, um país precisa alcançar o que os economistas chamam de equilíbrio estrutural. Isso significa expandir a capacidade produtiva da economia (o PIB) sem fazer com que a dívida pública cresça em um ritmo mais rápido do que a riqueza nacional. Não é o que, pessoalmente, estou convencido de que tenha sido praticado no governo Lula 3.

- O crescimento baseado apenas em gastos públicos ou em estímulos ao consumo de curto prazo tem fôlego curto e gera inflação. O crescimento duradouro vem do aumento da eficiência do país.

- Como o caixa do governo é limitado pelo endividamento, o Estado deve atuar como planejador e facilitador, e não como o único financiador do progresso.

- Para manter a confiança dos investidores e garantir juros baixos, o governo precisa demonstrar que a trajetória da dívida pública é sustentável.

- O crescimento econômico moderno depende da transição para a economia do conhecimento.

- Com a queda dos juros, o custo para o governo rolar a sua própria dívida diminui drasticamente, abrindo espaço genuíno no orçamento para investimentos em saúde, educação e segurança — sem precisar imprimir dinheiro ou emitir novos títulos inflacionários.

Por Edson Silva, 17 de outubro de 2026.

Fonte: consulta, com Visão Geral criada por IA

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